Assembleia Legislativa aceita pedido de impeachment de governador do Amazonas
30 de abril de 2020 | 18h15
Atualizado 30 de abril de 2020 | 21h40
MANAUS - O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Josué Neto (PRTB), aprovou nesta quinta-feira, 30, a abertura do processo de impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e do vice-governador, Carlos Almeida (PTB). Com o sistema de saúde colapsado devido à covid-19, o Amazonas pode ser o primeiro Estado do País a ter um governador afastado do cargo durante a pandemia mundial.
O governador Wilson Lima se pronunciou sobre o pedido, por meio de nota, afirmando que o momento é "inoportuno" e que a decisão "está contaminada por questões eleitorais".
O documento foi protocolado na Aleam pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) na última terça-feira, 21. O presidente da entidade, Dr. Mário Viana, afirmou que o pedido estava baseado na "negligência e omissão do Estado" em relação à saúde, incluindo a responsabilidade pelas mortes de cidadãos e profissionais que atuam no combate ao novo coronavírus.
Durante a sessão on-line, o presidente da Assembleia, Josué Neto, ressaltou que a sua decisão era imparcial, sem o intuito de favorecer ou desfavorecer alguém politicamente, e que engavetar esse pedido de afastamento do governador seria "suspeito, antidemocrático e imparcial". O parlamentar também destacou que a abertura do processo não significa que será aprovado, visto que a decisão final cabe aos demais deputados e à sociedade amazonense.
"Tudo o que eu queria nesse momento é dizer que estamos vivendo apenas uma crise política. Por que crise política não mata, crise política gera notícia. Vamos colocar na escala real: nós estamos vivendo a maior tragédia humanitária do Estado do Amazonas [...] causada certamente por uma incapacidade administrativa do governo do Estado e da máquina pública. E que entre todos esses problemas, esse é o menor e o primeiro a ser corrigido, para que os demais problemas possam ser equacionados. O sindicato dos médicos está fazendo um diagnóstico e dizendo 'Olha só, é possível resolver o colapso da saúde se resolvermos antes o colapso do governo", disse.
Brasil encerra abril com 5.901 mortes e 85.380 casos de coronavírus

O Brasil encerra o mês de abril com um total de 5.901 óbitos e 85.380 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, o País registrou 435 mortes e 7.218 novos casos de contaminação de Covid-19, informou o Ministério da Saúde.
Epicentro da doença no País, São Paulo tem 2.375 mortes pelo novo coronavírus, 128 registradas nas últimas 24 horas, um aumento de 6% em relação ao balanço de ontem. O total de casos confirmados é de 28.698, um aumento de 10%.
O Rio de Janeiro, segundo Estado com maior número de contaminações e mortes, registra 854 óbitos e 9.453 contaminações, seguido por Pernambuco (565 mortes e 6.876 casos), Ceará (482 mortes e 7.606 casos) e Amazonas (425 mortes e 5.254 casos). ISTOÉ
Comércio demite 628 mil trabalhadores em um trimestre, diz IBGE

O comércio foi o setor que puxou a extinção de vagas no trimestre encerrado em março, com 628 mil demissões em relação ao trimestre terminado em dezembro de 2019. No entanto, as dispensas de trabalhadores ocorreram de forma disseminada entre as atividades pesquisadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na passagem do trimestre terminado em dezembro para o trimestre encerrado em março, houve demissões também nas atividades de outros serviços (-211 mil ocupados), indústria (-322 mil), alojamento e alimentação (-308 mil), transporte (-27 mil), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (-68 mil), construção (-440 mil), serviços domésticos (-376 mil) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-4 mil).
A única exceção foi o setor de informação, comunicação e atividades financeiras, com 55 mil contratações no período.
Em relação ao patamar de um ano antes, a agricultura perdeu 156 mil trabalhadores. A construção demitiu 138 mil, o comércio dispensou 161 mil. Alojamento e alimentação fechou 70 mil vagas, e serviços domésticos perderam 134 mil trabalhadores.
As contratações ocorreram na indústria (176 mil vagas a mais), informação, comunicação e atividades financeiras (+159 mil), transporte (+80 mil), outros serviços (+102 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+543 mil vagas). DIARIONORDESTE
EMPRESÁRIOS EM CAMPINAS SP
Uma carreta na região de Campinas, no interior paulista, vai cobrar do governador tucano João Doria a imediata reabertura do comércio. A manifestação, marcada para o início da tarde de hoje, é liderado por trabalhadores e empresários da área têxtil, responsável por 1 milhão de postos de trabalho no Estado e 8 milhões em todo o Brasil.
O movimento, batizado de Volta Consciente SP, se coloca em defesa e proteção da vida, do emprego e da renda – particularmente agora, diante da crise do novo coronavírus. “Defendemos que a volta da vida social, com a retomada do comércio varejista em todo o Estado de São Paulo, deve ocorrer imediatamente”, diz o manifesto publicado pelos organizadores.
“Estamos comprometidos a cumprir todos os protocolos de saúde pública que o momento exige, mas não podemos mais ficar sem trabalhar”, diz o documento, assinado por sete entidades que, juntas, reúnem mais de 30 mil estabelecimentos comerciais e industriais.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o segmento é a segunda cadeia que mais gera emprego no Brasil, atrás apenas da construção civil. Só no Estado de São Paulo, são 213 mil empregos diretos com carteira assinada na indústria e mais 220 mil na soma de varejo e atacado – são 34 mil pontos de venda no Estado.
A carreata sairá de diversas cidades e se encontrará em Americana, na região de Campinas. O grupo deve se concentrar às 13h30 na Avenida Pinto Duarte e vai percorrer um trajeto de cerca de 40 quilômetros. Antes da ação, todos os participantes serão orientados sobre as normas de segurança a serem adotadas.
Empresários desafiam isolamento com nova carreata em SP
Uma carreta na região de Campinas, no interior paulista, vai cobrar do governador tucano João Doria a imediata reabertura do comércio. A manifestação, marcada para o início da tarde de hoje, é liderado por trabalhadores e empresários da área têxtil, responsável por 1 milhão de postos de trabalho no Estado e 8 milhões em todo o Brasil.
O movimento, batizado de Volta Consciente SP, se coloca em defesa e proteção da vida, do emprego e da renda – particularmente agora, diante da crise do novo coronavírus. “Defendemos que a volta da vida social, com a retomada do comércio varejista em todo o Estado de São Paulo, deve ocorrer imediatamente”, diz o manifesto publicado pelos organizadores.
“Estamos comprometidos a cumprir todos os protocolos de saúde pública que o momento exige, mas não podemos mais ficar sem trabalhar”, diz o documento, assinado por sete entidades que, juntas, reúnem mais de 30 mil estabelecimentos comerciais e industriais.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o segmento é a segunda cadeia que mais gera emprego no Brasil, atrás apenas da construção civil. Só no Estado de São Paulo, são 213 mil empregos diretos com carteira assinada na indústria e mais 220 mil na soma de varejo e atacado – são 34 mil pontos de venda no Estado.
A carreata sairá de diversas cidades e se encontrará em Americana, na região de Campinas. O grupo deve se concentrar às 13h30 na Avenida Pinto Duarte e vai percorrer um trajeto de cerca de 40 quilômetros. Antes da ação, todos os participantes serão orientados sobre as normas de segurança a serem adotadas. VEJA
Em 4 meses, chove quase todo o volume esperado para 2020 no Ceará

O volume de chuva esperado para todo o ano no Ceará deve ser atingido ainda ao fim do quarto mês de 2020. Conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), até ontem (29), a pluviometria acumulada era de 797,2 milímetros, o que representa 99,6% do volume médio histórico anual (800.6 mm). Com as chuvas de hoje (30), este índice deve ser superado. O feito deve-se a regularidade e intensidade das chuvas neste ano. Desde 1973, quando o órgão meteorológico começou a divulgar, em seu site, os índices pluviométricos, em apenas sete anos (2020, 2019, 2009, 1994, 1985, 1974 e 1973) as precipitações ficaram acima da média, consecutivamente, nos primeiros quatro meses de cada ano.
Em 2020, março foi o mês mais chuvoso, com 275.7 mm, o que representa 35,6% acima da média histórica para o período. Em seguida aparecem fevereiro (192.2 mm), abril, com 188.8 mm até ontem (29), e janeiro 142 milímetros. Os bons índices fizeram com que as precipitações da quadra chuvosa, que se estende até maio, alcançassem a média mesmo ainda restando 30 dias para o seu término. Até aqui (dia 29 de abril), o volume observado chegou a 655.3 milímetros. A média da quadra (fevereiro a maio) gira em torno de 505.6 e 695.8 mm.
Casos as precipitações de maio sigam o padrão dos meses anteriores, o volume ao fim da quadra chuvosa de 2020 tende a ser o terceiro melhor dos últimos 20 anos, ficando atrás apenas dos índices contabilizados em 2009, quando choveu 977.1 mm, e em 2008, que registrou 771.9 mm de precipitações. A média histórica para março é de 90.6 milímetros. No fim de fevereiro, a Funceme divulgou estudo que prevê apenas 20% de probabilidade de chuvas abaixo da média para o próximo mês de maio. A mesma previsão foi atribuída aos meses de março e abril. Ao fim de cada período, o prognóstico se confirmou.


