Movimentos de oposição marcam para 24 de março novo protesto contra Bolsonaro
Em encontro com cerca de 500 dirigentes de partidos, centrais sindicais e movimentos populares, a campanha "Fora Bolsonaro" decidiu marcar para 24 de março a próxima mobilização nacional contra o presidente da República.
A iniciativa de escolha da data foi feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e acatada por outros movimentos que compõem a campanha, como CUT, MST, MTST, e partidos de esquerda como PT, PCdoB, PSOL, PDT e PSB.
As principais pautas da campanha serão o pedido de lockdown nacional, a aceleração da vacinação, ampliação dos leitos no SUS, pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. Além disso, protestarão contra as reformas promovidas pelo governo federal, contra os projetos de privatização e a favor do impeachment de Bolsonaro.
A ideia do grupo é a de fazer paralisações, trancaços de estradas e ações simbólicas, pressionando pela decretação de um lockdown unificado pelo país todo. Em carta, os secretários de Saúde do país pediram um toque de recolher unificado no Brasil, organizado pelo governo federal.
Devido ao estágio crítico da pandemia, as ações da campanha serão reavaliadas continuamente, para que não promovam aglomerações.
Nesta quinta-feira (4), centrais sindicais começarão ações de panfletagem em terminais de ônibus e de metrô e ações de solidariedade em bairros de periferia, com o objetivo de agregar apoio aos atos de 24 de março.
Rio Grande do Sul ultrapassa 100% de ocupação dos leitos de UTI adulto
02 de março de 2021 | 16h40
O Rio Grande do Sul ultrapassou 100% de ocupação nos leitos de UTI adulto nesta terça-feira, 2. Já são 2.824 pacientes internados em 2.818 leitos, incluindo hospitais públicos e privados. O Estado vive o pior momento da pandemia, com todas as regiões em bandeira preta.
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No Twitter, o governador Eduardo Leite falou que o Estado abriu 1,1 mil leitos de UTI durante a pandemia. O total passou de 933 para 2.121.
Desde o último sábado, o Estado inteiro está em bandeira preta no plano de distanciamento controlado. A classificação prevê o fechamento do comércio não essencial, a proibição de permanecer nas orlas das praias, a suspensão das aulas presenciais e outras medidas restritivas.
O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, anunciou nesta sexta que vai instalar um contêiner refrigerado anexo ao hospital para aumentar a capacidade do necrotério, que atualmente comporta até três corpos. Em nota, o hospital disse que ele só será usado em caso de necessidade, “considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias.”
A instituição está com taxa de ocupação dos leitos de UTI acima de 100% e não aceita mais transferências de pacientes de outros hospitais. Pacientes graves que chegam diretamente na unidade ainda são atendidos pela equipe de emergência porque o hospital tem capacidade de transformar leitos em terapia intensiva.
Na nota, o Moinhos de Vento ressaltou que pacientes com menos de 60 anos correspondem a 35% dos internados, “o que enseja um sinal de alerta para que a população mais jovem redobre os cuidados.”
Pacientes com covid-19 morrem à espera de UTI em SC; centenas estão na fila
02 de março de 2021 | 16h20
Florianópolis - Santa Catarina vai transferir pacientes com covid-19 para hospitais da região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. Com o sistema de saúde totalmente colapsado - até essa segunda-feira, 1º, pelo menos 228 pessoas aguardavam vaga de tratamento intensivo, o Estado também começa a registrar mortes por falta de leitos. Desde o dia 21 de fevereiro, quando Santa Catarina atingiu capacidade máxima de internação, foram registradas 16 mortes na fila por uma vaga de UTI.
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As transferências vão priorizar pacientes que estão aguardando internações na região oeste, onde a situação é a mais crítica. "Nossa prioridade neste momento é salvar vidas. Em outros momentos, acolhemos pacientes de diferentes regiões do País e, agora, contamos com a solidariedade dos capixabas", afirmou Motta Ribeiro. O transporte dos pacientes será feito de Chapecó nesta terça-feira, 2. No Espírito Santo, a taxa de ocupação de leitos é de 75%.
Com maior número de internados desde o início da pandemia, esta é a primeira vez que Santa Catarina vai transferir pacientes para outros Estados. Em dezembro, a região chegou a receber doentes de Manaus.
Hospitais particulares da capital paulista atingem 100% de ocupação na UTI para covid-19
02 de março de 2021 | 16h56
São Paulo - Pelo menos quatro grandes hospitais privados da capital paulista - Einstein, Oswaldo Cruz, BP e São Camilo, afirmam que atingiram nos últimos dias 100% de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para internados com covid-19. Com isso, já trabalham na abertura de novos leitos. Ao contrário da Prevent Senior que decidiu suspender as cirurgias eletivas para evitar superlotação, as unidades consultadas afirmam que continuam realizando os procedimentos considerados de não emergência.
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Na semana passada, reportagem do Estadão revelou que a escalada de casos de novo coronavírus, somada às internações de pacientes com doenças crônicas, colocou pressão em hospitais particulares de elite de São Paulo, que já operavam com taxas de ocupação superiores a 90% nos leitos de enfermaria e de UTI, considerando alas covid-19 e para outras doenças.
Com 153 internados por covid-19, na manhã de segunda-feira, 1º, a ocupação total no Hospital Israelita Albert Einstein era de 100% para pacientes com o novo coronavírus e outras enfermidades. Na quinta-feira passada, 24, era de 99%, sendo a principal causa da lotação a realização de cirurgias eletivas que ficaram represadas nos primeiros meses da pandemia e foram retomadas. Mesmo com o cenário preocupante, por enquanto, o Einstein não prevê cancelar os procedimentos eletivos.
Dados divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz mostram que há 140 pacientes internados com covid-19, sendo 82 em unidade de internação e 58, na UTI. A taxa de ocupação é de 85% e 100%, respectivamente. Já a taxa de ocupação total para pacientes com o novo coronavírus e outras doenças é de 87%. Segundo o hospital, 13 novos leitos em unidade de internação foram abertos para pacientes com covid-19 e 5 novas vagas de UTI para a doença serão abertas ainda em março.
Mourão critica toque de recolher proposto por secretários de Saúde: 'Não adianta querer impor algo nacional'
O Globo, com G1
RIO — O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira que "não adianta querer impor" medidas nacionais para restringir a circulação de pessoas e tentar reduzir os casos de Covid-19. Para ele, as soluções possíveis são acelerar a vacinação e realizar campanhas de conscientização da população.
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Mourão fez o comentário após ter sido questionado a respeito da carta escrita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que sugeriu medidas urgentes contra o iminente colapso das redes pública e privada de saúde diante do aumento dos casos de Covid-19 no país. Entre as sugestões apresentadas pelos secretários, está um toque de recolher nacional das 20h até as 6h da manhã.
— Cada população tem sua característica, se você analisar o país são cinco países diferentes em um só, o Norte é uma coisa, Nordeste é outra. Então não adianta você querer impor algo nacional. Como é que você vai fazer isso para valer? A imposição? Nós não somos ditadura. Ditadura é fácil, sai dando bangornada em todo mundo — afirmou o vice-presidente em entrevista ao chegar ao Palácio do Planalto nesta terça-feira, segundo o G1.
Para Mourão, a população “cansou” das medidas de restrição e os brasileiros não gostam de ficar em suas residências.
— Tem que haver uma campanha em todos os níveis de conscientização da população. Acho também que tinham que ter alguma atitude em relação ao transporte urbano, acho que nenhum gestor se preocupou muito com isso. E conseguir acelerar as vacinas. Acelerando as vacinas a coisa anda de forma boa — afirmou o vice-presidente, de acordo com o G1.
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A nota divulgada pelo Conass na segunda-feira pede o endurecimento de medidas de restrição. Além do toque de recolher nacional, os gestores pedem ainda o fechamento de praias e bares, e que as autoridades instituam barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerando inclusive "fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual". Eles defendem ainda o nível máximo de restrição, ou seja, lockdown, em regiões com mais de 85% de ocupação de leitos.
Um ano após o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, o país vive um momento crítico. Na segunda-feira, o país bateu, pelo terceiro dia consecutivo e pela quarta vez em menos de uma semana, o recorde de média móvel de mortes. Nos últimos sete dias, 1.223 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 em média todos os dias, segundo dados do boletim do consórcio dos veículos de imprensa.
Ainda é prematuro e irrealista falar em fim da pandemia neste ano, diz OMS
Ainda é “prematuro e irrealista” falar em fim da pandemia neste ano, afirmou o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan nesta segunda (1º). “Se formos espertos, poderemos conter as hospitalizações e as mortes”, disse ele. “Mas os números ainda estão crescendo em alguns países, sem contar os mais de cem países que ainda não conseguiram vacinar ninguém.”
Na sexta-feira (26), Ryan disse que a situação da pandemia de Covid-19 no Brasil “é uma tragédia” e que momento era “muito duro para os brasileiros”. O país registrou na quinta-feira número recorde de óbitos pela doença em 24 horas: 1.582 brasileiros morreram, no pior momento da pandemia.
O diretor afirmou também nesta segunda-feira que já começam a aparecer dados significativos indicando que as vacinas podem afetar a transmissão do patógeno. “Se for mesmo confirmado o impacto na dinâmica do contágio, além de nas doenças graves e mortes, podemos acelerar o controle da pandemia”, disse ele.
Isso, porém, só vai acontecer se as medidas de distanciamento físico e higiene foram mantidas, segundo a líder técnica Maria van Kerkhove. “Este vírus vai contra-atacar se baixarmos a guarda”, afirmou.
Um dos maiores riscos de relaxar medidas conforme a vacinação avança é justamente inviabilizar as vacinas, segundo Katherine O’Brien, diretora de imunização da OMS. “Cada vez que permitimos que o coronavírus circule, elevamos a chance de mutações e variantes que conseguem escapar das vacinas”, disse ela.
Swaminathan afirmou que, com a aprovação de novos produtos e o começo da distribuição de imunizantes pelo consórcio Covax, esta semana deve ser o início do maior esforço de vacinação em massa da história. Dois países africanos (Gana e Costa do Marfim) receberam remessas na semana passada e o envio deve chegar a outros 15 nesta semana, segundo a diretora da área regulatória, Mariângela Simão.
Até o final de março, todos os 142 países que participam do Covax devem receber as vacinas, disse ela. Segundo o consultor sênior da OMS Bruce Aylward, porém, o consórcio ainda tem um déficit de US$ 3 bilhões (R$ 17 bilhões) para pagar por todos os imunizantes encomendados.
A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, fez eco ao discurso da diretora-chefe da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, e exortou fabricantes a licenciarem suas vacinas para produção em países mais pobres.
Ela apontou dados muito encorajadores de redução de mortes e hospitalização nos países que começaram a vacinar suas populações há dois meses, e recuo na infecção de profissionais de saúde.
Mas, se metade do mundo continuar sem vacina, as mais de 250 milhões de doses já aplicadas em 104 países no mundo podem não oferecer a proteção esperada, reafirmou.
Esse é um dos motivos pelos quais os países não deveriam planejar tão cedo passaportes de vacinação, disseram os diretores da OMS. "Enquanto todos os mais vulneráveis não estiverem produzidos, não deveria haver estímulos para que os imunizantes sejam desviados a menos vulneráveis", afirmou Aylward.







