Uma torre de telefonia para Lula: a verdadeira privataria do Brasil
Vocês se lembram da gritaria que o PT promoveu quando o governo FHC privatizou o sistema de telefonia. A coisa foi tratada como crime de lesa-pátria. Os que comandaram aquele processo foram parar nas barras dos tribunais. Foram todos inocentados porque não havia crime nenhum. Mas os companheiros inventaram a falácia de que o patrimônio público estava sendo doado, para usar uma expressão da época, “a preço de banana”. Elio Gaspari cravou, por exemplo, o termo “privataria”. Os acusados comeram o pão que o diabo amassou. Até hoje há tontos de celular na mão contrários à privatização — aquela, sim, virtuosa. Mas há as privatizações viciosas, elas, sim, coisa de piratas. Vamos ver.
Caiu a máscara de Lula - Ricardo Noblat
A máscara dele caiu.
Arte Antonio LucenaSabe qual é a surpresa que nos reserva a defesa de Lula no caso do sítio de Atibaia, reformado gentilmente para ele pelas construtoras OAS e Odebrecht, ambas envolvidas na roubalheira da Petrobras? Fernando Bittar, um dos supostos donos do sítio, dirá que o sítio de fato lhe pertence, e também ao empresário Jonas Suassuna, sócio em outro negócio de Fábio Luiz, filho mais velho de Lula. Surpresa haveria se Fernando dissesse que o sítio é de Lula, e que ele e Jonas não passam de “laranjas”. A Lava-Jato e o Ministério Público de São Paulo investigam se o registro de propriedade do sítio em nome de Fernando e de Jonas foi uma manobra de Lula para ocultar patrimônio. É isso o que parece, sugerem a lógica mais elementar e os indícios reunidos até aqui.
Oficialmente, o sítio foi comprado por Fernando e Jonas dois meses antes de Lula transferir para Dilma a faixa presidencial. Um dos advogados de Lula analisou a escritura registrada em cartório. Parte dos bens acumulados por Lula enquanto governou o país foi entregue no sítio em no dia oito de janeiro de 2011.
Crise faz crescer inadimplência das contas de água e luz
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Aumento da inadimplência foi mais intenso no Nordeste, segundo a pesquisa
O número de consumidores brasileiros com contas atrasadas registrou um crescimento nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sul em janeiro e as contas básicas, como água e luz, são o destaque, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Os especialistas responsáveis pelo levantamento estimam que com a crise econômica e a alta do desemprego, a inadimplência seguirá avançando em 2016, mesmo com o aumento da seletividade na concessão do crédito. Das quatro regiões pesquisadas pelo SPC Brasil, a Nordeste foi a que registrou avanço mais expressivo no total de consumidores com contas em atraso na comparação com janeiro de 2015, com alta de 6,86%, seguido por Sul (4,77%), Centro-Oeste (4,59%) e Norte (3,71%). Em relação a dezembro do ano passado, todas as regiões mostraram aceleração, com elevações de 0,93% no Sul, 0,92% no Norte, 0,59% no Nordeste e 0,26% no Centro-Oeste. Segundo o SPC, o aumento do ritmo de crescimento do número de inadimplentes em janeiro é decorrente de fatores sazonais.
Mito derretendo - CARLOS ALBERTO DI FRANCO

Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a política. Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica e ao avanço de um inclemente deserto de liderança. A vida pública, com raras e contadas exceções, transformou-se num espaço mafioso, numa avenida transitada por governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao dinheiro público. O projeto de poder, estrategicamente implantado por Lula, rendeu bons resultados aos seus líderes: muito poder e muito dinheiro. Não contaram, no entanto, com três fatores complicadores: a força inescapável da realidade econômica, o papel da liberdade de imprensa e a independência das instituições. A política econômica populista, que, como hoje se constata, não tinha possibilidade de se sustentar, provocou a catastrófica crise que maltrata o Brasil, reduziu a pó o capital político do PT e transformou Lula num náufrago que se agarra à miragem de sua candidatura em 2018. Não vai funcionar. Lula é um manipulador, mas tudo tem limites. Esgotou-se sua capacidade enrolar. A imagem produzida de herói do povo brasileiro desabou pela força dos fatos no despenhadeiro da decepção. As recentes notas do Instituto Lula a respeito dos imbróglios imobiliários do ex-presidente, carregadas de flagrantes incoerências, só reforçam as suspeitas contra Lula e a sua promiscuidade com empresários corruptos. A população está revoltada. Sente a mordida da traição populista: corrupção assombrosa, desemprego, inflação, saúde que definha nos corredores da morte do SUS. Recente pesquisa do Instituto Ipsos confirma a percepção. Na avaliação do presidente do Instituto, Cliff Young, a pesquisa demonstra que o PT deixou de ser considerado o partido dos pobres para se transformar na legenda dos corruptos: 71% dos entrevistados consideram o partido de Lula o mais corrupto entre todos. De tal modo que a preferência popular pelo PT, que era de 28% em 2002, ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez, caiu para 6%, depois de o partido ter permanecido 13 anos no poder. O mito está derretendo.
Recessão fez quase 100 mil lojas fecharem as portas no ano passado
Quase 100 mil lojas foram fechadas no ano passado em decorrência da queda nas vendas. A informação consta em levantamento produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que caracterizou o cenário de recessão do setor como o pior dos últimos 15 anos. Além do fechamento líquido de 95,4 mil lojas, o estudo da entidade também revelou uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais com ao menos um funcionário. As grandes lojas de varejo não estão em situação melhor. Elas registraram redução de 14,8% no volume de estabelecimentos em 2015. O levantamento da CNC se embasa em dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Sem excessões, todos os segmentos do comércio registraram decréscimo no número de lojas, mas os ramos mais afetados foram aqueles que dependem de condições de crédito, como os de materiais de construção (-18,3%), informática e comunicação (-16,6%) e móveis e eletrodomésticos (-15%). Hipermercados, supermercados e mercearias apresentaram a maior redução no número de lojas, em termos absolutos. Foram 25,6 mil estabelecimentos fechados no ano passado. De acordo com a CNC, o setor possui um a cada três pontos comerciais país. Quanto aos Estados, Espírito Santo foi, proporcionalmente, o mais atingido pela recessão (-18,5%), seguido por Amapá (-16,6%) e Rio Grande do Sul (-16,4).
Agência CNM com informações da Agência Estado
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Técnica revolucionária faz sucesso na recuperação de áreas degradadas
Uma técnica considerada revolucionária tem sido cada vez mais usada na recuperação de pastos e áreas degradadas: o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.
Uma fazenda em Ipameri, no sudeste de Goiás, é referência da Embrapa no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta. Trabalhando num esquema que favorece o meio-ambiente, a propriedade produz soja, milho, boi e eucalipto com uma situação de custos bastante favorável. Há nove atrás, porém, o local só tinha áreas degradadas e trabalhava no vermelho. Hoje, a área é o cenário ideal para buscar a palavra de ordem do agrônomo João K, que quer as fazendas brasileiras fazendo quatro safras por ano.
“Nós fazemos a safra de verão, que é com soja. Colhemos a soja e fazemos uma safrinha de milho consorciada com capim. Colhemos o milho e colocamos uma safrinha de boi. Tiramos o boi e fazemos uma safra de palhada para o plantio direto e gerar matéria orgânica no solo. Então, são quatro safras dependentes apenas de chuva, sem irrigação”, diz o agrônomo.
O eucalipto também começou a entrar no sistema nos últimos anos e pode render outras safras de madeira.


