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Fim do mandato de Janot provoca corrida pela negociação de delações

Michel Filho

 Delatores que vêm negociando com a PGR apertaram o passo (e a disposição em admitir crimes) diante da aproximação do fim do mandato de Rodrigo Janot. O temor, principalmente da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, é que o novo procurador-geral não queira manter a negociação do recall das duas empresas, que esconderam fatos no primeiro pacote de suas delações.O GLOBO

A virada de Janot - Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

Se a Lava Jato fosse uma série, poucos personagens teriam experimentado um “character development” tão evidente quanto Rodrigo Janot. Resumindo, grosso modo, o “arco do personagem”, como dizem os roteiristas, Janot começou a saga como aquele personagem bonachão, pouco carismático, pouco proativo, que se viu diante de um escândalo de proporções avassaladoras e demorou para pegar no tranco.

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Mantega, o novo Dirceu - Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

Corrupção sempre houve, mas a Lava Jato detalha minuciosamente para as vítimas – os cidadãos brasileiros –, como, a partir de 2003 e do mensalão, o então presidente Lula dividiu o governo e o País em duas grandes organizações criminosas, ou Orcrims, ou quadrilhas, uma do PT, outra do PMDB. E, já que elas foram um estrondoso sucesso, foram se multiplicando em Brasília, nos Estados e municípios. Os demais partidos, principalmente o PSDB, nunca puderam atirar a primeira pedra.

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Respeito com a política - O ESTADO DE SP

É cada vez mais comum ouvir sobre o esgotamento do sistema político brasileiro. Às vezes, parece até que essa afirmação se tornou um consenso nacional, não requerendo maiores provas ou argumentos. As causas do suposto esgotamento estariam mais que evidentes aos olhos de todos, a começar pela falta de representatividade dos políticos atuais e, principalmente, pela generalizada corrupção instalada nos usos e costumes políticos. A realidade, no entanto, é mais complexa do que essa afirmação ou, melhor dizendo, generalização. Há muita coisa errada no sistema político, mas nem tudo é inservível – e fazer essa distinção entre o joio e o trigo é essencial para levar o País a algo mais que a um estado de indignação ou de letargia.

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Produtividade reforça otimismo do agronegócio

Mesmo tendo passado o período de pico nas cotações internacionais de soja, milho, açúcar e etanol, produtores e empresas do agronegócio mantêm-se otimistas quanto à evolução dos negócios. É o que revela o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), calculado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). O índice ficou em 100,5 pontos no primeiro trimestre deste ano, 3,9 pontos abaixo do resultado do quarto trimestre de 2016, mas acima de 100 pontos, patamar indicador de boas expectativas. O resultado do primeiro trimestre, por sinal, é 17,9 pontos superior ao de igual período do ano passado.

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Sobre golpes e Lava Jato - *Roberto Romano, O Estado de S.Paulo

No século 17 europeu o golpe de Estado implicava de imediato um conjunto de atos políticos que transgrediam a lei para salvar o poder. Nas frases de Gabriel Naudé, autor pouco lido entre nós, tratava-se de “ações ousadas e extraordinárias que os governantes” eram “obrigados a executar em assuntos difíceis ou desesperados, contra o direito comum, sem manter nenhuma ordem ou forma de justiça, pondo em risco o interesse dos particulares em prol do bem público” (Considerações Políticas sobre o Golpe de Estado, 1639). Após as banalizações sucessivas do conceito, a partir do século 18, é bem estranho unir bem público e golpe de Estado. Conforme favorece um ou outro setor e interesses em guerra, o golpe logo recebe outros nomes que o dissimulam: revolução, urgências administrativas e similares. Mas permanece a essência: todo golpe de Estado subverte o direito comum e arrisca anular o privado.

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