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Artigo: 'Silêncio das ruas', por José Casado

RIO - Há mais de uma dúzia de meses não se ouve o ronco das ruas. Desde a deposição de Dilma Rousseff, prevalece o silêncio no espaço público. As pesquisas de opinião sugerem que a sociedade sabe exatamente o que quer e precisa. E, por isso mesmo, se recusa a reconhecer um lado no embate quase sempre retórico dos gladiadores nos plenários do Congresso.

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A ética deprimida

*Eugênio Bucci, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2017 | 03h09

“A leitura dos jornais, sempre penosa do ponto de ver estético, é-o frequentemente também do moral, ainda para quem tenha poucas preocupações morais.” – Fernando Pessoa (1888-1935), em Livro do desassossego

Lá se vão quase cem anos desde que Fernando Pessoa escreveu os fragmentos que seriam publicados, somente depois de sua morte, no Livro do desassossego, mas parece que foi ontem. Quando lemos a passagem acima, temos a sensação de que ele fala dos nossos dias – e do Brasil. Hoje, como naqueles tempos, os jornais não primam pela beleza. Aliás, também não primam pela limpeza: ao manusear as versões impressas dos nossos matutinos, o leitor fica com os dedos tingidos de tinta escura. Veja você, que metáfora incômoda: a leitura dos jornais suja as mãos do público.

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A ‘política radical’ de Lula

O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2017 | 03h01

Lula da Silva chegou à conclusão de que o Brasil precisa de um programa “radical no sentido político”. Defendeu a ideia na segunda-feira, em São Paulo, durante reunião convocada para “debater” o programa do partido a ser apresentado na campanha presidencial do ano que vem. Não entrou em detalhes sobre o que entende por um programa político “radical”. Há, entretanto, fortes indícios de que está convencido de que só um governo forte, autoritário, será capaz de “salvar” o País. Dias antes, falando em nome do PT – portanto, em nome de Lula – no Foro de São Paulo realizado em Manágua, capital da Nicarágua, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), manifestou apoio e solidariedade “ao governo da Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro”, bem como a esperança de que a eleição de uma Constituinte, que se realizaria no domingo passado, “possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana”.

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Primeira etapa da saga de Janot é arquivada. Ele não se conforma. Faltaram 125 votos aos golpistas

Endossaram o relatório que recomendava o arquivamento da denúncia 264 parlamentares; 227 votaram contra o texto

Publicada: 02/08/2017 - 23:12

Derrotada com folga a primeira etapa da saga golpista de Rodrigo Janot. Ainda voltarei ao assunto, é claro! Votaram a favor do relatório de Paulo Abi Ackel (PSDB-MG) — e, portanto, contra a denúncia — 264 deputados. Rejeitaram o relatório, alinhando-se contra Temer, 227. Houve duas abstenções, e 19 não compareceram para votar. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, não vota. Como o golpismo precisava de 342 adesões, faltaram-lhe 125 votos.

É claro que o procurador-geral não se conformou. Antes mesmo que a Câmara concluísse o seu trabalho, ele voltou à carga, evidenciando que a questão já se tornou pessoal. REINALDO AZEVEDO

O custo da vitória de Michel Temer

Sessão em que deputados analisaram a denúncia contra o presidente Michel Temer (Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo)

Como não é proibido a um liberal ser bem-humorado, o economista Roberto Campos – quando desafiado por tabelas e estatísticas complexas – dizia que os números são como os biquínis: mostram muito, mas escondem o essencial.

Que Michel Temer venceu, venceu. A Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot que o transformaria no primeiro presidente no exercício do mandato a ser processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas às vezes o diagnóstico de uma vitória ou derrota guarda pouca relação com os resultados dos campos de batalha. Claro, se Temer tivesse tangenciado o número mágico de 308 votos a seu favor (necessário a aprovar emendas à Constituição) teria mostrado musculatura, capacidade de resistir aos apelos corporativos e à pressão por mais gastos. Sem alcançá-lo, o presidente, seus ministros, spin doctors, e aliados perderam a luta pela definição da realidade. Temer ganhou, mas não levou.

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Para especialistas, população não foi para as ruas porque está descrente

RIO — No dia 17 de abril do ano passado, quando a Câmara autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, 79 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar (PM), ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Manifestantes pró e contra o afastamento da petista foram separados por um muro, como forma de prevenir atos violentos. Ontem, cerca de 350 pessoas se reuniram no gramado em frente ao Congresso, no final da tarde, para pedir que os deputados autorizassem a investigação por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Durante o dia, o gramado da Esplanada dos Ministérios tinha três manifestantes — dois desistiram e foram embora, sobrou um.

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