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Vitória da responsabilidade

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 03h01

A decisão da Câmara dos Deputados de negar autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) desse encaminhamento à denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, apresentada no final do mês de junho pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mostra uma vez mais a importância de se cumprir os caminhos institucionais. A condição prevista na Constituição Federal – autorização de dois terços da Câmara dos Deputados para a instauração de processo contra o presidente da República – serviu para impedir que uma denúncia inepta agravasse a crise que assola o País.

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As reformas começam pelo teto

*Fernando Rezende, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 03h05

O prédio divide-se em dois blocos erigidos sobre a mesma estrutura. O bloco A é mais amplo e abriga cerca de dois terços dos moradores. O bloco B é bem menor e nele se espremem os moradores do terço restante. Há tempos se discute a necessidade de fazer uma grande reforma para promover um reordenamento do espaço e eliminar as disparidades que se acumularam na distribuição de seus ocupantes, mas não há acordo a esse respeito.

Na ausência de um entendimento sobre o escopo e a amplitude da reforma que se faz necessária, os responsáveis pela administração do prédio tomaram uma decisão que abrirá a oportunidade de realizar a reforma, que vem sendo postergada. O teto será rebaixado para forçar uma reacomodação. Com essa medida os administradores do edifício esperam provocar mudanças na convenção do condomínio para rever direitos concedidos à maioria, de modo a criar condições para equilibrar a repartição do espaço e harmonizar as condições de permanência no prédio.

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A impopularidade fica para depois

*Marcos Poggi, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 03h11

Apesar de sua significativa relevância para o futuro equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência segue, aos trancos e barrancos, em meio a contestações dos partidos de oposição, das centrais sindicais, de importante parcela do funcionalismo público e até de setores da própria base de sustentação do governo no Congresso. Obviamente, contribui para composição de tal cenário o enfraquecimento político do Planalto em face das sucessivas notícias de envolvimentos de destacadas autoridades federais – o próprio presidente da República incluído – em delações premiadas no âmbito – e também fora do âmbito – da Operação Lava Jato.

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O povo ficou em casa

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 03h04

Muita gente se perguntou e ainda se pergunta onde estava o povo no momento em que o Congresso rejeitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. Afinal, se 81% dos brasileiros disseram defender a aceitação da denúncia, em pesquisa do Ibope divulgada na antevéspera da votação, presumiu-se que uma parte desse contingente se animaria a pressionar os congressistas a fazer valer essa vontade, ou então que iria em massa às ruas protestar contra a atitude dos parlamentares que se recusaram a dar seguimento ao processo contra Temer. Como nada disso aconteceu – salvo pelos dois ou três queimadores de pneus de sempre –, muitos concluíram que o povo está “apático” ou “indiferente”.

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Globo derruba até o 'JN', mas perde a queda de braço com Temer

A Rede Globo tirou do ar a grade histórica do horário nobre, o sanduíche novela/telejornal nacional/novela que sustenta sua mescla de entretenimento e jornalismo, mas não foi o bastante para constranger os deputados a votar contra Michel Temer.

Um por um, na tela da Globo, única emissora aberta a trocar a programação regular pela transmissão ao vivo da Câmara, os parlamentares deram seus votos, desta vez mais contidos, não só nas declarações e nos gestos, mas até nas roupas.

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