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Pendurado no vento

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2017 | 05h00

O governo Michel Temer, que começou no rastro de um impeachment, já com uma carga naturalmente dramática, conquistou agora uma segunda chance. Não pode desperdiçá-la, mas o presidente consumiu sua energia política e seu “poder de convencimento” garantindo os votos na Câmara contra a denúncia da PGR e não cuidou de algo essencial: uma agenda que, além de sacudir o governo e o Congresso, mobilize a opinião pública.

Até o furacão JBS, Temer se esforçava para “descolar” a economia da crise política. Depois, concentrou-se em “descolar” os votos do Congresso da sua rejeição popular. Deu certo. Barrou a denúncia, apesar dos míseros 5% de popularidade, algo que só um congressista muito experiente como ele conseguiria.

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São Paulo - Brasília

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2017 | 03h00

Morei e trabalhei dez anos em Brasília, um período de imersão na política brasileira, em que aprendi a andar pelos prédios de Niemeyer, a entender os códigos, a ler os sinais, a enxergar um pouco o que se passa nos bastidores. Já faz oito anos que voltei a São Paulo, minha cidade natal, mas neste período nunca passei mais que dois meses sem ir à capital federal, a trabalho ou para rever amigos.

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Indignados reagem cedo contra os bilhões empenhados por Temer para compra de votos

Reagem muito cedo os indignados com os R$ 4,1 bilhões do Tesouro Nacional empenhados pelo denunciado Michel Temer para compra de votos na Câmara contra o seu afastamento.

Deputados esfregam as mãos e abrem os bolsos: o que a Câmara derrubou foi só o primeiro dos processos criminais contra o denunciado Temer previstos pelo procurador-geral Rodrigo Janot. A pirataria no Tesouro não está completada, portanto. Os deputados devem votar outra vez. E segundos votos queimativos na opinião do eleitorado, a caminho de ano eleitoral, não dispensam o aumento de preço.

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Há uma distância entre frase de efeito de Janot e seu poder sobre a Câmara

Apoiado no que há de pior na sua base parlamentar e valendo-se dos piores instrumentos de persuasão, Michel Temer mostrou a força de seu método e garantiu-se na cadeira de presidente. Confirmando sua ameaça de que "enquanto houver bambu, lá vai flecha", o procurador-geral Rodrigo Janot mira novamente em Temer e se prepara para apresentar novas denúncias contra ele.

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Três livros analisam período do PT no poder e a crise da esquerda

Marianna Holanda e Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2017 | 16h00

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 Amanhecer no Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em um mês foram lançados livros de autores e editoras diferentes, mas com títulos que dialogam entre si e criam um enredo: Cinco Mil Dias – O Brasil na Era do Lulismo, A Crise das Esquerdas e Caminhos da Esquerda – Elementos para uma Reconstrução. Os treze anos de governo petista, interrompidos com o traumático impeachment de Dilma Rousseff no ano passado, deixaram o campo ideológico da esquerda desorientado. A um ano das eleições gerais, o fio condutor das obras de Aldo Fornazieri e Carlos Muanis; Gilberto Maringoni e Juliano Medeiros; e Ruy Fausto é a autocrítica, ou a falta dela, como elemento de reconstrução do campo ideológico.

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Sob risco de prisão, Lula vaticina: ‘Vamos voltar’

Lula passou a sexta-feira na Zona Sul da cidade de São Paulo. À noite, discursou para uma plateia companheira num evento do PT. Condenado a 9 anos e 6 meses de cadeia, ignorou o risco de prisão que o assedia para vaticinar: “Esperem as eleições de 2018, que nós vamos voltar…”

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