Busque abaixo o que você precisa!

ÁGUA DE CARTÃO POSTAL

Campina Grande cresceu. Já cantou o conterrâneo Jackson do Pandeiro: "Alô, alô, minha Campina Grande/Quem te viu e quem te vê/ Não te conhece mais...". Antes de torres comerciais de até 40 andares, avenidas largas e congestionamentos, foi o pequeno Açude Velho, de 440 m³, que segurou o abastecimento. Por 120 anos, entre 1830 e 1950. Virou cartão postal no Centro da cidade. Todo dia, a limpeza de lixo e plantas no espelho d’água é feita por Roçado e o filho Roçadinho - Antônio Alves, 52, e o filho Edigley Alves, 27. A água é usada para regar praças. À margem está o Museu de Arte Popular da Paraíba, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. OPOVO

Leia mais...

SÃO FRANCISCO TEMPO DE GUARDAR

Trecho do canal da transposição inaugurado em Monteiro (PB), em março. Com direito a evento oficial de Temer e, poucos dias depois, nova festa "simbólica" de Lula e Dilma. À direita, ponto de erosão na barreiura. OPOVO

 

A data para o fim do racionamento em Campina Grande estava marcada. Deveria ter sido no último sábado, 26 de agosto. Porém, o Ministério Público local preferiu desconfiar que a água vinda do São Francisco não estaria armazenada em quantidade suficiente. E foi apresentada ação civil pública cobrando explicações. Com a chegada da água à região, o segundo maior município paraibano, de 400 mil habitantes, já pode se dar o luxo de parar de poupar água?

Leia mais...

DEIXA O RIO DESAGUAR

Intérprete e sanfoneiro Flávio José, paraibano de Monteiro

O forró, de mais de duas décadas, é de autoria do sergipano Aracílio Araújo. O intérprete e sanfoneiro Flávio José, paraibano de Monteiro, gravou Deixa o rio desaguar em 2000. Os versos são da época de FHC presidente, mas trazem descrição precisa da atualidade: “O São Francisco com sua transposição/ No meu Nordeste o progresso vai chegar/ Se é que o Brasil agora está na mão certa/ Na contramão o meu sertão não vai ficar...”.

A letra também cita a secura do Jaguaribe e do Castanhão. Do projeto, Flávio José diz querer saber “quando vão definir o uso dessa água pela zona rural. O agricultor vendo o São Francisco passar e não poder usar. A esperança é que esclareçam, para as pessoas poderem trabalhar”. OPOVO

ENTRE ORAR, DESFRUTAR E VIGIAR

Em Monteiro (PB), a água do São Francisco está corrente no canal da transposição. Cerca de 3 mil litros por segundo (3 m³/s). Já foi mais do dobro disso (7,8 m³/s), no início operacional do projeto. Poderia estar entre 9 m³/s ou até 12 m³/s, como eram previstos. Oficialmente, o período atual ainda é de testes. Em 10 de março deste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) levou foguetório e aliados para o ato inaugural na cidade. Abriu as comportas e ‘liberou’ formalmente a água para o restante do sertão.

Leia mais...

DOIS RIOS NA PALMA DA MÃO

Por Cláudio Ribeiro (textos)Por Mateus Dantas (fotos)Por Carlus Campos (esculturas) OPOVO

 

 

E de que serve um rio sem água? Janeiro de 2017, o rio Paraíba ‘na pedra’, só cascalho. Um leito seco de paisagem ao lado das terras de José Casimiro da Costa, o Seu Deda, em São Domingos do Cariri (PB). Cenário de secura não mudou muito desde menino, quando acompanhava o pai no plantio no cercado do Sítio Melo. Não mais que três meses no ano, épocas de chuva, deixava de ver o fundo do rio. Água nunca havia sido fartura.

Leia mais...

PROJETO GRÁFICO: DO BARRO AO CONCRETO, UMA LEITURA VISUAL

Por Gil Dicelli

A cada especial, o desafio e o prazer de dar feição ao conteúdo. A identidade visual de mais este suplemento da série A Peleja da Água é moldada no barro, rastro simbólico do rio que chega às terras devastadas pela estiagem. Esse encontro delineia vidas, santos, bichos, imagens.

Leia mais...

Compartilhar Conteúdo

444