A desfaçatez de Dilma
O Estado de S. Paulo
28 Agosto 2017 | 03h00
A cada manifestação pública da presidente cassada Dilma Rousseff – e elas são cada vez mais frequentes –, a maioria da população que apoiou o seu impeachment, consumado pelo Senado há quase um ano, é tomada por um misto de realização e alívio por não ver mais o destino do País entregue às mãos ineptas de alguém capaz de tanta confusão, tantos erros e tanta dissimulação.
A vírgula entre o sujeito e o verbo e o verbo sem sujeito da direita
Pois é… Agora ninguém assume aquela vírgula espantosa entre um sujeito chamado “Rio” e seu verbo, o “está”, na faixa em que OZARTISTA, juízes e intelectuais asseveram: “BRETAS O Rio, está com você”. OZARTISTA dizem que é coisa do movimento “Vem pra Rua”. O “Vem Pra Rua” diz que o troço já estava por lá. A coordenadora do grupo no Rio, diga-se, deixa claro que seus liderados têm ideias muito próprias sobre a formação do plural. Segundo Adriana Balthazar, a faixa que a sua turma havia levado tinha a seguinte inscrição: “Precisamos de mais Moros e Bretas e menos Toffolis e Gilmars”.
Número de apreensões de armas e drogas nas estradas do Ceará cresce em 2017
O número de armas e drogas apreendidos nas estradas estaduais do Ceará nos sete primeiros meses deste ano passou por um crescimento de acentuado em relação ao mesmo período de 2016. Com relação às armas, o crescimento foi de 64%, já que foram interceptadas 212 armas, contra 129 em 2016. No que diz respeito a drogas, foi registrada uma alta de 52%, passando de 64 apreensões em 2016 para 97 neste ano.
Pernambuco registra média de 15 mortes violentas por dia
Em condições precárias, os policiais de Pernambuco enfrentam uma onda de violência. O número de assassinatos no estado disparou este ano. No maior cemitério do Recife, todo dia, pelo menos, uma vítima de assassinato é enterrada. Em Pernambuco, de janeiro a julho, mais de 3,3 mil pessoas foram mortas. Entre elas, o pai de Eduardo. “Chega a época de Dia dos Pais, do aniversário dele, você sabendo que ele era uma pessoa alegre, brincalhona, e aí você não sabe. Não pode mais conversar com ele, não tem como entrar em contato com ele”, relata Paulo Eduardo Araújo Gomes, técnico em enfermagem.
PSDB susta guerra interna e apodrece em paz
Depois de trocar bicadas em público, Tasso Jereissati e Aécio Neves, presidentes interino e licenciado do PSDB, selaram um armistício. Há “paz no ninho tucano”, disse Aécio na saída de uma reunião com os presidentes estaduais do partido. Havia guerra porque a banda de Tasso executou a cantilena da autocrítica. E a charanga de Aécio continuou tocando de ouvido com Michel Temer. Harmonizados, esses dois conjuntos executam uma peça muito parecida com uma marcha fúnebre.
Reforma política pode ter versão mais realista
Confirma-se a impossibilidade de ser feita uma reforma política ampla. A multiplicidade de interesses representados por 28 partidos que atuam no Congresso — alguns deles legendas de aluguel, sem qualquer outra preocupação a não ser a sobrevivência perto do Tesouro —, impede a formação de consensos. Sorte do país, porque isso reduz a margem de equívocos — que é grande — na reforma, e os debates tendem a afunilar para uma pauta menor, em torno de pontos essenciais. Todas as vezes que se tentou reformular a legislação político-eleitoral, a partir de um projeto que tratava de quase tudo, não deu certo. É o que começou a ocorrer na Câmara dos Deputados.

