A força dos cidadãos - MERVAL PEREIRA
A votação simbólica com que o Senado retirou da pauta o projeto que suavizava a Lei da Ficha Limpa é simbólica também do poder que os cidadãos têm de barrar iniciativas que façam retroceder os avanços que já alcançamos no combate à corrupção, exercendo sua cidadania.
O próprio autor da proposta, senador tucano Dalírio Beber, pediu que a votação não ocorresse. Não fez isso pressionado por sua consciência, nem por uma ação de seu partido, o PSDB, que mais uma vez se omitiu. Foi pressionado, isso sim, por centenas de mensagens de eleitores, e pela repercussão negativa que sua iniciativa teve na opinião pública.
A nossa cotidiana guerra de todos contra todos Leia mais: https://epoca.globo.com/a-nossa-cotidiana-guerra-de-todos-contra-todos-23249436#ixzz5XXGm4LL2 stest

Há quase 400 anos, Thomas Hobbes escreveu no “Leviatã” sobre a guerra de todos contra todos como sendo o estado natural do ser humano, e defendeu ser preciso que cada um ceda parte de sua liberdade ao soberano — que, aqui, podemos entender como o Estado (aos historiadores, filósofos e estudiosos da obra de Hobbes, peço desculpas pelas simplificações e imprecisões). Sem isso, diz o filósofo inglês, vivemos numa situação de guerra contínua, onde há “um constante temor e perigo de morte violenta. E a vida do homem é solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta”. Parece o Rio de Janeiro ou qualquer outra grande cidade do país.
CUT vende prédio, demite e afunda na maior crise sindical já vivida
Cleide Carvalho / ÉPOCA
Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), está cada vez mais longe do poder e mais perto de Deus. Para fazer dinheiro, a entidade — a maior das centrais sindicais, braço político do petismo agora derrotado — sairá do prédio próprio no bairro do Brás, em São Paulo, sua sede há 23 anos, para um endereço no centro antigo da cidade. No fim de julho, a Executiva da CUT aprovou a venda do local. Avaliado em R$ 40 milhões, o imóvel com sete andares está sendo negociado com a Igreja Mundial do Poder de Deus, que ocupa um quarteirão inteiro do outro lado da rua. O negócio ainda não foi fechado, mas Freitas já decidiu pela saída do Brás, o berço do sindicalismo paulista. O fim da contribuição sindical obrigatória, levado a cabo pela reforma trabalhista do governo Michel Temer, levou a CUT à bancarrota.
ANIMAISTop 10 animais mais inteligentes do planeta Fonte: https://top10mais.org/top-10-animais-mais-inteligentes-planeta/

É claro que os humanos são os animais mais inteligentes do planeta, com capacidade de exploração de espaço e profundidade do mar, por exemplo. Apesar de todo o avanço e conhecimento da humanidade, estamos matando uns aos outros e local onde vivemos. Será mesmo uma vantagem? A exceção do homem são destacados os 10 animais mais inteligentes do planeta, nesta seleção.
Nó fiscal estadual ficará de herança
A situação fiscal dos estados piorou no ano passado, apesar da grande ajuda dada pelo governo, quando renegociou as dívidas deles e dos grandes municípios. A União deu mais 20 anos para pagar e reduziu o valor dos débitos para que a situação fiscal melhorasse. E o déficit primário dos estados saltou de R$ 2,8 bi para R$ 13,9 bilhões. Os governadores vão querer da administração Jair Bolsonaro mais ajuda para superarem atrasos com fornecedores e com funcionários. Esse será um dos dilemas do futuro governo.
Nem todos foram mal. O Espírito Santo foi o único a tirar A, a melhor nota de crédito dada pelo Tesouro. Em 2015, governadores e prefeitos de grandes cidades convenceram o governo Dilma a renegociar a dívida que já fora revista no período Fernando Henrique. Na época da pressão para a renegociação, o único governador a se opor foi Paulo Hartung. Ele dizia que a medida não resolveria o problema, como de fato não resolveu. A negociação ficou inconclusa por causa do impeachment. O governo Temer já começou pressionado por uma liminar do STF para fechar o acordo. Ele foi fechado, mas vários estados elevaram o gasto de pessoal acima da inflação. Isso tem sido recorrente. Nos últimos sete anos, o aumento real das despesas de pessoal nos estados foi de 31,58%.


