Brasil tem recorde nas apreensões de cocaína em 2018
SÃO PAULO - O Brasil nunca apreendeu tanta cocaína quanto neste ano. Foram 75 toneladas dadroga entre janeiro até o começo de dezembro, 56% mais do que ao longo de todo o ano passado, segundo levantamento da Polícia Federal (PF) feito a pedido do GLOBO. Em relação a 2012, primeiro registro da série histórica, o salto é ainda maior, de 275%. Se os números expõem um rigor maior na fiscalização, revelam também um fato nada animador: há mais cocaína circulando no país. As áreas de cultivo da folha de coca, matéria-prima da cocaína, vêm numa tendência de crescimento, puxada pelos vizinhos Peru, Bolívia e Colômbia, segundo o World Drug Report 2017, relatório produzido pelo braço da ONU para Drogas e Crime (UNODC). Além de mais droga disponível, organizações criminosas brasileiras que dominam o tráfico estão fortalecidas.
Sob a sombra do laranjal dos Bolsonaro - Carlos José Marques
No clima primaveril de diplomação e festejos, o novo governo desabrocha exalando um odor inconfundível de laranja podre, com suspeitas de velhas práticas, esquemas condenáveis e descaso pela verdade a imolar uma gestão que se pretendia, desde o início, incorruptível. A movimentação atípica de uma pequena fortuna por parte do motorista policial Fabrício de Queiroz, amigo dileto, de longa data, dos Bolsonaro, e os depósitos que entravam e saiam de sua conta na mesma velocidade dos pagamentos dos salários da Alerj (a Assembleia Legislativa do Rio), deixam um rastro imenso de dúvidas sobre a lisura das práticas dessa turma.
Delatado, Aécio recicla discurso do PT contra delações - POR BERNARDO MELLO FRANCO
“O Brasil acordou perplexo com as mais graves denúncias de corrupção da nossa história recente”. Às vésperas da eleição de 2014, Aécio Neves comentava o depoimento de Paulo Roberto Costa à Lava-Jato. Para o tucano, a delação do ex-diretor da Petrobras valia como prova cabal contra a adversária.
“As denúncias do senhor Paulo Roberto mostram que a Petrobras vem sendo assaltada ao longo dos últimos anos por um grupo político, comandado pelo PT, com o objetivo de perpetuar-se no poder”, sentenciou, no dia seguinte.
Militantes do Bolsonaro agem exatamente como petistas - CORA RÓNAI
A quantidade de gente que bloqueei no Facebook desde 2009, quando abri conta, dava uma pequena aldeia. Da última vez que contei estava perto dos cinco mil, e isso foi antes do impeachment. É difícil contar. O Facebook não fornece ferramentas. Mentor Neto, grande amigo e bloqueador feroz (há um grupo chamado “Fui bloqueado pelo Mentor Neto”), desenvolveu uma técnica usando Excel, mas como não domino o Excel, nunca mais soube ao certo.
Entenda por que a absolvição de deputado crítico da ditadura, há 50 anos, foi a 'gota d'água' para o AI-5

O governo do militar Artur da Costa e Silva foi surpreendido quando, em 12 de dezembro de 1968, a Câmara dos Deputados negou a autorização para processar e cassar o deputado Márcio Moreira Alves (MDB), acusado de "uso abusivo do direito de livre manifestação e pensamento e injúria e difamação das Forças Armadas". Parlamentar de primeiro mandato, ele foi absolvido no Congresso por 216 votos a 141, com 12 abstenções. Hoje, o episódio é visto como a gota d'água para a promulgação do famigerado Ato Institucional número cinco (AI-5), que inaugurou o momento mais duro de repressão às liberdades no país, dando poderes quase absolutos ao regime militar.

