Mais de 300 toneladas de medicamentos vencidos

RIO - Mais de 300 toneladas de medicamentos e materiais hospitalares fora da validade foram encontrados, nesta segunda-feira, na Central Geral de Abastecimento (CGA) da secretaria de Estado Saúde, em Niterói. O presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Pedro Fernandes (SDD), realizou uma inspeção no local. A ação é parte da auditoria que a Alerj está fazendo nos contratos da saúde estadual, por meio das comissões de Orçamento e de Tributação. — Encontramos vacinas vencidas desde 2011, além de próteses, agulhas, gases e luvas —, afirmou o parlamentar. O deputado solicitou que o consórcio LogRio, responsável pela Central, envie às comissões, até esta terça-feira, um relatório com a lista dos medicamentos e insumos guardados no local.
A convocação para o grande protesto de 13 de março já está nas ruas. Ou você vai, ou ela fica!

A próxima manifestação em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff está marcada para o dia 13 de março. Há três atitudes a tomar:
a: ficar em casa ou fazer qualquer outra coisa, reconhecendo as virtudes superiores desse governo;
b: detestar o governo, considerá-lo criminoso, mas ficar em casa ainda assim, ou fazer qualquer outra coisa, porque, “afinal, ela pode não cair…”;
c: detestar o governo, considerá-lo criminoso e deixa isso muito claro nas ruas.
Num ano, mais 2,7 milhões de pessoas sem emprego

Entre os trimestres setembro/novembro de 2014 e de 2015, aumentou em 2,67 milhões (de 6,45 milhões para 9,12 milhões) o número de pessoas desocupadas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE, que tem abrangência nacional. O porcentual de desempregados em novembro foi de 9%, ante 6,5% em igual período do ano passado - e as perspectivas de recuperação do emprego continuam a ser desfavoráveis. Em relação ao trimestre junho/agosto, houve 323 mil cortes de vagas.
O PT não se entende

Dilma Rousseff se declara disposta a “encarar” a reforma da Previdência Social, que está ameaçada de entrar em colapso a médio prazo por falta de recursos, mas antes terá de convencer seu próprio partido a apoiar a ideia. Reunida na quinta-feira passada, a bancada do PT na Câmara dos Deputados chegou à conclusão praticamente unânime de que este não é “o momento mais adequado” para tratar do assunto. O déficit da Previdência foi de R$ 56,6 bilhões (1% do PIB) em 2014 e aumentou cerca de 50% no ano passado, para R$ 85,8 bilhões (1,5% do PIB). De acordo com as previsões do próprio governo, este ano o déficit deve crescer no mínimo mais 40%, chegando a R$ 120 bilhões. E a previsão oficial para as próximas décadas é catastrófica: o déficit pode chegar a R$ 7 trilhões (quase 10% do PIB), em 2060. O que significará, na prática, a falência do sistema previdenciário oficial. Cabe, então, perguntar aos parlamentares petistas: se não é este, qual será o “momento oportuno” para que parem de empurrar o assunto com a barriga e levem a sério a necessidade de uma reforma da Previdência Social?
Petrobras. Por que a gasolina não fica mais barata no Brasil
O preço do barril de petróleo mais barato contribui para cair o preço da gasolina. Não no Brasil. Mas por que? Culpa da dívida da Petrobras, conforme Philippe Hubert Gidon, professor na área de negociações internacionais da Universidade de Fortaleza (Unifor).
“Para o consumidor final, por enquanto, a variação do petróleo barato não vai repercutir na bomba de combustível, porque há a chamada conta-petróleo da Petrobras que tem que ser paga. Essa diferença vai para estancar a ferida que a Petrobras tem durante muito tempo”, explica.
O economista, consultor e professor universitário, Lauro Chaves ressalta que a estatal arcou muitos anos com esse prejuízo causado pelo preço artificial do produto ao consumidor. “Usar o preço do combustível no mercado interno como política de combate a inflação formou essa dívida, por que a Petrobras passou muitos anos tendo prejuízo com um preço do combustível abaixo do que deveria. Estima-se só que esse preço represado seja um prejuízo de US$ 50 bilhões”, ressalta.
O economista Célio Fernando reforça que, se não fosse a dívida da Petrobras, provavelmente haveria deflação em vez de inflação no Brasil, como está ocorrendo em boa parte do mundo.
Impactos no Brasil
Se a Petrobras já vinha executando desinvestimentos, como a Refinaria Premium II no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) em janeiro de 2015, outras baixas vão acontecer. Mais recentemente, decidiu sair do setor elétrico e colocou à venda suas 21 usinas térmicas, gasodutos e terminais de regaseificação. Quer reforçar o caixa com US$ 57,7 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 225 bilhões).
Wagner admite ser vice em chapa única da oposição 129

Na última terça-feira, 16, Capitão Wagner (PR) esteve reunido com o senador Eunício Oliveira , presidente do PMDB Ceará, para tratar das eleições municipais.Entre outros assuntos, eles discutiram as possibilidades de manter o arco de aliança das eleições 2014, que inclui o PSDB. O pré-candidato tem conversado com os tucanos. A oposição, explica ele, quer lançar chapa única, por isso, Wagner não descarta entrar na disputa como vice-prefeito. “Dizer que sou o cabeça da chapa seria muita arrogância. Estou aberto a conversas e vamos tentar achar o melhor candidato. Nunca digo não para nada, é preciso diálogo”, afirma. Wagner lembra que o próprio PMDB tem nomes com potencial para concorrer à prefeitura, como Vitor Valim. opovo
Negociação ou negociata - Ana Maria Machado é escritora
É notório que o ex-jogador Júnior é mangueirense. Sua presença no desfile da Mangueira não surpreendeu ninguém. Mas, poucas horas antes, ele já tinha desfilado pelo Salgueiro, concorrente direto de sua escola. Ninguém pensaria em agredi-lo por causa disso. Afinal, no futebol que constituiu toda a sua vida profissional, o supercampeão já aprendera esse princípio básico que possibilita o esporte e tantas outras criações coletivas da humanidade: adversário não é desafeto. Ao sair no Salgueiro, Júnior não estava traindo nada nem ninguém. Só confirmava seu respeito à força do samba, à amizade, a suas raízes e à cultura em que fomos criados. Paulinho da Viola, com o sangue azul da Portela a correr em suas veias, rio que passa em sua vida e leva seu coração, não ficou menos portelense ao incluir em seu repertório um clássico como “Sei lá, Mangueira”, em antológica gravação. E numa partida internacional, um jogador do Flamengo que esteja na seleção brasileira passa a bola para um jogador do Vasco fazer gol. Sabe que naquele momento o objetivo envolve algo maior.
Impostos pagos por brasileiros chegam a R$ 300 bilhões em 2016
O valor pago pelos brasileiros neste ano em impostos alcançou R$ 300 bilhões por volta das 21h desta sexta-feira (19), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o valor foi alcançado no mesmo dia.
A marca de R$ 300 bilhões equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.
“A marca de R$ 300 bilhões foi atingida no mesmo dia que no ano passado, mas sobre um PIB menor, ou seja, sobre um nível de atividade menor. Em outras palavras, significa dizer que o brasileiro está gerando menos riquezas, mas pagando os mesmos impostos de antes. E o governo ainda quer mais”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).
Segundo a ACSP, é possível com R$ 300 bilhões comprar 11,3 milhões de carros populares, pagar por 20,3 mil meses a conta de luz de todos os brasileiros ou contratar 22,9 milhões de professores do ensino fundamental por ano.
Um governo sem rumo - O ESTADO DE SP

Para um governo que já enviou ao Congresso um Orçamento com previsão de déficit – uma das obras-primas do jeito petista de governar –, não causa nenhuma surpresa a declaração de Dilma Rousseff, feita recentemente a senadores da base aliada, segundo a qual não há mais espaço para corte de gastos. Trata-se de uma confissão de incompetência apenas natural numa administração já definitivamente marcada como uma das mais ineptas da história nacional. O Estado brasileiro sempre foi dependente da gastança desenfreada, mas na gestão petista esse vício passou a ser visto como uma virtude. Não foram poucas as ocasiões em que próceres petistas se vangloriaram de ter dado prioridade a programas sociais milionários quando o caixa estava baixo, simplesmente fazendo os cofres estatais verterem maná. Quem quer que, diante de tamanha imprudência, tenha ousado clamar por uma administração responsável do escasso erário foi desde logo qualificado como “inimigo do povo”, ou então como gente de pouca fé, para usar uma alegoria bem ao gosto da seita petista e de seu profeta, Luiz Inácio Lula da Silva.
O superfaturamento do FIES - ISTOE
Levantamento obtido por ISTOÉ revela que Ministério da Educação divulgou um número de favorecidos 8,57% maior que o total de estudantes beneficiados em 2015
Ludmilla Amaral ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )
Nas vésperas do segundo turno das últimas eleições presidenciais, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segurou dados e análises que mostravam um aumento da pobreza e da desigualdade no País. A justificativa oficial foi de que a lei eleitoral impediu a divulgação dessas informações. Mas o desconforto foi tanto que um diretor do Ipea pediu demissão. Essa não é uma prática que se resume a ano eleitoral. Um levantamento obtido com exclusividade por ISTOÉ pela Lei de Acesso à Informação revela que houve um superfaturamento das vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no ano passado . Para o 1º e 2º semestres de 2015, o Ministério da Educação (MEC) divulgou que o número de bolsas disponíveis para estudantes universitários em todo o País que, somados, era de 314 mil. Segundo os dados consolidados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram preenchidas 287.123 mil vagas. Ou seja, 8,56% a menos do que o divulgado. Procurado pela reportagem, o MEC não justificou por que no número oficial há 27 mil contratos a mais. “Se isso se confirmar é muito grave do ponto de vista ético e de manipulação de dados”, diz o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

Acima alunos fazem fila em universidade para renovar o Fies no ano passado.




