A falta de lideranças - O ESTADO DE SP
A crise econômica, política, social e moral que o País vive desvela com grande nitidez e de forma sintomática um fenômeno que não é novo, mas que nos últimos tempos se manifesta dentro de contornos bastante dramáticos: a falta de lideranças públicas. Não se trata de uma questão teórica. Basta tentar encontrar soluções para a crise que a constatação brota imediatamente: o cenário político nacional está devastado e não há lideranças capazes de construir saídas efetivas para a crise.
Pesquisa revela uma nova polarização
O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, previsto para a próxima quarta-feira (10), se dará sob novo tipo de polarização. A pesquisa Datafolha do último domingo (30) revela que os eleitores de menor renda tendem a voltar ao lulismo, conforme se poderia esperar, só que os mais ricos agora não se mobilizam pelo PSDB.
Wagner admite concorrer contra Camilo em 2018

O deputado estadual Capitão Wagner confirmou disposição de postular o governo do Estado, nas eleições de outubro do ano que vem. “A gente não apenas aceita disputar a chefia do Palácio da Abolição como anseia para que isso possa acontecer”, reforça.
Com Aécio e Alckmin na frigideira, PSDB vai a Doria: mas quem é ele?
Tucano tem uma peculiaridade. Quando alguém discorda dele, o doutor repete o que acabou de dizer. Afinal, sua sabedoria é tamanha que, se alguém discorda, isso é sinal de que não entendeu. Mesmo aceitando-se essa superioridade intelectual, a última pesquisa do Datafolha mostrou que chegou a hora de o tucanato entender que Aécio Neves e Geraldo Alckmin estão na frigideira.
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Um Macron tupiniquim? - Eliane Cantanhêde
A disparada do deputado Jair Bolsonaro para o segundo lugar da corrida presidencial, com 15% no Datafolha, é uma boa notícia para a direita, mas é melhor ainda para a esquerda. Assim como o ex-presidente Lula bateu nos 30% históricos do PT, Bolsonaro tende a bater rapidamente no teto da extrema direita e é o adversário que qualquer candidato pediu a Deus. Sem liderança, sem credenciais, sem propostas e sem ovelhas como as de Lula, arrisca-se a despencar do palanque ao primeiro sopro.

