Busque abaixo o que você precisa!

'PT não tem que fazer autocrítica', diz Lula em evento do partido na Bahia

João Pedro Pitombo / FOLHA DE SP
SALVADOR

Em seu primeiro ato partidário desde que foi solto da carceragem da Polícia Federal na última sexta-feira (8), o ex-presidente Lula afirmou que o PT não precisa fazer nenhuma autocrítica e não nasceu para ser um partido coadjuvante.

As declarações foram dadas nesta quinta-feira (14) durante a reunião da Executiva Nacional do PT em um hotel no centro de Salvador. Em cerca de uma hora, de improviso, ele centrou o discurso na defesa do PT e afirmou que não iria se diminuir nem criticar a si mesmo.

“Vocês já viram alguém pedir para FHC fazer autocrítica? [...] Quem quiser que o PT faça autocrítica, que faça a crítica você. Quem é oposição que critica, ela existe para isso [...] Na dúvida, a gente defende o nosso companheiro”, afirmou o ex-presidente sobre o partido que fundou e que foi atingido em cheio pelos escândalos do mensalão e do petrolão.

 
 

Preso por 580 dias na PF em Curitiba, Lula foi beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos. O petista, porém, segue enquadrado na Lei da Ficha Limpa, impedido de disputar eleições.

Nesta quinta, em Salvador, Lula afirmou que o partido não deve abrir mão de seu protagonismo e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis na eleição municipal de 2020 para defender o seu legado.

“Nosso partido tem que sair mais forte, mais disposto a brigar. Sabe quem polariza? Quem disputa o título. Um partido só cresce quando disputa”, afirmou o ex-presidente.

Leia mais:'PT não tem que fazer autocrítica', diz Lula em evento do partido na Bahia

Lula diz que PT ‘não nasceu para ser partido de apoio’ e que ‘vai polarizar em 2022’

Regina Bochicchio, especial para o Estado, e João Ker, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 15h35

SALVADOR e SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta quinta-feira, 14, seu primeiro pronunciamento para o partido, durante a Executiva Nacional do PT, em Salvador, na Bahia. Em meio a discussões de que o PT poderia compor candidaturas de outros partidos de esquerda nas eleições municipais do ano que vem, Lula disse que a legenda "não nasceu para ser partido de apoio" e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis. Afirmou, ainda, que o partido não precisa fazer nenhuma autocrítica. Durante discurso, citou praticamente todos os possíveis candidatos à Presidência em 2022, com críticas e ironias ao presidente Jair Bolsonaro, ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e ao apresentador de TV Luciano Huck.

Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Ao falar de Bolsonaro, Lula voltou a ligar o nome do presidente ao de milicianos e ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes. "Bolsonaro, não pense que eu quero brigar com esses milicianos. Não quero, essa briga resultou na (morte de) Marielle". Lula voltou a criticar a condução econômica do governo federal, numa demonstração do que deve ser o mote de sua atuação na oposição e atacou de forma rápida o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem chamou de "canalha".  

Leia mais:Lula diz que PT ‘não nasceu para ser partido de apoio’ e que ‘vai polarizar em 2022’

Ciro diz que Lula não tem escrúpulo e finge ser candidato

Pedro Venceslau e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 20h30

SÃO PAULO – Dois dias após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursar para a militância em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e reacender a polarização política com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) fez duras críticas ao petista, a quem chamou de "sem escrúpulo". 

"Lula é um encantador de serpentes. A presunção dele é que as pessoas são ignorantes e que pode, usando fetiches, intrigas  e a absoluta falta de escrúpulos que o caracteriza, navegar nisso. O mal que Lula está fazendo ao Brasil é muito grave e extenso", afirmou o ex-presidenciável. 

Ciro Gomes
O ex-ministro Ciro Gomes nesta segunda-feira, 11 Foto: Alex Silva/Estadão

Ciro Gomes falou com jornalistas na tarde dessa segunda-feira, 11, antes de fazer uma palestra em na universidade FMU, na capital paulista. O ex-ministro apoiou Lula pela primeira vez na eleição presidencial de 1989, quando era prefeito de Fortaleza, no 2° turno da eleição de 2002 em também nas eleições de 2006, quando foi ministro da Integração Nacional. 

Em 2018, porém, o pedetista se afastou definitivamente do ex-presidente e tentou ser um segunda via da esquerda na campanha. 

Em outro momento da entrevista de hoje, Ciro Gomes disse que tanto Lula quanto Bolsonaro querem a polarização. "São duas faces da mesma moeda", afirmou. Questionado sobre a possibilidade da formação de uma frente ampla de esquerda para enfrentar Bolsonaro em 2020 e 2022, o ex-ministro descartou de forma categórica qualquer possibilidade de estar ao lado do PT. 

"O lulopetismo virou uma bola de chumbo amarrando o Brasil ao passado. Ele (Lula) está fazendo de conta que é candidato e que foi inocentado", disse Ciro. Em seguida, afirmou que que nunca mais vai andar "com a quadrilha que hegemoniza o PT".

Leia mais:Ciro diz que Lula não tem escrúpulo e finge ser candidato

Em São Paulo, Ciro chama Lula de "encantador de serpentes"

CIRO GOMES

Com forte retórica antipetista, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) desferiu críticas ao ex-presidente Lula (PT), chamado por ele de "encantador de serpentes", e atacou a postura do petista depois que foi libertado da prisão. "Ele está fazendo de conta que é candidato, como se ele tivesse sido inocentado", disse o pedetista nesta segunda-feira (11).

"O Lula simplesmente está devolvido à rua, onde aguardará em liberdade como qualquer paciente tem direito de estar, aguardando o trânsito em julgado da sua sentença."

Ciro deu as declarações à imprensa ao chegar a uma palestra para alunos da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), na região central de São Paulo.

"O Lula é um encantador de serpentes. Eu o conheço muito de perto, há mais de 30 anos", descreveu.

O ex-presidenciável, que terminou as eleições de 2018 em terceiro lugar, evitou declarar apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno e busca, desde então, se distanciar do petismo.

Entre os comentários, Ciro afirmou que Lula historicamente adota "a presunção de que as pessoas são ignorantes" e de que ele pode "navegar nisso" com base em intrigas e na "absoluta falta de escrúpulo que o caracteriza".

"E é lamentável, porque agora o mal que ele faz ao Brasil é muito grave, muito extenso", sentenciou ele, que foi ministro da Integração Nacional no governo Lula, entre 2003 e 2006.

Leia mais:Em São Paulo, Ciro chama Lula de "encantador de serpentes"

As estratégias dos partidos para os 20 maiores redutos eleitorais do Ceará nas eleições 2020

O jogo político-eleitoral que, em tese, se inicia no próximo ano, já vai sendo esquematizado, ou mesmo jogado, pelos partidos no Ceará. A modalidade da próxima eleição em 2020, municipal, assume lógica particular. Apresenta novidades, como o fim das coligações proporcionais - que incentiva candidaturas majoritárias -, e demanda cuidados e estratégias das agremiações. Dos 184 municípios, alguns colégios eleitorais se destacam e entram no rol de prioridades.

O POVO fez um recorte das localidades com os 20 maiores eleitorados do Ceará para tentar entender como as articulações acabam justificando alguns movimentos de dirigentes que, de início, parecem confusos. Uma aliança aqui pode ser fundamental para viabilizar uma candidatura ali, e vice-versa, formando-se um movimento cruzado que vai desenhando o cenário das disputas para o próximo ano.

No Ceará, Camilo Santana (PT) se reelegeu fortalecido. Foi reconduzido ao Abolição com quase 80% dos votos, sustentado por ampla base. E é dentro desta amplitude de apoiadores, por sinal, que os interesses se mostram mais inconciliáveis. O PSD de Domingos Filho, por exemplo, adota estratégia ofensiva. Move suas peças, sobretudo pelo Interior, ainda que sobre territórios de aliados.

"É legítimo qualquer partido querer crescer, o que nós não podemos aceitar é que esse crescimento se dê em cima de bases não republicanas, como oferta de recursos orçamentários da União", critica o presidente do PDT Ceará, deputado federal André Figueiredo, sem citar ninguém, mas, numa aparente referênca ao PSD e ao relator-geral do Orçamento, Domingos Neto (PSD). O PDT perdeu o prefeito de Iguatu para o PSD, mas o pedetista atribui isso a divergências internas, apenas.

Leia mais:As estratégias dos partidos para os 20 maiores redutos eleitorais do Ceará nas eleições 2020

Compartilhar Conteúdo

444