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O PSDB no divã - MERVAL PEREIRA
Há duas semanas os líderes do PSDB têm em mãos um diagnóstico sobre o que provocou sua derrota, e o que fazer para dar a volta por cima depois da eleição geral deste ano que provocou uma ruptura do sistema político-partidário como nós o conhecemos há 25 anos pelo menos.
A análise foi feita pelo secretário-geral do partido, Marcus Pestana, ele mesmo derrotado nas urnas, e entregue aos Presidentes do Partido Geraldo Alckmin, e do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissati, a Fernando Henrique Cardoso e ao candidato derrotado ao governo de Minas, senador Antonio Anastasia. “Primeiro temos que colar os cacos e curar as feridas de nossa maior derrota, depois de um espetacular desempenho em 2016”, diz ele, que identifica a gênese dos problemas do PSDB em 2017 e 2018, a partir da primeira delação da Odebrecht e em seguida o caso do empresário Joesley Batista e seus desdobramentos.
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Ministros do TSE avaliam que são remotas as chances de ‘terceiro turno’
Rafael Moraes Moura e Teo Cury/BRASÍLIA
31 Outubro 2018 | 13h48
Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADão
Após a vitória nas urnas, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) terá novos enfrentamentos com o candidato derrotado, Fernando Haddad (PT), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Doze ações de investigação judicial eleitoral (AIJEs) tramitam na Corte para apurar eventuais abusos nas campanhas que disputaram o segundo turno. Não há previsão de quando os casos serão apreciados pelo plenário do TSE, mas a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber, já prometeu dar a eles “encaminhamento célere”.
A campanha de Bolsonaro é alvo de oito ações, que investigam suposto disparo em massa de mensagens no aplicativo WhatsApp contra o PT, ataque cibernético ao grupo de Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, outdoors espalhados com o nome do deputado federal em diversos municípios e acusações de abuso de poder econômico na atuação de empresários a favor de sua candidatura.
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A vitória de Bolsonaro
Os eleitores deram o seu veredicto, e Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do Brasil, assumindo o cargo no dia 1º de janeiro de 2019. Foram 57,7 milhões de votos contra 47 milhões de seu adversário, Fernando Haddad (PT). É uma vitória que expressa o desejo da população brasileira por uma mudança nos rumos do País.
O resultado da eleição reflete a polarização à qual o País está submetido, que se aprofundou durante a campanha, provocando conflitos nunca antes vistos desde a redemocratização. É esta nação conflagrada que aguarda o presidente eleito Jair Bolsonaro.

