Médico e prefeito suspeito de estuprar e filmar mulheres é levado a presídio na Grande Fortaleza
Médico e prefeito afastado de Uruburetama chega ao IML, em Fortaleza, na tarde desta sexta-feira (19), para exame de corpo de delito antes da prisão — Foto: Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares
O prefeito afastado de Uruburetama e médico, José Hilson de Paiva, preso suspeito de estuprar mulheres durante consultas ginecológicas, foi transferido para o sistema penitenciário do Ceará na manhã desta segunda-feira (29), por decisão do juiz da Vara de Execuções Penais. Hilson estava detido na Delegacia de Capturas (Decap), em Fortaleza, desde 19 de julho, e foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz.
A defesa do médico se manifestou afirmando que a transferência é o mais "adequado nesse momento".
"Essa unidade prisional inaugurada em 2016 é a destinada para presos idosos e portadores de alguma patologia. Muito embora consideremos desnecessária a medida prisional, a transferência de Hilson Paiva da Capturas para o Irmã Imelda soa mais adequado nesse momento", afirmou o advogado Leandro Vasques, que representa o prefeito afastado.
O médico foi indiciado por estupro de vulnerável. As denúncias feitas contra ele, que filmava as pacientes durante as consultas, dão conta de que os atos eram cometidos desde a década de 1980, em Uruburetama e Cruz.
Witzel manda Suderj rescindir contrato de limpeza do Complexo do Maracanã com empresa de camelô
A GloboNews mostrou que o dono da empresa, Daniel de Oliveira Pedrosa, tem 25 anos e é vendedor de frutas em uma barraquinha improvisada no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio.
O convênio com a empresa do camelô foi feito em caráter emergencial e não teve licitação. Em nota, Witzel determinou que "seja lançado imediatamente edital de licitação para contratação de empresa em definitivo".
A GloboNews apurou que Daniel não completou o ensino médio e teve seu último trabalho com carteira assinada em uma empresa de ônibus.
Justiça bloqueia R$ 240 mil em bens do prefeito de Iguatu por contratação de temporários
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor Couras (PDT). A decisão do juiz da 1ª Vara da Comarca de Iguatu, Eduardo André Dantas Silva, teve por base denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) por abuso em contratações temporárias no Município. A ação civil pública por improbidade administrativa foi apresentada pelo promotor Fábio Vinícius Ottoni Ferreira, titular da 5ª Promotoria de Justiça de Iguatu. O bloqueio de bens atinge até o limite de R$ 240 mil. No registro para a eleição de 2016, não constava nenhum bem informado pelo prefeito.
O promotor afirma que, apesar de medidas para tentar regularizar a situação, não avança a substituição de temporários por servidores concursados.
O Ministério Público, com base em dados do Portal da Transparência, informa que havia 656 temporários em 2017, número que passou a 926 em 2018 e 1.394 em 2019. Uma alta de 112%.
Após sete meses da 2ª gestão, Camilo ainda tenta acomodar aliados
Depois de quase sete meses de mandato, o governador Camilo Santana (PT) ainda trabalha para acomodar aliados, da ampla base de 24 partidos, que o apoiaram na reeleição.
Nos bastidores, interlocutores do petista dialogam e convocam parlamentares para cargos no Governo, no intuito de abrir vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia para que suplentes aliados tomem posse. As negociações envolvem até a disputa de 2020.
O caso mais ilustrativo da articulação governista é o de Gorete Pereira, do PL. Desde que perdeu a reeleição para deputada federal, no ano passado, o governador articula para levá-la de volta a Brasília.
Ela é a primeira suplente da coligação formada por PT, PCdoB, PP, PV, PL e PMN. O problema é que nenhum dos deputados federais eleitos desses partidos topou ainda “abrir” mão da sua vaga.
Segundo fontes próximas ao governador, um dos nomes que voltou a ser sondado foi o do deputado federal José Guimarães (PT). Na montagem do primeiro escalão do Governo Camilo, no início do ano, ofereceram a ele a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), hoje ocupada pelo colega do PT, Francisco de Assis Diniz, mas o parlamentar recusou.
A segunda facada
RIO — Que país incrível esse Brasil. Quando você acha que já viu tudo, aparece uma gangue pé de chinelo invadindo celulares de juízes, procuradores, deputados, senadores, ministros de Estado, ministros de tribunais superiores, presidentes da Câmara e do Senado e até do presidente da República, para capturar dados e vendê-los no mercado obscuro da contrainformação. Enquanto nos Estados Unidos operações dessa natureza são objeto de sofisticadíssimos esquemas de espionagem, algumas vezes operados desde Moscou, os quadrilheiros brasileiros operavam em um fundo de quintal em Araraquara.
O resultado dessa invasão, que terminou em lambança e domina o noticiário há mais de um mês, paradoxalmente pode servir a Bolsonaro como uma segunda facada. O efeito do hackeamento sem paralelo nos celulares de autoridades ocorre no pior momento pessoal de Bolsonaro. As bobagens que vinha construindo com palavras e atos, como a ofensa aos nordestinos, a indicação do filho para a embaixada de Washington, a declaração sobre a fome e o ataque à Míriam Leitão, podem acabar lavadas e enxaguadas da memória pelo episódio.
Cerco ao cabide

O número de cargos de confiança na administração federal brasileira ficou tristemente celebrizado como uma anomalia internacional.
Aqui o presidente tem a preencher, com liberdade plena ou parcial, 24,3 mil postos de comando e assessoria no Executivo. Nos EUA, o caso conhecido mais próximo, são cerca de 9.000. Em grande parte do mundo civilizado, as cifras ficam na casa das centenas.
Da anomalia criou-se o mito, muito difundido no debate político, de que esses empregos representam parcela expressiva do gasto público —e, portanto, um atalho fácil para o ajuste orçamentário.
Trata-se de uma leitura equivocada do problema. Por aberrante que seja para padrões internacionais, a quantidade de nomeados está diluída em uma folha com mais de 1 milhão de servidores. A maioria dos cargos, aliás, abriga funcionários de carreira, que recebem remuneração adicional.
O dano provocado pelo excesso de postos é, isso sim, de ordem gerencial. A cada troca de governo, ou mesmo de um único ministro, mudam-se milhares de nomes na estrutura de tomada de decisões, não raro gerando paralisia.
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