AMAGGI ALCANÇA SUA MAIOR PRODUTIVIDADE

Na semana passada, quando o Brasil parou para acompanhar os desdobramentos da crise política, as colheitadeiras da fazenda Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis (MT), trabalhavam a todo vapor. A quase 400 km de Cuiabá, a fazenda do “rei da soja” Olacyr de Moraes, falecido em meados de 2015, foi arrendada em 2002 pelo grupo Amaggi, o terceiro maior produtor de soja do País.
AGRONEGÓCIO IGNORA CRISE E BATE RECORDES

Em meio à retração generalizada da economia, o campo é o único que se salva. Com injeção pesada de tecnologia em todas as etapas do processo produtivo e câmbio favorável, o agronegócio, único setor que cresceu no País em 2015, vem conseguindo driblar os gargalos de infraestrutura e cravar sua competitividade no cenário internacional. Neste ano, a produção de soja, carro-chefe do agricultura brasileira, deve ultrapassar a barreira das 100 milhões de toneladas.
A nova safra recorde vem apesar de irregularidades climáticas que assolaram seis Estados, incluindo os principais produtores – Mato Grosso e Paraná. Mesmo assim, o País deve produzir 101,2 milhões de toneladas de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse resultado e o crescente ganho de produtividade, o Brasil, que já é o maior exportador do grão, caminha para ultrapassar a produção dos EUA nas próximas safras.
Preços estimularam abate recorde de frango e suínos, avalia Mapa

O Ministério da Agricultura (Mapa) vinculou aos bons preços das carnes o abate recorde de frango e de suínos registrado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o coordenador para assuntos da Pecuária do Mapa, João Salomão, como a carne bovina se manteve em níveis elevados, o consumidor migrou a demanda para as duas outras proteínas.
ONU diz que ainda é preciso US$ 1,5 bilhão para enfrentar o El Niño

Os governos e organizações humanitárias necessitam de US$ 1,5 bilhão para ajudar os países mais afetados pelo fenômeno meteorológico do El Niño, disse nesta quinta-feira (17/3) em Roma a responsável da ONU, Marcy Vigoda. A diretora de Associações e mobilização de recursos do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da Nações Unidas (OCHA) destacou que o número total de fundos requeridos chega a US$ 2,4 bilhões, dos quais ainda faltam US$ 1,5 bilhão.
"Quem divulga não é culpado", disse Lula em 2010 sobre vazamentos de dados

Eis mais um dos grandes impactos causados pelas redes sociais: a preservação da memória popular. Para o bem e para o mal... Algumas frases ditas em entrevistas antigas e marcantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão sendo ressuscitadas nas redes sociais ao longo desta tumultuada semana. Umas, é bom frisar, fora do contexto, mas que vêm ganhando corpo e até se tornando memes no Facebook e no Twitter.
Ao longo do dia de ontem, uma frase dita por Lula em 1988 foi amplamente compartilhada nas redes sociais. "No Brasil é assim: quando um pobre rouba, ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro". Lula era deputado federal (PT) e fazia oposição ao governo Sarney na época. A frase apareceu numa entrevista para o jornal O Globo em que o ex-presidente criticava a impunidade de políticos envolvidos em caso de corrupção. As redes sociais também estão ressuscitando algumas frases de Lula no episódio em que ele defendeu o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, em 2010. O site causou alvoroço na diplomacia americana ao divulgar milhares de documentos sigilosos sobre as relações diplomáticas do governo dos Estados Unidos. Assange acabou preso em Londres por acusações de crimes sexuais. Numareportagem da agência Reuters e reproduzida pelo portal G1, Lula falou: “Aparece o tal do WikiLeaks e desnuda a diplomacia que parecia inatingível, parecia a mais certa do mundo, e aí começa uma busca”, disse, sobre os vazamentos de documentos diplomáticos. “Se ele leu, é porque alguém escreveu. O culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu. Portanto, em vez de culpar quem divulgou, culpem quem escreveu a bobagem, porque senão não teria o escândalo que tem”.
Lula ainda mandou um recado à presidente Dilma, que assumiria o cargo dali a poucos dias. “A Dilma tem que saber e falar para os seus ministros. Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passa em branco a mensagem”, disse. Apesar da ampla e apaixonada divulgação da notícia, é preciso ressaltar algumas diferenças entre os dois casos, que ocorrem em contextos diferentes. No caso do Wikileaks, tratava-se de roubo de dados sigilosos passados a um civil por informantes que atuavam dentro dos governos. No caso do vazamento das conversas de Lula, foi uma ordem judicial do juiz Sergio Moro que divulgou as escutas à imprensa. Essa ordem está sendo questionada pelo governo e por grupos de juristas que vêm ilegalidade no ato. ÉPOCA
BTG, Funcef e Previ reconhecem perda de R$ 2,6 bi com a Sete Brasil

Pelo menos três sócios da Sete Brasil, empresa criada para gerenciar a compra de sondas para o pré-sal, já estão reconhecendo oficialmente a perda total do investimento que fizeram na companhia. O banco BTG Pactual e os fundos de pensão Funcef, dos funcionários da Caixa, e a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, lançaram os prejuízos em seus balanços anuais. Juntos, estima-se que tenham perdido cerca de R$ 2,6 bilhões.

