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PF investiga reforma do Instituto Lula

Polícia Federal investiga uma reforma do Instituto Lula. O caso foi revelado por reportagem de ÉPOCA. Como mostrou ÉPOCA, a instituição tentou regularizar reforma na Prefeitura de São Paulo por três vezes, mas viu o pedido ser reprovado sucessivamente. O arquiteto responsável pelas tentativas é ex-secretário e ainda é funcionário da gestão de Fernando Haddad (PT)De acordo com relatório policial enviado ao juiz federal Sérgio Moro, "há indícios de que funcionários da Subprefeitura do Ipiranga, vinculada à Prefeitura de São Paulo, estejam se prontificando a ocultar irregularidades relacionadas ao Instituto Lula".

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Quase R$ 400 mil para a reprodução do periquito-cara-suja

Ao longo de 48 meses, a Fundação Boticário repassou R$399.620,32 à Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) para fomentar ações de estudo e recuperação da população do periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus). A ave, exclusivamente nordestina e que ocorria em muitos estados da região brasileira, entrou na lista de animais cuja existência está por um fio. 

A história meio que se repete no Brasil. Ameaçados, por causa da destruição de habitats e a captura ilegal de animais silvestres, as espécies mais vulneráveis não suportam a redução dos territórios de sobrevivência. Caso do periquito-cara-suja que, hoje, só ocorre no Ceará — quase restrito às florestas serranas de Baturité. 

Segundo Emerson Oliveira, coordenador de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, desde 2010 o Boticário viu no trabalho de recuperação dos bandos de periquitos-cara-suja a oportunidade de também contribuir com a regeneração 
da biodiversidade da mata úmida de Baturité.

Além de apoiar a lida com o periquito-cara-suja, a Fundação Boticário destina recursos para o Programa Extinção Zero no Ceará, da Aquasis. Estão incluídos projetos com tartarugas marinhas, conservação do jacu verdadeiro na Reserva Particular do Patrimônio Natural Mãe-da-Lua (Itapagé), preservação da vegetação da Estação Ecológica de Aiuaba (Inhamuns) e manejo com botos e peixe-boi. 

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Aves ameaçadas de Baturité

Pesquisa fotográfica lança luz sobre a necessidade de preservação das aves da serra de Baturité, no Ceará. Em especial 12 espécies que estão ameaçadas de extinção / opovo

Uru (Odontophoruscapueiraplumbeicollis)
Segundo a Aqausis, no Ceará, a espécie só ocorre na serra de Baturité. Tem o canto forte e vocaliza “urú-urú”. Vive em florestas preservadas . Uma das espécies mais raras e ameaçadas da região. 

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De olho nas aves de Baturité

Por Demitri Túlio

Uru, arapaçu-de-garganta-amarela, periquito-cara-suja, pintassilgo-do-nordeste, jacucaca, chupa-dente, choca-da-mata, saíra-militar, maria-do-nordeste, tucaninho-da-serra, arapaçu-rajado-do-nordeste e vira-folha-cearense… 

Os nomes (populares) são de pássaros que, se não cuidarmos, virarão memória nos olhos de quem teve a sorte de encontrá-los na floresta. As doze raridades estão marcadas com um selo de “ameaçadas” de extinção no Guia Fotográfico: Aves da Serra de Baturité. Uma publicação de campo, lançada recentemente pela ONG Aquasis e assinada pelo biólogo Fábio de Paiva Nunes e pela ecóloga Ileyne Tenório Lopes. O livro é também um convite para discutir a preservação da biodiversidade no Maciço de Baturité e o que a avifauna dali tem a ver com a vida da gente.

Além das doze aves que estão por um triz, mais 139 pássaros diferentes são retratados no guia de bolso. Imagens e verbetes que revelam a multiplicidade de animais, seus hábitos e o que alguns enfrentam para continuar a existindo.

A floresta preservada ficou menos, por exemplo, para o uru (Odontophorus capueira plumbeicollis). Um galináceo pequeno e topetudo que, com a urbanização das serras, passou a ser presa do gato doméstico e das armadilhas de caçadores. No Ceará, conta Fábio Nunes, o uru só ocorre na Serra de Baturité. 

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Falta de rumo da oposição é ainda mais surpreendente que a ruína do governo

O governo e seus símbolos estão submetidos a uma atmosfera apocalíptica. Além de reprovar Dilma (69%), a maioria dos brasileiros deseja o seu impeachment (68%) ou a sua renúncia (65%). Para piorar, mais da metade do eleitorado (57%) afirma que jamais votaria em Lula. Diante de um quadro assim, seria razoável que a oposição vivesse um momento áureo. Mas sucede o oposto. O Datafolha informa que Aécio Neves encolhe e Marina Silva não consegue crescer.

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Cálculo de multidões: ciência contra o “chutômetro”

Milhares de pessoas participam da manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o Governo Dilma Rousseff, neste domingo (13), pedindo o impeachment da presidente petista e o fim da corrupção
Milhares de pessoas participam da manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o Governo Dilma Rousseff, neste domingo (13), pedindo o impeachment da presidente petista e o fim da corrupção(Bruno Santos/VEJA.com)

Talvez esteja no Evangelho de Mateus, capítulo 14, versículo 21, a mãe de todas as imprecisões na contagem de pessoas em eventos públicos. A passagem trata do milagre da multiplicação de pães e peixes por Jesus, e diz: "Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças". Pobre Mateus se tentasse se safar com esses números nos dias de hoje. Provavelmente seria linchado pelos "romanos" das redes sociais. Como visto nas recentes manifestações contra o governo federal e o PT, é comum haver uma grande discrepância nas estimativas sobre participação de público divulgadas por autoridades, imprensa e organizadores dos eventos. Isso ocorre basicamente por dois motivos: é muito difícil fazer a contagem precisa de uma grande aglomeração de pessoas em uma área aberta; e sempre fortes interesses envolvidos nas estimativas, o que faz com que sejam infladas ou subestimadas.

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