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PT desafia Moro e silencia sobre condenação de Palocci

A nova presidente do PT subiu o tom de desafio ao juiz Sergio Moro. Em nota à imprensa, Gleisi Hoffmann afirmou que o partido "não aceitará" uma condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex. "Nossa militância segue atenta e mobilizada para, junto com outros setores da sociedade brasileira, dar a resposta adequada para qualquer sentença que não seja a absolvição completa e irrestrita de Lula", disse.

A senadora se formou em direito e sabe que a resposta adequada a uma sentença judicial é recorrer à instância superior. Como a militância petista não se resume a jurisconsultos, ficou no ar que tipo de recado ela quis passar ao juiz da Lava Jato.

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STF dirá ao país de que lado está na Lava Jato

O plenário do Supremo Tribunal Federal marcou para esta quarta-feira o julgamento de um recurso vital para o futuro da Lava Jato e de outras operações anticorrupção em curso no país. Os ministros da Corte decidirão se a delação premiada dos executivos do grupo JBS pode ou não ser revista. Dirão também se Edson Fachin, relator da Lava Jato, agiu corretamente ao homologar um acordo de colaboração judicial que os delatados sustentam não ter vinculação com o petrolão.

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Deu “no-show” no protesto contra Temer

Bem que um grupo de sindicalistas ligado à Central Única dos Trabalhadores e à Frente Brasil Popular tentou fazer ato, na madrugada de terça-feira, no saguão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, contra Temer. Conclusão: apareceram, no popular, só estes gatos pingados. Dicionário do Blog – No-show é o termo usado pelas companhias aéreas para os passageiros reservados que não se apresentam para o embarque. (Foto – Paulo MOska) ELIOMAR

Tasso Jereissati: “Não tem como Aécio ter uma vida partidária”

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Presidente interino do PSDB, o senador Tasso Jereissati afirmou, ao jornal O Globo desta quarta-feira, que, se Aécio Neves permanecer afastado do Senado, ele não tem condições de ser ativo no partido. “Estamos analisando alternativas. Uma delas é que não precisa uma convenção nacional para renovar o comando do partido. Se Aécio ficar afastado, se o Supremo não acatar seu recurso para retomar o mandato, ele não tem como ter vida partidária”, disse o senador. Tasso Jereissati defende uma solução para o impasse que vive o partido. COM BLOG DO ELIOMAR

A sociedade da delação - *José Roberto Batochio, O Estado de S.Paulo

*José Roberto Batochio, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 05h04

A primeira delação premiada que a História do Brasil registra foi a levada a efeito pelo coronel, fazendeiro e minerador Joaquim Silvério dos Reis contra os inconfidentes de Minas Gerais, em 1789. De sua língua viperina partiu a denúncia de que um grupo de idealistas estava a sonhar com a ruptura dos grilhões políticos da colônia com Portugal e até com proclamação da República. Um deles, o mais famoso, Tiradentes, não só pagou essa ousadia com a própria vida, como foi esquartejado e teve seus despojos publicamente expostos. Também preso, o cúmplice-traidor valeu-se da delação para se livrar de castigo e, como apregoaria dois séculos depois a propaganda de uma popular marca cigarros do mesmo nome da Vila Rica dos inconfidentes, para em tudo “levar vantagem, certo?”. Como recompensa, recebeu da Coroa lusitana pensão de 400 mil-réis, o título de fidalgo da Casa Real e o hábito da Ordem de Cristo. “Delatar um levante pode dar lucro bem alto!”, escreveu Cecília Meireles no imperecível poema Romanceiro da Independência.

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O que o sr. Joesley não disse - O ESTADO DE SP

Nada de novo apresentou o senhor Joesley Batista em sua rumorosa entrevista à revista Época, na qual o dono da JBS se disse vítima de políticos corruptos. A mesma estratégia foi tentada por outros empresários implicados nos sucessivos escândalos que, desde a infausta era lulopetista, infortunam o Brasil. Digno de nota, contudo, foi o esforço do senhor Joesley Batista para livrar o ex-presidente Lula da Silva de qualquer responsabilidade direta pelo surto de corrupção. O empresário, cuja trajetória de sucesso está ligada a generosos benefícios estatais obtidos durante os governos petistas, limitou-se a atribuir a Lula e ao PT, genericamente, a “institucionalização da corrupção” no País, mas assegurou, pasme o leitor, que nunca teve alguma “conversa não republicana” com o chefão petista, a quem, segundo deu a entender, mal conhecia. Em compensação, o presidente Michel Temer, este sim, é o chefe “da maior e mais perigosa organização criminosa deste país”.

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