Mantega, o novo Dirceu - Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
Corrupção sempre houve, mas a Lava Jato detalha minuciosamente para as vítimas – os cidadãos brasileiros –, como, a partir de 2003 e do mensalão, o então presidente Lula dividiu o governo e o País em duas grandes organizações criminosas, ou Orcrims, ou quadrilhas, uma do PT, outra do PMDB. E, já que elas foram um estrondoso sucesso, foram se multiplicando em Brasília, nos Estados e municípios. Os demais partidos, principalmente o PSDB, nunca puderam atirar a primeira pedra.
Respeito com a política - O ESTADO DE SP
É cada vez mais comum ouvir sobre o esgotamento do sistema político brasileiro. Às vezes, parece até que essa afirmação se tornou um consenso nacional, não requerendo maiores provas ou argumentos. As causas do suposto esgotamento estariam mais que evidentes aos olhos de todos, a começar pela falta de representatividade dos políticos atuais e, principalmente, pela generalizada corrupção instalada nos usos e costumes políticos. A realidade, no entanto, é mais complexa do que essa afirmação ou, melhor dizendo, generalização. Há muita coisa errada no sistema político, mas nem tudo é inservível – e fazer essa distinção entre o joio e o trigo é essencial para levar o País a algo mais que a um estado de indignação ou de letargia.
Produtividade reforça otimismo do agronegócio
Mesmo tendo passado o período de pico nas cotações internacionais de soja, milho, açúcar e etanol, produtores e empresas do agronegócio mantêm-se otimistas quanto à evolução dos negócios. É o que revela o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), calculado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). O índice ficou em 100,5 pontos no primeiro trimestre deste ano, 3,9 pontos abaixo do resultado do quarto trimestre de 2016, mas acima de 100 pontos, patamar indicador de boas expectativas. O resultado do primeiro trimestre, por sinal, é 17,9 pontos superior ao de igual período do ano passado.
Sobre golpes e Lava Jato - *Roberto Romano, O Estado de S.Paulo
No século 17 europeu o golpe de Estado implicava de imediato um conjunto de atos políticos que transgrediam a lei para salvar o poder. Nas frases de Gabriel Naudé, autor pouco lido entre nós, tratava-se de “ações ousadas e extraordinárias que os governantes” eram “obrigados a executar em assuntos difíceis ou desesperados, contra o direito comum, sem manter nenhuma ordem ou forma de justiça, pondo em risco o interesse dos particulares em prol do bem público” (Considerações Políticas sobre o Golpe de Estado, 1639). Após as banalizações sucessivas do conceito, a partir do século 18, é bem estranho unir bem público e golpe de Estado. Conforme favorece um ou outro setor e interesses em guerra, o golpe logo recebe outros nomes que o dissimulam: revolução, urgências administrativas e similares. Mas permanece a essência: todo golpe de Estado subverte o direito comum e arrisca anular o privado.
Alerta na segurança pública - O ESTADO DE SP
O atraso na renovação da frota de veículos das Polícias Militar (PM) e Civil, mostrado em reportagem do Estado, que prejudica o seu desempenho, é lamentável, principalmente levando-se em conta que São Paulo vem fazendo progressos significativos no combate ao crime, que o deixam em melhor situação em relação aos demais Estados. E o fato de a recuperação desse atraso ser em geral muito difícil em curto prazo – e afetar um setor especialmente sensível para a população, o da segurança pública – torna ainda mais grave a situação.
Joesley na “Época”: esforço desesperado das Organizações Globo para depor Michel Temer

Não é pouca coisa. Desde 1º de abril de 1964, está no poder um governo que não conta com o apoio das, como posso chamar?, “Organizações Globo”. Ao contrário: elas atuam para derrubá-lo. E, para tanto, não medem esforços. Há procedimentos que até podem ser confundidos com jornalismo. Estamos falando dos últimos 53 anos. Notem: o próprio Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, um homem acostumado a ser independente, não se se sente à vontade para endossar institucionalmente o governo. Sabe que estaria na contramão de aliados históricos. Afinal, os Marinhos nunca lhe faltaram, e ele não pode lhes faltar numa hora como esta: os veículos da família apostaram tudo no sucesso da blitzkrieg. Era para Michel Temer cair em suma semana. Mas ele não caiu.

