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‘Tempos estranhos’

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 03h00

O pedido de habeas corpus para tirar o ex-ministro Antonio Palocci da cadeia era duplamente importante: para explicitar a profundidade da divisão interna no Supremo e para definir os rumos das investigações da Lava Jato sobre o ex-presidente Lula. O HC perdeu por 7 a 4 no julgamento. As investigações ganharam fôlego.

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Lula e os seus ricos UM

Lula repetiu em seu último discurso: estava sendo preso porque promove os pobres contra os ricos, já que estes, das elites, odeiam quando os pobres melhoram de vida. Demagógico e falso.

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Lula e os seus ricos

Elites adoram quando mais pessoas voam e entram na universidade porque são donas de faculdades e de companhias aéreas

Lula repetiu em seu último discurso: estava sendo preso porque promove os pobres contra os ricos, já que estes, das elites, odeiam quando os pobres melhoram de vida.

Demagógico e falso.

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Para a frente é que se anda

O barulho provocado nos meios de comunicação, no mundo político e no universo jurídico pelo julgamento do habeas-corpus preventivo para Luiz Inácio da Silva não teve a mesma estridência na sociedade em geral. Houve interesse, e grande, em acompanhar o assunto. Isso é uma coisa. Outra coisa é o grau de engajamento do cidadão dito comum na causa. Seja a favor, seja contra Lula. Percebe-se a olho nu que a maioria se mantém distante do comprometimento algo histérico da militância de parte a parte.

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Resistência à ordem pode representar erro jurídico

Davi Tangerino, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2018 | 03h00

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cumpriu o prazo inicial estabelecido pelo juiz federal Sérgio Moro de se entregar à Justiça até as 17h desta sexta-feira, 6. Eventual resistência à ordem pode representar um erro jurídico já que abre flanco para que se sustente que há fundamento cautelar para sua prisão.

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CENÁRIO: Forças Armadas fazem acompanhamento discreto de militância

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2018 | 05h00

As Forças Armadas acompanham discretamente a mobilização do PT em São Bernardo do Campo. Os serviços de inteligência reconhecem que infiltraram agentes em meio à militância, e que mantém vigilância nas redes sociais. E é só. A possibilidade de um confronto entre os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os grupos opositores – ou com a polícia –, é considerada pelos militares “um evento perfeitamente controlável pelas organizações estaduais de segurança em São Paulo e no Paraná”. 

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