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A hora do rodízio democrático no poder

A vitória de Jair Bolsonaro, na oitava eleição presidencial direta depois da redemocratização, é o desfecho de uma campanha intensa, com vários ingredientes de elevada combustão. Por isso mesmo, foi um pleito que serviu para atestar a solidez do estado democrático de direito. E consolidá-lo ainda mais.

 

fato de um líder popular, Lula, estar encarcerado por corrupção e lavagem de dinheiro, e ainda por cima ter estado à frente em pesquisas eleitorais, colocou no centro dos debates políticos o Poder Judiciário. O PT e advogados do ex-presidente exerceram pressão máxima, de várias formas, legais e outras nem tanto, para que o candidato Lula pudesse tentar despachar no Planalto pela terceira vez.

 

Mas, para isso, seria preciso desobedecer à Lei da Ficha Limpa, segundo a qual réu condenado em duas instâncias fica inelegível por oito anos. Sem a possibilidade de qualquer mudança na legislação pelas vias normais do Congresso, restaria algum inconcebível contorcionismo em tribunais, numa reinterpretação da lei, para restabelecer a elegibilidade de Lula. Este sim, um “golpe".Como se esperava, leis foram respeitadas, norma inegociável num país já com três décadas sob a mesma Constituição, a que restabeleceu o regime democrático e respectivos direitos e liberdades.

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‘PT tem de superar estratégia de fazer eleitor olhar para trás’, diz analista

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2018 | 03h00

 

O cientista político Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria Integrada, diz que o PT precisa voltar a ser a caixa de ressonância dos interesses da sociedade e se contrapor ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), para voltar ao protagonismo político. A seguir, principais trechos da entrevista:

Rafael Cortez
Na avaliação de Rafael Cortez, PT precisa agir para voltar ao protagonismo político. Foto: Foto: Werther Santana/Estadão

Como fica o PT após a derrota?

O partido precisa superar essa estratégia de fazer o eleitor olhar para o passado, revisitar os anos Lula como base para mobilizar esse eleitor. No fundo, todo esse esforço que o PT fez de centralizar a campanha no Lula deu ao partido, digamos, o seu patamar mínimo natural. Ele conseguiu um desempenho mais significativo, a ponto de fazer uma campanha razoavelmente acirrada contra Bolsonaro quando trouxe novos elementos, seja apoio de lideranças de outros partidos, seja de o começo de um discurso de autocrítica que não aparecia no início da campanha. Ou seja, o petismo em si mesmo já não é mais suficiente para o partido manter o patamar de protagonismo que ele teve nos últimos anos.

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A liberdade de informação

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2018 | 03h00

 

Tem havido, nos últimos anos, um grande debate sobre os efeitos políticos e sociais da difusão, por meio das redes sociais, das fake news. A discussão ganhou intensidade com a eleição do presidente Donald Trump, em novembro de 2016. No caso, as atenções estiveram voltadas para o Facebook, o que depois levaria a empresa a alterar o modo como apresenta os diferentes conteúdos na timeline de cada usuário.

No Brasil, as fake news não são propriamente uma novidade. Nas campanhas eleitorais, sempre houve a difusão de notícias falsas. Por exemplo, em várias eleições presidenciais, o PT afirmou que, caso o PSDB saísse vencedor das urnas, o candidato tucano iria acabar com o programa Bolsa Família. Nesta eleição, a questão das fake news voltou à tona, com discussões voltadas mais especificamente para o compartilhamento de notícias por meio do aplicativo WhatsApp.

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Conciliação política é a nova prioridade naciona

Num instante em que o Brasil vive um triste momento —a disputa presidencial entre o candidato ungido pelo padrinho-presidiário e uma chapa puro-sangue militar— vale à pena recordar uma das melhores passagens da história republicana: a conciliação política conduzida por Tancredo Neves. Há 33 anos, o país estava em ruínas. O governo, sem rumo. A mobilização pelas eleições diretas atolara no Congresso, abrindo um fosso entre a rua e o aparato de uma ditadura em fim de linha.

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Ciro Gomes chega a Fortaleza, mas não fala com a imprensa

O candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT) chegou nesta sexta (26) em Fortaleza depois de temporada na Europa após a eleição.

Na chegada, ele não falou com a imprensa nem fez declarações.

Segundo a direção do PDT do Ceará, ficou inviável ele falar pela quantidade de gente, estimada em 400 pessoas.

  Jarbas Oliveira  
Ciro Gomes (PDT) volta a Fortaleza depois de viagem à Europa
Ciro Gomes (PDT) volta a Fortaleza depois de viagem à Europa / folha  DE SP

Reservada, Michelle Bolsonaro controla acesso ao marido

Anna Virginia Balloussier
MICHELE
RIO DE JANEIRO

Quer chegar a Jair Bolsonaro? Vai ter que passar por ela antes. O presidenciável do PSL podia até mandar lá fora, mas era sua esposa, Michelle, quem controlava o vaivém de políticos no apartamento deles, no condomínio Vivendas da Barra. 

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, precisou ganhar a confiança dela para se aproximar —foi ele quem a levou de Juiz de Fora para o Rio, após o marido ser esfaqueado na cidade mineira.

A dias do atentado, Bolsonaro queria se preparar para uma entrevista no Jornal Nacional em casa, mas ela despachou a equipe para a casa de um dos filhos dele, Carlos, que mora no mesmo prédio. 

Os domingos eram sagrados para Michelle, que pedia ao marido: nada de agenda nesse dia. E ele obedecia. Quebraria a regra de ouro no dia 9 de setembro, para um ato na praia de Copacabana, mas sofreu o ataque dois dias antes.

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