'O PT sabe que eu e o PDT ameaçamos essa hegemonia apodrecida deles', diz Ciro
20 de março de 2019 | 19h21
O ex-ministro e candidato derrotado do PDT à Presidência, Ciro Gomes, voltou a criticar duramente o PT e disse ter se tornado alvo por ameaçar a "hegemonia apodrecida" da antiga sigla aliada. Ao Estadão/Broadcast, Ciro voltou a afirmar que enxerga no "lado bandido" do PT a origem do movimento que culminou na eleição do presidente Jair Bolsonaro e levou a sigla à atual condição de paralisia.
"Bolsonaro é produto do lado bandido do PT. E eu continuo achando que quem está mandando ali (no PT) é esse lado bandido. Eles estão completamente perdidos. Por isso, só resta agora a esse lado bandido do PT bater em mim", afirmou Ciro, ao comentar os recentes atritos com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Na troca de ataques lançados na semana passada, Gleisi chegou a ser chamada de "chefe de quadrilha" e Ciro, de "coronel oportunista". "O PT sabe que eu e o PDT ameaçamos essa hegemonia apodrecida deles."
Ciro criticou, por exemplo, a decisão dos petistas de se ausentar da cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro, mas participar da posse de Nicolás Maduro na Venezuela. "É antidemocrático", pontuou.
Ao falar sobre os planos do PDT para a articulação da oposição no Congresso, Ciro disse que seu partido tem atuado em sintonia com legendas como PCdoB e PSB. Ele ponderou que, diante de assuntos como a reforma da Previdência, é inevitável que todos os partidos que integram a oposição ao governo trabalhem em conjunto, inclusive o PT.
"Temos que ter em mente que a luta, a partir de agora, se dará em questões práticas. Temos consciência de que somos minoria. Por isso, temos que atuar em conjunto para atenuar danos", afirmou.
Bolsonaro encontra rumo nos EUA
José Nêumanne / O ESTADO DE SP
19 de março de 2019 | 19h23
Simpatia mútua e comunhão de ideias e projetos entre Bolsonaro e Trump podem começar a recompor velha aliança favorável a Brasil e EUA. Foto: Evan Vucci/AP Photo
AP Photo/Evan Vucci
Depois de uma semana tétrica em que o STF enterrou nossos sonhos ao aleijar a Lava Jato, o presidente Bolsonaro deu sinais em sua viagem aos EUA de que poderá se aproveitar da oportunidade extraordinária para o Brasil de se reencontrar com um velho parceiro e aliado após 25 anos de presidentes antiamericanos. O presidente deu entrevista coletiva informal e civilizada e, até num inesperado gesto de humildade, desculpou-se pelo erro de haver insultado emigrantes brasileiros no exterior. A simpatia mútua do brasileiro com Trump pode vir a ser útil a ambos e proveitosa para Brasil e EUA. Deus nos ajude. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
A chuva floresce um gosto de sertão

Numa terra que carece de água, chuva é bom presságio, é terra molhada, é Caatinga verde, é alegria de menino debaixo de bica. A chuva é acalanto e, para as bandas de cá, é mais: é parte do que é ser cearense. Gostar do dia branco é identitário. E hoje, nesse 19 que se celebra o padroeiro São José, é desses dias que a esperança sertaneja que se acumula no coração sangra feito açude cheio.
"A chuva é sempre benfazeja. No Ceará, é prova da existência e da misericórdia dos deuses. Eu ousaria parafrasear o samba e dizer que no Ceará, quem não gosta de chuva 'é ruim da cabeça ou doente do pé'. A chuva é a esperança de dias melhores", deságua o professor, jornalista, escritor, pesquisador e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, Gilmar de Carvalho.
Chuva deve abastecer Capital sem ajuda do Castanhão

As recentes chuvas no Estado trouxeram um fôlego no abastecimento de municípios mais próximos ao litoral. Dos 18 reservatórios cearenses monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) que, hoje, ultrapassam o volume máximo de sua capacidade, oito pertencem à Bacia Metropolitana, entre eles o Gavião, em Pacatuba.
Apesar de, em sua maioria, se tratar de açudes de pequeno porte, a avaliação da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do Estado é que as recargas são fundamentais, neste momento, para que o abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana em 2019 transcorra sem problemas, mesmo sem a colaboração do Castanhão, atualmente com 3,57% de sua capacidade.


