Bolsonaro responde a Maia: 'Não existe brincadeira de minha parte'
27 de março de 2019 | 18h57
Atualizado 27 de março de 2019 | 19h53
BRASÍLIA – Alvo de ataques nos últimos dias por parte do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu o fim da ‘brincadeira’ e que o País passe a ser levado a sério. Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Band, divulgada hoje, na qual afirma que Maia está "abalado" por questões pessoais. “Abalados estão os brasileiros que esperam desde janeiro que o Brasil comece a funcionar”, disse Maia ao ser questionado sobre as declarações do presidente.
“São 12 milhões de desempregados, capacidade de investimento diminuindo”, citou. “Está na hora de pararmos com esse tipo de brincadeira. Está na hora dele (Bolsonaro) sentar na cadeira e o parlamento aqui, e, em conjunto, resolvermos os problemas do Brasil”, declarou.
'Se Battisti tivesse dado essa declaração naquela época, daríamos a extradição', diz Tarso sobre confissão do italiano
Autor do parecer que recomendou, em 2010, a concessão do refúgio político a Cesare Battisti, o ex-ministro da Justiça e ex-governador gaúcho Tarso Genro afirmou nesta terça-feira (26) ao G1 que o governo Luiz Inácio Lula da Silva teria extraditado o italiano se, à época, ele tivesse admitido que cometeu os crimes pelos quais foi condenado à prisão perpétua na Itália.
Para Tarso Genro, a confissão de Battisti – ainda que o italiano tenha admitido os crimes apenas para tentar negociar uma redução da pena – legitimou a extradição de Battisti à Itália, determinada em dezembro pelo ex-presidente Michel Temer.
Eleição na Fiec – Ricardo Cavalcante fará dobradinha com Carlos Prado

Ricardo e Carlos Prado.
O empresário Ricardo Cavalcante, até agora candidato único a presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), já escolheu seu vice: Carlos Prado, que coordena o Nordeste Forte, movimento que congrega todas as federações da indústria da região.
Ricardo, que é diretor administrativo da Fiec, vem costurando apoios desde o final do ano passado. Ele tem a simpatia do atual presidente da entidade, Beto Studart.
A eleição para escolha da nova diretoria da federação já tem, inclusive, a data definida: 16 de abril. com Heliomar
A janela pode se fechar
Quem sabe o susto imenso da última semana não ajude a evitar o desastre?
A expectativa de que o país conseguiria encaminhar uma agenda de reformas para interromper a degradação das contas públicas e evitar a volta da recessão foi solapada por uma proposta inoportuna e conflitos disfuncionais.
Em meio às negociações sobre a reforma da Previdência, o governo enviou ao Congresso uma proposta para as carreiras dos militares que procura corrigir distorções acumuladas por mais de uma década.
Difícil imaginar momento mais inadequado. Afinal, a Câmara começava a discussão sobre a nova Previdência, que reduz benefícios de servidores públicos e aumenta o tempo de contribuição dos trabalhadores formais do setor privado.
‘Presidente não demonstra capacidade de articulação’
24 de março de 2019 | 05h44
Passados quase três meses desde sua posse, o presidente Jair Bolsonaro não mostra forças para fazer uma “aglutinação” no Congresso, agravando a tensão entre Executivo e Legislativo, avalia o cientista político Sérgio Abranches. “Existe uma percepção de que coalizão é igual corrupção. Não é. O que está posto agora é ver como formar uma nova coalizão. Isso implica um projeto de governo bem articulado, um presidente que assuma a liderança disso e que queira formar maioria em torno de ideias que unam e não desunam.” Autor do termo “presidencialismo de coalizão” nos anos 1980, Abranches afirma que “não faz sentido” o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ser articulador político de qualquer agenda do governo. “Quem tem de fazer articulação é o presidente e suas lideranças, e elas não estão dando demonstração de ter capacidade para essa articulação.”
'Não tem governo'
24 de março de 2019 | 05h01
Mais uma semana infernal no Congresso, no Executivo, no Judiciário, no mercado e, muito especialmente, no twitter. Começou e terminou com o presidente Jair Bolsonaro ajustando as posições brasileiras às de Donald Trump, enquanto o Brasil pegava fogo. Mais um ex-presidente preso, o presidente da Câmara em pé de guerra e os filhos do presidente desgovernados nas redes sociais.
A maior vítima é a reforma da Previdência, que sofreu vários solavancos: críticas no Congresso à proposta dos militares, considerada mais branda do que para outras categorias; parlamentares do PSL comemorando a prisão de Michel Temer, maior nome do MDB; a queda de 15 pontos na popularidade de Bolsonaro no Ibope; a desarticulação do governo com sua base.
Nada, porém, foi tão nocivo às chances da reforma da Previdência quanto os ataques de bolsonaristas e até do governo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é, nada mais, nada menos, a peça principal para a aprovação da proposta no Congresso.



