Projeto inédito realiza estudo comportamental da ave Asa Branca

Está em andamento no Instituto Federal de Educação (IFCE), campus Cajazeiras, em Iguatu, o projeto Asa Branca, que tem por objetivo estudar a ave ícone da resistência do nordestino à seca. O estudo é inédito. Em um viveiro, sob autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 20 aves (11 machos e nove fêmeas) são estudadas nos parâmetros hematológicos, bioquímicos e hormonais.
O desafio de realizar a pesquisa é do professor do IFCE, médico veterinário Marcone Sampaio de Oliveira. "Fui motivado por um desafio para uma tese de mestrado na Universidade Estadual do Ceará (Uece)", contou. Outro estímulo ao pesquisador veio do aspecto cultural: a música 'Asa Branca' é de autoria do compositor iguatuense Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga. Segundo observações de Marcone Sampaio, a ave vem sofrendo influências das ações antrópicas com consequências até agora desconhecidas, uma evidência de mudança comportamental do animal que se dá pela presença cada vez maior dessa espécie em áreas urbanas devido à perda constante da cobertura de áreas vegetais, no sertão.
Empresas levam até o dobro do tempo para entregar mercadorias

O atraso na conclusão das obras do Anel Viário, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), tem gerado transtornos e prejuízos para as indústrias locais. Insatisfeitos, os empresários se reuniram para debater soluções e ações para amenizar a questão. Segundo eles, a demora nas entregas de mercadoria e o embarque para os portos do Pecém e Mucuripe acarretam elevação do frete, além do atraso dos funcionários na chegada às fábricas, causando horas extras. Na Copral, transportadora de contêineres, o tempo de deslocamento é o dobro do normal entre os portos e o Distrito Industrial, em Maracanaú.
"A gente coleta contêineres tanto para os portos quanto para as empresas do Distrito Industrial. Com os atrasos, a gente perde produtividade. Não conseguimos fazer nem duas entregas por dia, sendo que o ideal é que fossem pelo menos duas coletas ou entregas ao dia porque a gente não consegue atravessar o Anel Viário. Financeiramente, é o dobro do preço do frete. Com o dobro do tempo para o transporte, a gente leva o dia inteiro para fazer apenas uma entrega", explica a diretora da empresa, Rosanne Boris.
Lula era agente duplo servindo à polícia e às montadoras, diz Tuma
José Nêumanne / O ESTADO DE SP
22 de março de 2019 | 19h29
Tuma aposta que mandantes do assassinato de Celso Daniel não foram descobertos por absoluto desinteresse do Estado e da União: Foto: Acervo pessoal
“Lula era o tipo de agente duplo, ou seja, passava informações privilegiadas ao meu pai sobre movimentações dos sindicalistas e fazia o jogo das montadoras de veículos para conseguir atender às reivindicações tanto dos empresários quanto dos trabalhadores”, disse o policial Romeu Tuma Jr. nesta edição semanal da série Nêumanne Entrevista neste blog. Autor do best-seller Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado (Topbooks), ele também falou a respeito da investigação sobre a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, quando este coordenava o programa de governo do ex-líder sindical em sua primeira campanha vitoriosa para a Presidência da República. “Condenaram alguns indivíduos como executores, mas, pessoalmente, tenho a convicção de que o Dionísio Severo seria um deles e não foi apontado no processo que se encerrou, fruto da investigação feita pela outra equipe (…). Quanto aos mandantes, não se puniu ninguém e creio que, com a morte do Sérgio Sombra, a última esperança reside numa eventual delação premiada dos empresários de Santo André presos e condenados por participação no esquema de propina comprovado. Ficou muito claro para mim que não interessava aos governos federal e estadual da época investigar mais nada”, revelou.
Tuma escoltou Lula à saída do DOPS, quando este foi solto, com Marisa. A foto constava de um livro que o policial ganhou de presente de Tarso Genro. Foto: Acervo pessoal
Paulistano, casado, pai de quatro filhas e avô de uma neta, Romeu Tuma Jr. é advogado e sócio fundador do Escritório Romeu Tuma Sociedade de Advogados. Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Faculdades Integradas Guarulhos (FIG) (1978 a 1982), diplomou-se no Curso Superior de Polícia pela Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo (2000). É especialista em segurança pública e polícia judiciária, tem experiência em projetos de segurança com cidadania, integrando atuação policial, equipamentos sociais, ações de cidadania e direitos humanos. Habilitado em Processo Legislativo e Direito Eleitoral, atuou como Autoridade Central Brasileira em inúmeros acordos de cooperação jurídica internacional em matéria penal, civil, extradição e em questões migratórias, especialmente acordos multilaterais no âmbito do Mercosul. É delegado de polícia da classe especial da Polícia Civil do Estado de São Paulo e foi secretário nacional de Justiça, do Ministério da Justiça. É delegado de polícia comissionado na Polícia Federal e foi o primeiro chefe da Interpol em São Paulo. Na política, exerceu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (2003 a 2007), na qual presidiu as Comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor, além de ter sido eleito corregedor parlamentar e vice-presidente da Comissão de Administração Pública. Já publicou seis livros, entre os quais se destacam Assassinato de Reputações – Muito Além da Lava Jato (2016), Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado (2013) e Máfia dos Fiscais, Reflexões Sobre o Crime Organizado (2000).
Mais de 4 mil pessoas inscritas na XXII Marcha; GO, Estado mais próximo, aumenta participação
Mais de 4 mil pessoas inscritas na XXII Marcha; GO, Estado mais próximo, aumenta participação
O número de inscrições para a XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que será de 8 a 11 de abril, atingiu um novo patamar. Ao chegar aos mais de 4 mil participantes, aumentam as expectativas do movimento para um público recorde. Nas últimas edições, mais de 7 mil pessoas passaram pelo Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) espera que, entre os presentes, pelo menos 3 mil sejam prefeitos.
A 19 dias do evento, realizado anualmente na capital federal, lideranças municipalistas têm reforçado o convite nos Estados. Na primeira reunião de 2019 do Conselho Político da Confederação, composto pelos representantes das 27 entidades estaduais, os presidentes acordaram em mobilizar os gestores e acompanhar os números de inscrições. O objetivo é reunir, em Brasília, a maior representatividade da administração local para demonstrar a união e a força do movimento.
Esta edição irá coincidir com os 100 dias de gestão do governo do presidente Jair Bolsonaro e a possibilidade de apresentar e defender os pleitos municipais tem feito gestores das cinco regiões do Brasil confirmarem a participação. Por ser o Estado mais próximo de Brasília, Goiás pode ter uma das maiores comitivas. Nesta semana, o número de prefeitos inscritos já ultrapassou o de participantes do ano passado.
Há, até o momento, 86 pessoas de GO confirmadas na Marcha, sendo 62 chefes do Executivo municipal. Em 2018, vieram à capital apenas 58 prefeitos dos 246. Reconhecendo o papel do Estado, a facilidade de deslocamento e as contribuições que os gestores goianos têm a fazer, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, reforçou o convite. No vídeo, ele fala dos temas a serem abordados no encontro com o governo federal e o Legislativo, como o pacto federativo.
Pelo potencial de representatividade em nível nacional – Goiás é o sétimo Estado do país com maior número de entes municipais e líder no Centro-Oeste -, o presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM) e prefeito de Campos Verdes (GO), Haroldo Naves também convoca os gestores.
Por: Amanda Maia
Tasso Jereissati apregoa: “Acorda, Nordeste!

Com o título “Acorda, Nordeste!”, eis artigo do senador Tasso Jereissati (PSDB). “O liberalismo econômico e a abertura da economia, com foco nos mais necessitados, igualdade de oportunidades e disciplina fiscal são compatíveis com uma política regional moderna para a construção de uma nova agenda para o Nordeste”, defende o tucano. Confira:
O IBGE divulgou recentemente a renda per capita das famílias brasileiras. O cenário continua o mesmo há décadas: a renda das famílias nordestinas é um terço menor que a do Brasil e apenas metade daquelas dos estados mais ricos. Até quando isso vai permanecer? O Nordeste precisa mudar. Para isso temos que ousar e fazer diferente. Precisamos de uma política regional antenada com o século XXI e não de uma mera classificação de cidades e regiões pelas suas dinâmicas de renda, como é o caso da atual PNDR. Política regional se faz com estratégia, instrumentos e instituições.
O liberalismo econômico e a abertura da economia, com foco nos mais necessitados, igualdade de oportunidades e disciplina fiscal são compatíveis com uma política regional moderna para a construção de uma nova agenda para o Nordeste.
Vamos abrir a economia e permitir que a Região explore seu potencial logístico e exportador. Vamos dar igualdade de oportunidades aos nordestinos fortalecendo as infraestruturas física, humana e institucional. É preciso focar nos pobres e apoiá-los com empreendedorismo e não condená-los ao assistencialismo.
Beto Studart – “A experiência de presidir a Fiec”

Com o título “A experiência de presidir a Fiec”, eis artigo de Beto Studart, presidente da Federação das Indústrias do Ceará, que deixa o comando da entidade em abril próximo. Confira:
A Fiec promoveu, ontem, a tradicional Festa da Indústria, homenageando Elisa Gradvohl Bezerra, Edson Queiroz Neto e Élcio Batista, com a entrega da Medalha do Mérito Industrial. A solenidade mais importante da indústria cearense marca o congraçamento com os parceiros com os quais interagimos no dia a dia.
A mim, particularmente, a noite foi revestida de cunho especial, pois tratou-se da minha última Festa da Indústria como presidente da Fiec, já que meu mandato finda este ano. Desde o início, afirmei que assumi a Federação como forma de retribuir o que a vida me deu como empresário. Foi obrigação a que me destinei, qual seja, a de doar parte do tempo às causas às quais acredito.
Sabia que esse tempo era finito e tinha a convicção de que o mesmo me bastava à frente dos destinos da Fiec. Caminho agora para o fechamento de um ciclo em minha vida, ciente de que fiz a escolha acertada. Para além dos números, que nos credencia como Federação a ser uma das mais respeitadas do País, o resultado da minha experiência na Fiec está muito acima das expectativas iniciais.

