Presidente do Postalis pode responder por prejuízo de R$ 50 milhões
Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
O presidente do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, Antônio Carlos Conquista, está na mira da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão do governo federal responsável por fiscalizar os fundos de pensão. Filiado ao PT, Conquista pode ser responsabilizado por prejuízos de 50 milhões de reais.
Um auto de infração em análise no órgão pede a responsabilização de Conquista por parte do prejuízo de 5,6 bilhões de reais do Postalis. É a primeira vez que o atual dirigente, que já tem os bens bloqueados pela Justiça, é autuado por infrações relacionadas ao fundo dos Correios. O auto foi obtido com exclusividade pelo site de VEJA e ainda está sob análise da Diretoria Colegiada. Se aprovado, caberá recurso por parte dos dirigentes do órgão.
A ação diz respeito à aquisição de letras financeiras emitidas pelo banco BVA S/A no total de 50,9 milhões de reais. Esses títulos foram adquiridos pelo Postalis por meio de um fundo gerido pelo banco BNY Mellon, que tem sede em Nova York e é responsável por administrar e fiscalizar todos os fundos dos quais o Postalis é cotista.
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Os títulos foram adquiridos do fundo Serengeti, o maior déficit nos investimentos do Postalis. De acordo com auditoria feita pelos Correios, o Serengeti apresentou rentabilidade negativa de 6,36% em agosto do ano passado. “Apesar de os gestores dos fundos que compõem o Fundo Serengeti não terem cumprido suas metas, houve o aporte de novos recursos, quando era de se esperar que, de acordo com as regras pertinentes, os valores sob a gestão deles fossem resgatados”, informa a auditoria.
ACMP lança campanha “Eu me importo”

A Associação Cearense do Ministério Público (ACMP) lançou a campanha “Eu me importo” de aproximação com a população, na qual as peças de comunicação desenvolvidas discorrem sobre problemas sociais que afligem diariamente a sociedade. O conteúdo aborda temas como a corrupção, pessoas em situação de vulnerabilidade social e a falta de cuidados com grupos ainda vistos como minoritários, como idosos e crianças. Ao refletir sobre a gravidade desses problemas, a campanha mostrará, ao longo dos meses de novembro e dezembro, como se desenvolve o trabalho dos promotores e procuradores de Justiça na busca pela solução de tais mazelas.
De acordo com o promotor de Justiça e presidente da ACMP, Lucas Felipe Azevedo de Brito, além de ampliar o acesso da comunidade ao Ministério Público, a campanha também reforçará a importância de mantermos um MP forte e atuante. As peças de propaganda institucional, desenvolvidas pela agência Caramelo Comunicação, tiveram início nas redes sociais e serão divulgadas através de outras plataformas, como os veículos de comunicação de massa (via assessoria de imprensa), outdoors e adesivos de engajamento. Há, ainda, a pretensão de levar o mote “Eu me importo” para as ruas, em ações sociais. Fonte: Assessoria de Imprensa
TRE-SP cassa mandato de Netinho de Paula por infidelidade partidária
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) decretou nesta terça-feira (17) a perda do mandato do vereador Netinho de Paula (PDT), por infidelidade partidária. A corte entendeu que o político não sofreu grave discriminação pessoal ou política ao deixar o PCdoB, partido pelo qual foi eleito em 2012. Da decisão, que deve ser publicada em cerca de 10 dias, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Os juízes determinaram expedição de ofício à Câmara Municipal para empossar o suplente no prazo de 10 dias da publicação no Diário da Justiça. A votação foi unânime.
Por meio de sua assessoria, o vereador Netinho de Paula (PDT) informou que mantém suas atividades parlamentares normais na Câmara Municipal de São Paulo e "aguardará a publicação da decisão do TRE de São Paulo para interposição dos recursos cabíveis, uma vez que sua saída do PCdoB se deu de forma absolutamente justificada". Ele também declarou que reitera sua confiança da Justiça Eleitoral.
Quem toma café tem menos risco de morrer de doença cardíaca, diz estudo

Pessoas que relatam beber entre três e cinco xícaras de café ao dia têm menor propensão a morrer prematuramente de doenças cardíacas, suicídio, diabetes ou mal de Parkinson - é o que revela uma pesquisa norte-americana nesta segunda-feira (16).
Tanto o café comum quanto o descafeinado aparecem como benéficos, disseram os pesquisadores da Chan School de Saúde Pública da Universidade de Harvard em estudo publicado na revista especializada "Circulation". O estudo comparou as pessoas que não bebem café, ou beberam menos de duas xícaras por dia, com aquelas que relataram valores "moderados" de consumo de café, ou até cinco xícaras diárias. O estudo não prova relação de causa e efeito entre o café e a probabilidade reduzida de certas doenças, mas descobriu uma aparente ligação que se alinha com a pesquisa anterior, e que os cientistas disseram que ainda investigarão mais.
"Componentes bioativos presentes no café reduzem a resistência à insulina e a inflamação sistemática", disse a principal autora do estudo, Ming Ding, doutoranda do departamento de Nutrição.
"Isso poderia explicar alguns dos nossos resultados. No entanto, mais estudos são necessários para investigar os mecanismos biológicos que produzem esses efeitos".
Paes cria novo lema: ‘Espanca mulher, mas faz!’
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, lançou o supersecretário municipal Pedro Paulo como candidato à sua sucessão, em 2016. Descobriu-se que o preferido de Paes espancara a ex-mulher. O agressor alegou que fora “um episódio único”. Era lorota. Registro policial atestou que havia um segundo espancamento.
Pilhado na mentira, o candidato de Paes tratou o próprio crime como algo corriqueiro: “Quem não tem uma briga dentro de casa? Quem não tem um descontrole? Quem não exagera numa discussão? …Quem às vezes não perde o seu controle?” Hummmm…
Perguntou-se a Eduardo Paes se o fato de seu secretário ter agredido a ex-mulher poderia inviabilizar a candidatura. E o prefeito: “De forma nenhuma. […] Estamos falando de algo da vida pessoal e familiar do secretário Pedro Paulo. Não estamos falando algo da dimensão pública dele. Na dimensão pública, ele é o quadro mais preparado para assumir essa função. Estou falando de alguém que, nesses sete anos de mandato, foi o ‘primeiro-ministro’ do governo, gerenciando todas as nossas intervenções, num governo que faz muito e de que a gente se orgulha.
PMDB guerreia consigo mesmo em Congresso
A distância entre o discurso ameaçador do PMDB e sua prática fisiológica impõe ao Congresso que o partido realiza nesta terça-feira em Brasília uma certa ponderabilidade cômica. Um pedaço do PMDB quer declarar guerra ao governo Dilma. Outra ala deseja continuar abrigada nos ministérios. A fricção entre esses grupos faz com que o partido se comporte como o sujeito que diz que vai quebrar a cara do outro, mas leva tanto tempo para levantar da cadeira que compromete a seriedade da cena.
Claro que haverá no encontro do PMDB discursos de gente que defende o rompimento com o governo. Mas também haverá pronunciamentos para lembrar que a reunião não é deliberativa e que a maioria não admite discutir o desembarque antes da convenção partidária marcada para março de 2016. Em tempos de comunicação instantânea, a notícia de que o paquidérmico PMDB levará quatro meses para decidir se deve —talvez, quem sabe…— brigar com Dilma deixa todo mundo meio nostálgico. Ah, o tempo pré-internet, em que as coisas demoravam meses para acontecer.
Nesses quatro meses certamente Lula convencerá Dilma a dar mais dois ou três ministérios ao PMDB e o partido poderá encerrar sua convenção de março sem disparar nenhum tiro. Em quatro meses, o governo oferecerá um pacote de verbas que fará o PMDB recuperar o senso de ridículo. Se é que um dia teve. Não se pode confiar muito na firmeza de um partido que é a favor de tudo e visceralmente contra qualquer outra coisa.

