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A rejeição aos políticos vence em São Paulo

A surpreendente eleição de João Doria Júnior, do PSDB, a prefeito de São Paulo no primeiro turno, neste domingo (2), não reflete apenas a decadência do PT como força política após as descobertas da Operação Lava Jato e o fracasso de Dilma Rousseff na Presidência. No raciocínio dos políticos tradicionais, do universo paulistano, o resultado concretiza a dualidade de que, sem o PT, o PSDB reina. Essa é uma explicação óbvia, instintiva até, mas reducionista para o momento. Doria venceu uma disputa sui generis, com o PT destruído, num contexto em que as campanhas tiveram pouquíssimo dinheiro e no qual havia um vácuo de grandes lideranças na disputa. Mais do que tudo isso, a vitória de Doria é uma manifestação de repúdio à política profissional.

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PT apodrece na corrupção e é varrido do mapa político - ISTOÉ

Partido sofre a pior derrota eleitoral de sua história, perde 50 milhões de votos e vê a narrativa do golpe ser rejeitada pela população. Tenta juntar os cacos para sobreviver, mas se depara com um horizonte sombrio: virou uma sigla nanica, repudiada por seus crimes em larga escala

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Como se iluminada por algum dom divino capaz de decifrar os corações e as mentes dos brasileiros, a narrativa petista produziu algumas certezas nos últimos tempos. A mais marcante delas: a de que a periferia das grandes capitais e os grotões do Brasil, ainda inebriados pelos anos de inclusão social e crédito fácil, haviam fechado os olhos à corrupção institucionalizada pelo PT e estavam ao lado do partido para o que desse e viesse. Por isso, o tilintar das panelas durante os panelaços de abril, segundo essa mesma tese, só ecoavam das varandas gourmets e as manifestações que inundaram ruas e avenidas do País só poderiam estar apinhadas de bem-nascidos e de defensores da meritocracia – “mas que receberam tudo na vida de mãos beijadas”, claro.

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Em eleição, também não se faz omelete sem quebrar os ovos

No primeiro turno, dia 2 de outubro de 2016, a abstenção em Fortaleza foi de 288.362 (17,04%) eleitores, enquanto que 82.342 votaram nulo e 35.443, em branco. A soma dos votos não considerados válidos e das abstenções é de 406.147, o que representa 24% do total do eleitorado da capital cearense, de 1.692.657, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral. Para se ter uma ideia da dimensão, isso supera o números de votos do segundo colocado na disputa pelo pleito da prefeitura.

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“A população rechaçou o discurso do golpe” - ISTOÉ

Para o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, a derrota do PT, “dizimado” em regiões importantes do País, demonstrou que o partido não possui mais um discurso construtivo que encante o eleitor. Em sua avaliação, a população rejeitou as teses petistas. Para o tucano, o triunfo nas urnas na eleição municipal fortelece o PSDB para 2018 e sugere que a sigla pode vir a se aliar daqui a dois anos a outros vencedores da eleição, como o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM).

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Desmonte em Pedra Branca tem até sumiço de caixa d'água

O dia seguinte às eleições não amanheceu da mesma forma em Pedra Branca, município do interior do Estado. Isso porque alguns serviços públicos teriam sido cortados pelo prefeito Pedro Paraibano (PMDB) após ele não conseguir se reeleger no último domingo, 2. Segundo denúncias recebidas pelo O POVO, até as caixas d’água que faziam abastecimento nos bairros teriam sido retiradas.

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