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Vacina Covid-19: Fiocruz entregará 1 milhão de doses nesta semana

RIO — A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta segunda-feira que entregará nesta semana as primeiras vacinas produzidas pela instituição. Serão 1 milhão e 80 mil doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Fiocruz disponibilizará 500 mil doses na próxima quarta-feira e outras 580 mil até a sexta-feira. Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada, a instituição passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país.

Fortaleza e cidades do interior registram chuvas no início desta segunda-feira (15)

chuva NO CE

Fortaleza amanheceu sob chuva e tempo nublado nesta segunda-feira (15). Já no início da manhã, foram registradas precipitações nos bairros Amadeu Furtado, Barra do Ceará, João XXIII e Messejana. Não há relatos de alagamentos. 

Até as 10h10, 55 municípios tiveram chuvas, conforme balanço parcial da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). 

previsão do tempo havia adiantado que a Região do Cariri, o Litoral de Fortaleza e o Maciço de Baturité apresentavam condições para iniciar a segunda-feira com "precipitações pontuais".

Ao longo do dia, o céu deverá variar entre claro e parcialmente nublado. Já entre a tarde e a noite, o Noroeste do Estado (Litoral Norte e a Ibiapaba) e o Sertão Central e Inhamuns apresentarão os principais registros. 

Veja as 10 maiores chuvas das últimas 24h

  • Madalena (Posto: Madalena) : 58.0 mm
  • Crateús (Posto: Aeroporto (Crateús) : 57.0 mm
  • Crato (Posto: Lameiro) : 50.0 mm
  • Crateús (Posto: Crateús) : 50.0 mm
  • Ipu (Posto: Marruas Dos Paiva) : 47.0 mm
  • Choró (Posto: Choro) : 42.0 mm
  • Milagres (Posto: Sitio Saco) : 42.0 mm
  • Meruoca (Posto: Meruoca) : 39.0 mm
  • Solonópole (Posto: Solonópole) : 39.0 mm
  • Ipueiras (Posto: América) : 36.0 mm

Chuvas no fim de semana

No fim de semana, a região do Cariri recebeu uma grande concentração de chuvas. Na cidade de Milagres, as precipitações causaram alagamentos em ruas e casas e da cidade. Após chuvas intensas durante a madrugada de domingo (14), a CE-293, ficou com rachaduras e teve trecho alagado. Em uma estrada que leva à localidade do Sítio Coqueiro, uma cratera se formou após as precipitações. diarionordeste

O crime compensa!

Denis Lerrer Rosenfield, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 03h00

Perplexidade talvez seja o melhor termo para caracterizar a decisão do ministro do STF Edson Fachin de cancelar, por questões processuais, a condenação do ex-presidente Lula. Perplexidade ainda mais acentuada pelo segundo momento desse teatro do absurdo, quando a segunda turma põe em votação a imparcialidade ou não do ex-juiz Sergio Moro. Os papéis abruptamente se invertem, o decido torna-se inválido, o mocinho torna-se bandido. A continuar nessa toada, o ex-juiz será considerado ficha-suja, enquanto o responsável pela corrupção posará de vítima. Onde estão agora o “sujo”, o “lixo”, a “corrupção”, o desvio de recursos públicos, a compra de parlamentares? Vai tudo para debaixo do tapete?

Qual é a percepção do brasileiro, aquele que não compreende as firulas jurídicas? A resposta mais imediata, sem dúvida, é a de que o Judiciário condenou injustamente o ex-presidente da República. Pobre coitado, foi preso arbitrariamente, numa tramoia urdida por juízes e promotores. Evidentemente, não sabe a diferença entre anulação do “juiz natural” e anulação de “provas”. Politicamente é a mesma coisa!

Aliás, mesmo se compreendesse, ficaria confuso, porque é incompreensível que um ministro do Supremo, sete anos depois do começo da Lava Jato, decida de súbito considerar que a vara correspondente de Curitiba não era o lugar adequado de julgamento. E isso depois de ter ele mesmo, várias vezes, considerado que era tal. De repente, a “jurisprudência” começa a valer. Talvez um estagiário de Direito precisasse de 15 dias para chegar a essa conclusão.

Mais uma vez, conforme a já longa história jurídica e política brasileira, a impunidade é consagrada! Não se fala mais dos bilhões desviados da Petrobrás, da corrupção, dos recursos recuperados, mas do réu “inocentado”. A conclusão parece evidente: o crime compensa! E o “inocentado” pode ainda levar como recompensa a Presidência da República!

A elite brasileira, cansa-se de repetir, sempre escapa da condenação. O PT sempre lutou, ou aparentava lutar, contra essa forma social de impunidade. Ora, seu líder máximo, assim como seus dirigentes deveriam estar nela enquadrados. Para se livrar de condenações e da cadeia basta ter dinheiro, bons advogados e perseverança. O crime? Ora, o crime... Isso não importa! O que, sim, conta é apagá-lo, de preferência por questões processuais, que invalidem provas abundantes. A aposta dos advogados é simples – e historicamente bem-sucedida: um dia encontrarão um ministro que lhes dará razão, e o fará, de preferência, com uma linguagem jurídica pomposa e gótica para disfarçar o feito.

Um pobre, uma pessoa de poucas posses, jamais poderá arcar com esses custos e será abandonado à própria sorte. Pessoas assim serão condenadas e provavelmente presas. Os ricos e as elites políticas e partidárias sairão sorrindo, assobiando e declarando que foram injustiçados durante todos estes anos. Os advogados de Lula, entre ações, sentenças e recursos, devem ter tomado uma centena de iniciativas, se não mais, entupindo o Judiciário com suas medidas. É como se a instituição cuja função consiste na garantia e aplicação da lei devesse submeter-se a seus interesses e desígnios. Curioso um líder e um partido dito dos “trabalhadores” se terem colocado nessa posição.

O Supremo mostrou-se pequeno! Se seu prestígio já não era grande, sai agora diminuto. Expõe suas fraturas, suas contradições e sua lerdeza, apresentando-se como impróprio para cumprir sua função constitucional. O Poder que deveria ser o do equilíbrio, da moderação e da ponderação torna-se fonte de insegurança jurídica. Nem o passado lhe resiste. Sua hermenêutica é a da arbitrariedade.

A decisão do ministro Fachin desautoriza não apenas a si mesmo, o que já seria bastante grave do ponto de vista lógico e político, mas todas as instâncias do Judiciário que já haviam julgado o ex-presidente. Sete anos de trabalho foram simplesmente relegados por uma mera decisão monocrática, como se juízes e desembargadores nada valessem. Tribunais como o TRF-4 foram sumariamente desprestigiados. Ora, o trabalho desse tribunal foi primoroso, imparcial e independente, tendo várias vezes julgado improcedente a questão colocada pelos advogados de Lula a respeito do “juiz natural”. Subitamente, tudo é explodido! Será que são tidos por pessoas despreparadas? Assim o dá a entender a posição do Supremo, que se volta contra a sua própria instituição.

E o pior de tudo é que não pararemos por aí. A decisão relativa a Lula terá certamente efeito cascata, podendo alcançar outras pessoas condenadas na Lava Jato que se encontrem na mesma situação “natural. Os diferentes advogados já estão afiando suas facas, procurando incluir-se no caso em questão. Aproveitarão da nova “jurisprudência”, que seria uma “reafirmação” da anterior. Imaginem uma situação esdrúxula, porém possível neste cenário de valores invertidos: um delator, tendo sua delação anulada por um vício processual ou pela suspeição do juiz, poderá pedir o ressarcimento dos valores pagos! É isso a Justiça?


PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFGRS. E-MAIL: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Covid-19: país tem 11,4 milhões de casos acumulados e 278,2 mil mortes

medicoas e os exames do pulmão

O balanço divulgado neste domingo (14) pelo Ministério da Saúde registra 43.812 novos diagnósticos de covid-19, em 24 horas. Esse dado eleva para 11.483.370 o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia no país. Ontem (13), o painel de estatísticas marcava 11.439.558 casos acumulados.

As mortes pelo novo coronavírus ao longo da pandemia aproximam-se da marca de 280 mil. Em 24 horas, as autoridades de saúde notificaram 1.127 novos óbitos, totalizando 278.229. Nesse sábado, o painel de informações marcava 277.102 mortes acumuladas.

O balanço apontou também 1.141.333 pacientes em acompanhamento e 10.063.808 recuperados da doença.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes são os seguintes: São Paulo (64.123), Rio de Janeiro (34.329), Minas Gerais (20.650), Rio Grande do Sul (14.957) e Paraná (13.585).

As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.122), Amapá (1.181), Roraima (1.232), Tocantins (1.680) e Sergipe (3.123)

plantão coronavirus no país

Manifestação em Copacabana pede o fim das medidas restritivas contra a Covid-19

manisfestação em copacabana em 14 de março

RIO — Um grupo de manifestantes realizou um protesto na tarde deste domingo em Copacabana pedindo o fim das medidas restritivas impostas no Rio. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que grande parte das pessoas estava aglomeradas e sem utilizar máscaras.

Segundo a prefeitura do Rio, a multa para quem não usar o item de proteção é de R$ 566,42. Procurada, a prefeitura ainda não respondeu se multou alguém que participava do protesto e que não usava máscara.

A Polícia Militar informou que equipes acompanharam a manifestação, mas não houve ocorrências.

Medidas mais rígidas

Após reunião com empresários e prefeitos na manhã desta sexta-feira, o governador Claudio Castro anunciou novas medidas contra a Covid-19 no estado. O governo, por meio da Secretaria estadual de Saúde, vai decretar restrição de atividades econômicas e circulação de pessoas durante uma semana. Entre as medidas estão proibição de permanência nas vias entre 23h e 5h; fechamento de bares e restaurantes às 23h; comércio de rua funcionando de 8h30 às 17h30 e limitação de público em diversos estabelecimentos. As novas regras serão publicadas em edição extra do Diário Oficial nesta tarde e começam a valer a partir de sábado, com duração de uma semana. Castro afirmou, ainda, que vai decidir na semana que vem, em conjunto com os municípios, sobre a possível suspensão das aulas presenciais no Rio, que chegou a ser anunciada pelo secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt.   O prefeito Eduardo Paes também anunciou na semana passada a mudança nas restrições na cidade. Bares e restaurantes estiveram o horário de funcionamento estendido até às 21h e foi implementando um escalonamento de horários entre setores da economia para tentar diminuir as aglomerações nos transportes públicos. o globo

Movimentos pró Bolsonaro realizam carreatas contra lockdown, STF e governadores

Eduardo Rodrigues e Dida Sampaio, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2021 | 12h12
Atualizado 14 de março de 2021 | 14h09

BRASÍLIA - Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizaram atos públicos para cobrar governadores que têm determinado medidas mais duras de isolamento social em meio ao recrudescimento da pandemia de covid-19 e criticar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram feitas carreatas em algumas das principais cidades brasileiras, como São Paulo, Brasília, Salvador, Porto Alegre e Belém.

Centenas de apoiadores do presidente se reuniram em Brasília, em frente à Esplanada dos Ministérios. Desde a semana passada, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, impôs um lockdown na capital federal, na tentativa de reduzir o crescimento do volume de contágios e óbitos por covid-19. A carreata bolsonarista se concentrou no Museu Nacional às 10h e partiu em direção ao Congresso Nacional.

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Os manifestantes também repetem críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um cartaz, pediam "intervenção militar", o que é inconstitucional.

Carreata Brasilia Protesto lockdown
Manifestante mostra cartaz pedindo intervenção militar durante ato em Brasília. Foto: Dida Sampaio/ Estadão

A Polícia Militar do DF impediu que um carro de som estacionasse em frente ao Parlamento, para evitar aglomerações. Embora algumas poucas pessoas estivessem sem máscaras, os organizadores do movimento por diversas vezes orientaram os manifestantes a usarem o equipamento de proteção.

Recém-empossada como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) compartilhou em suas redes sociais um vídeo da carreata feito por terceiros.

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