Recessão fez quase 100 mil lojas fecharem as portas no ano passado
Quase 100 mil lojas foram fechadas no ano passado em decorrência da queda nas vendas. A informação consta em levantamento produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que caracterizou o cenário de recessão do setor como o pior dos últimos 15 anos. Além do fechamento líquido de 95,4 mil lojas, o estudo da entidade também revelou uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais com ao menos um funcionário. As grandes lojas de varejo não estão em situação melhor. Elas registraram redução de 14,8% no volume de estabelecimentos em 2015. O levantamento da CNC se embasa em dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Sem excessões, todos os segmentos do comércio registraram decréscimo no número de lojas, mas os ramos mais afetados foram aqueles que dependem de condições de crédito, como os de materiais de construção (-18,3%), informática e comunicação (-16,6%) e móveis e eletrodomésticos (-15%). Hipermercados, supermercados e mercearias apresentaram a maior redução no número de lojas, em termos absolutos. Foram 25,6 mil estabelecimentos fechados no ano passado. De acordo com a CNC, o setor possui um a cada três pontos comerciais país. Quanto aos Estados, Espírito Santo foi, proporcionalmente, o mais atingido pela recessão (-18,5%), seguido por Amapá (-16,6%) e Rio Grande do Sul (-16,4).
Agência CNM com informações da Agência Estado
>
Técnica revolucionária faz sucesso na recuperação de áreas degradadas
Uma técnica considerada revolucionária tem sido cada vez mais usada na recuperação de pastos e áreas degradadas: o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.
Uma fazenda em Ipameri, no sudeste de Goiás, é referência da Embrapa no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta. Trabalhando num esquema que favorece o meio-ambiente, a propriedade produz soja, milho, boi e eucalipto com uma situação de custos bastante favorável. Há nove atrás, porém, o local só tinha áreas degradadas e trabalhava no vermelho. Hoje, a área é o cenário ideal para buscar a palavra de ordem do agrônomo João K, que quer as fazendas brasileiras fazendo quatro safras por ano.
“Nós fazemos a safra de verão, que é com soja. Colhemos a soja e fazemos uma safrinha de milho consorciada com capim. Colhemos o milho e colocamos uma safrinha de boi. Tiramos o boi e fazemos uma safra de palhada para o plantio direto e gerar matéria orgânica no solo. Então, são quatro safras dependentes apenas de chuva, sem irrigação”, diz o agrônomo.
O eucalipto também começou a entrar no sistema nos últimos anos e pode render outras safras de madeira.
COLUNA DO VIANA DIA 04
Dinheiro do carnaval vai combater o Aedes
>
Atitude sem dúvida muita sensata tomou e já fez a devida divulgação, o prefeito Átila Câmara, de Maranguape: "suspendemos o carnaval e os recursos vão ser utilizados no combate ao Aedes Aegypti", enfatiza. Em mais uma atitude prudente e com foco no bem estar da maioria da população, a posição do jovem prefeito repercutiu de maneira favorável junto à comunidade local, autoridades e órgãos de controle. O total de recursos próprios, da ordem de R$ 300 Mil Reais (tesouro municipal), será destinado à execução de uma grande força tarefa contra o famigerado mosquito, responsável por doenças como dengue, zika e chikungunya. A ideia em investir nesta ação é justificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que estuda a necessidade de declarar emergência mundial ao vírus zika, porque este apresenta maior risco do que a epidemia do Ebola.
Varredura - De acordo com o que informa o Núcleo de Comunicação da PMMaranguape, à frente Ingrid Freitas, "diante da decisão do prefeito Átila (foto), a cidade já começa a passar por uma grande varredura envolvendo profissionais da saúde, educação e agentes de limpeza, que contam com um maquinário pesado na luta contra o mosquito. A meta é visitar os 23 mil domicílios da cidade, levando orientação aos moradores sobre a forma correta de combater a infestação do Aedes. Por isso, novos agentes de limpeza e agentes de endemia estão sendo contratados para reforçar o quadro".
E mais - A Prefeitura de Maranguape ainda está fazendo a aquisição de materiais de limpeza para garantir a eficiência dos serviços e a confecção de informes educativos. Para complementar a força tarefa contra o mosquito, máquinas e caminhões realizam a limpeza dos terrenos e quintais que tenham acúmulo de lixo. Estudantes assistirão palestras e participarão de ações educativas com o objetivo de replicar as orientações junto às suas famílias. A denominada força tarefa no combate ao mosquito tem prazo de seis meses para execução do trabalho com base num planejamento prévio. Destaque-se, ainda, que o período coincide com a quadra chuvosa no Ceará, quando o Aedes tem maiores chances de proliferação.
O fator Lula - Carlos Alberto Sardenberg
Esqueçam o impeachment, ao menos por ora. Há uma questão anterior: quais as chances de a presidente Dilma governar com um mínimo de eficácia? Se ela não conseguir, não apenas volta a ameaça de impeachment, como surgirão articulações para algo como uma renúncia mais ou menos forçada — que ocorre quando o presidente fica inteiramente isolado, sem a menor capacidade de governar. Pois essa situação pode estar mais perto do que muitos pensam, por dois motivos. O primeiro: o governo é ruim e está muito difícil recuperar eficácia. O segundo é Lula. Se a Lava-Jato apanhar o ex-presidente, derrete toda a estrutura construída em torno dele, incluindo Dilma e sua presidência.
É uma especulação, claro, mas... enfim, eis a coisa.




