É contínuo e rápido o ajuste dos serviços
Último setor da economia a registrar os efeitos da crise, o de serviços vem apresentando queda contínua e acelerada, mas ainda não parece ter chegado ao fundo do poço. Depois de cair 4,8% em setembro e 5,8% em outubro, na comparação com iguais períodos de 2014, o volume de serviços teve queda de 6,3% em novembro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Nos 11 primeiros meses do ano, a queda foi de 3,4% e nos 12 meses encerrados em novembro, de 3,1%, a maior desde 2013, quando o IBGE passou a publicar os resultados mensais do setor.O desempenho do setor, medido pelo faturamento real ou pelo volume – critério utilizado pelo IBGE desde agosto do ano passado –, é um dos mais importantes indicadores do nível de atividade econômica. Não é de estranhar, pois, que o resultado acumulado em 12 meses esteja muito próximo do encolhimento previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.
Governabilidade e pluralismo partidário
“Um regime eleitoral é estúpido quando é falso” Ortega y Gasset
Em recente entrevista ao Estado (25/12/2015), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, deu ênfase ao óbvio ao afirmar que o sistema partidário brasileiro impede o governo de governar. Observou Sua Excelência, com a convicção fruto da experiência: “Em 2014, o partido que fez mais deputados obteve 12% das cadeiras do Parlamento. Então, esse sistema eleitoral, se não for atacado, continuará ingovernável. O sistema atual fragiliza os governos”.
Com efeito, encontram-se registrados no TSE 35 partidos, dos quais não mais do que três ou quatro têm representação nacional. Boa parte é destituída de expressão e presidida por figuras anônimas, na busca de improvável notoriedade.
Cerveró diz que Angola foi usada para lavar propina da Petrobras na campanha de Lula
Verdade ou mentira? Bem, será preciso investigar, claro! O que a se vai percebendo, aos poucos, mas de maneira assombrosa, é que Nestor Cerveró era uma espécie de caixa preta dos segredos mais escabrosos da Petrobras. A última bomba é esta: a campanha de Lula à reeleição, em 2006, teria recebido espantosos R$ 50 milhões de propina oriundos da compra, pela Petrobras, de lotes de exploração de petróleo naquele país. O dinheiro teria saído de uma operação de US$ 300 milhões.
Há muito os negócios feitos pelos governos petistas com ditaduras comunistas levantam suspeitas. Quem conhece as catacumbas do PT afirma que Cuba e Angola servem, vamos dizer, ao trânsito livre de dinheiro. Afinal, se existe alguma transparência por aqui — o que não impede, como se vê, que a canalha cleptocrata tenha se assenhoreado do Estado —, não existe transparência nenhuma por lá.
Segundo Cerveró, que lhe revelou a falcatrua foi Manuel Domingos Vicente, ex-presidente do conselho de administração da estatal petrolífera de Angola, a Sonangol. Ele é, hoje, vice-presidente do país e, obviamente, vai negar a tramoia.
Prazo de pagamento do consignado sobe para dez anos
RIO - Com alta da inflação e consequente aperto no orçamento das famílias, órgãos públicos têm negociado com as instituições financeiras o aumento dos prazos e dos limites para o crédito consignado de servidores, aposentados e pensionistas. Neste tipo de empréstimo, o pagamento das prestações é descontado diretamente no contracheque do devedor. O movimento mais recente foi da Prefeitura do Rio, que acaba de elevar de seis para dez anos o prazo máximo dos contratos. O governo do Estado de São Paulo, o INSS e o Ministério do Planejamento — que cuida dos empréstimos do Executivo federal — também fizeram mudanças recentemente.
Ao mesmo tempo, tem aumentado a procura dos clientes aos bancos para refinanciar seus empréstimos consignados, relatam algumas instituições. O principal motivo é conseguir mais recursos, a chamada “troca com troco”, ou seja, a pessoa toma um novo empréstimo de valor mais alto, quita o antigo e fica com a diferença. Mas também há relatos de quem quer alongar o prazo para reduzir a parcela e, assim, aliviar o orçamento doméstico.
O fim da era do petróleo?
O presidente da França, François Hollande, no seu discurso de encerramento da conferência de Paris sobre o clima, declarou que “o mundo mudou, entramos na era do baixo carbono, um movimento poderoso e irreversível”. Em outros pronunciamentos foi ainda mais enfático ao afirmar que os resultados positivos da conferência marcavam o início do fim da “era do petróleo”. O presidente Hollande, na realidade, não estava dizendo nada de novo ou que não fosse de conhecimento dos analistas da área de energia ou das empresas produtoras de petróleo: o consumo nos países industrializados está caindo e desde 2005 já caiu cerca de 10%. O consumo mundial só continuou a crescer nos países em desenvolvimento, principalmente na China, mas em proporção menor do que no passado.
Nem mesmo a violenta queda do preço do petróleo estimulou o seu consumo. A expectativa da Arábia Saudita de “quebrar” os produtores de petróleo nos Estados Unidos com base na exploração do xisto não se materializou e o país árabe está enfrentando um déficit de quase US$ 100 bilhões anuais no seu orçamento, o que representa mais de 10% do seu produto nacional bruto.
A verdade do impeachment
A estratégia governista para enfrentar o pedido de impeachment é fugir dos fatos. Difundido nas redes sociais, sob as bênçãos do Palácio do Planalto, um documento preparado para munir a militância petista de argumentos em defesa do mandato da presidente Dilma nada mais faz do que desviar a atenção do que realmente importa – a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff por atos ilícitos. “Construído em consenso por diversos atores políticos” – assim diz o texto –, o documento “demonstra porque o impeachment de Dilma é frágil.” Não é essa, no entanto, a conclusão a que se chega após sua leitura.
Como primeiro ponto a ser difundido pela militância, o governo federal tenta vincular o pedido de impeachment ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. Trata-se da primeira falácia. O impeachment não nasceu da vontade de Cunha, como se fosse um ato de vingança pessoal do presidente da Câmara contra a presidente da República.

