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A política do cada um por si

A grave crise política que o País vive deixa em aberto uma ampla gama de questões fundamentais, inclusive no que diz respeito ao mandato do presidente Michel Temer, mas uma coisa é certa: até o final da atual legislatura, os parlamentares medirão exclusiva e cuidadosamente com a régua de seus próprios interesses políticos cada voto dado nas comissões e nos plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Isso significa, na prática, que o governo terá de redobrar esforços para aprovar as reformas tão necessárias para a retomada do crescimento. Na verdade, a única reforma em que senadores e deputados estão interessados é a política. Mas não aquela necessária à completa reforma do falido sistema político-partidário, mas remendos pontuais como a criação de um generoso Fundo Eleitoral que em alguma medida seja capaz de substituir as doações de empresas, proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2015.

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Sinais alentadores - o estado de sp

Foi exemplar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello que restabeleceu o exercício do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido suspenso por decisão do ministro Edson Fachin. Escreveu o ministro Marco Aurélio que, “em quadra de abandono de princípios, de perda de parâmetros, de inversão de valores, de escândalos de toda ordem, cumpre ser fiel aos ditames constitucionais e legais, sob pena de imperar o descontrole institucional, com risco para a própria democracia”. São palavras necessárias, no momento em que os jacobinos da luta anticorrupção denunciam toda objeção a seus métodos, à luz da Constituição, como parte de um complô para frustrar seus esforços purificadores.

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O pêndulo de ilações de Janot e Temer

Saiu a tão aguardada e previsível denúncia do procurador Janot contra Temer. Repleta de contundência nos epítetos, com termos que beiram a ofensa e achincalhe, a peça jurídica peca na essência das acusações: as provas. Ou a falta delas. Como espinha dorsal do processo está a tese de que o presidente foi o beneficiário final ou solicitante dos famigerados R$ 500 mil.

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Nem greve, nem geral

O Estado de S.Paulo

01 Julho 2017 | 03h05

Pedir-lhes que respeitem o direito constitucional de cada um poder ir e vir livremente é exigir demais de alguns arruaceiros travestidos de líderes sindicais e representantes dos chamados “movimentos sociais”. Para esta turma, a própria noção de “direito constitucional” é maleável, aceita como tal apenas quando não colide com a sua pauta de reivindicações. Resta, então, apelar para que na convocação da próxima “greve geral”, em nome de um resquício de honestidade, ao menos respeitem o sentido que as palavras devem ter e façam o chamamento de mazorca, que é só o que pretendem promover.

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O grito do silêncio

João Domingos, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2017 | 03h00

Qualquer análise que se faça sobre a greve geral convocada para ontem por centrais sindicais e movimentos sociais contra o governo de Michel Temer e suas reformas nos leva a concluir que o fracasso foi retumbante. Uma greve geral contra o governo que não se propõe a ocupar a Esplanada dos Ministérios, como a de ontem, não pode ser considerada uma greve geral. Nem para registro histórico serve.

Os organizadores tiveram medo de que só aparecessem uns milhares de gatos pingados, como na greve do dia 28 de abril, que nas contas deles registrou 10 mil na Esplanada, mas na da Polícia Militar, 3 mil. Dez mil ou 50 mil na imensidão do espaço de cerrado que fica entre os ministérios é o mesmo que nada.

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PT é o partido mais associado à Lava Jato, diz pesquisa

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2017 | 12h10

Levantamento realizado neste mês pela empresa Ipsos, especialista em pesquisa de mercado, aponta que o PT é o partido mais associado à corrupção no âmbito da Operação Lava Jato. De acordo com o estudo, a legenda foi lembrada por 64% dos entrevistados de forma espontânea. O PMDB foi o segundo mais citado, com 12%, e o PSDB somou 3% das respostas. Outros 17% não souberam opinar sobre o tema. A grande maioria (82%), no entanto, afirmou que as investigações estão mostrando que todas as siglas são corruptas.

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