Ditadura consolidada
O Estado de S.Paulo
01 Agosto 2017 | 03h04
A Venezuela é uma ditadura há bastante tempo, desde que o caudilho Hugo Chávez e seu sucessor, Nicolás Maduro, colocaram a “revolução bolivariana” acima de qualquer outra consideração. Uma a uma, as instituições que se prestavam a dar um verniz democrático a esse regime autoritário foram sendo incorporadas à máquina chavista. A imprensa livre foi sufocada e o Judiciário se viu transformado em serviçal do governo, enquanto a população passou a ser aterrorizada pelos “coletivos” paramilitares chavistas. Restava a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, mas anteontem esse último bastião caiu. Foi substituído por uma “assembleia constituinte” totalmente chavista, cujo objetivo é reescrever a Constituição para nela fazer constar a perpetuidade do regime – e quem se opuser a isso terá de enfrentar a furiosa repressão do governo, conforme mostram os cerca de 120 mortos nos últimos quatro meses, 10 somente no dia da eleição da tal “assembleia”.
Os mais vulneráveis à crise
O Estado de S.Paulo
01 Agosto 2017 | 03h05
Desocupação, insegurança e pobreza continuam sendo o horizonte dos menos educados e mais vulneráveis, enquanto os motores da economia se reaquecem lentamente e surgem os primeiros sinais de melhora no mercado de trabalho. As novas e escassas oportunidades têm sido distribuídas desigualmente, sem chegar aos menos preparados, como já mostraram números do Ministério do Trabalho. Além disso, muitos beneficiados com uma vaga só foram admitidos de forma precária, sem carteira assinada. Enfim, sem ter conseguido uma oportunidade, mesmo precária, muitos tiveram de aceitar um retorno à dependência da ajuda governamental, voltando à fila, de novo crescente, dos candidatos ao Bolsa Família.
Vistam aquela saia!
*Fernão Lara Mesquita, O Estado de S.Paulo
01 Agosto 2017 | 03h11
Dilma Rousseff deixou o governo com aumentos contratados com as corporações do serviço público até 2020. Só o de 2018 põe R$ 22 bilhões a mais na folha daqui até a eternidade. Umas três JBSs por ano no que custou ao BNDES a parcela dela que pertence “a nós todos” que não moramos em palácios em Nova York.
O estado de espírito da população
O Estado de S.Paulo
01 Agosto 2017 | 03h02
O Ibope divulgou na semana passada o resultado de uma nova pesquisa de opinião realizada a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre “as eleições, o comportamento do consumidor, a política e a economia do País, entre outros temas”. Nenhum dado novo ou surpreendente foi apresentado, mas algumas informações reveladas pelo instituto de pesquisa ensejam uma análise mais cuidadosa.
Ibope: Dilma é melhor do que Temer? Eis a prova: Lava Jato e fascismos tornam o país burro
Levantamento indica que os extremismos pautam a opinião pública; mais uma vez, eis a evidência de que a Lava Jato e Janot ressuscitaram o PT
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 28/07/2017 - 7:51

Se o povo estivesse sempre certo, Churchill teria sido reeleito no pós-guerra. E não foi. Se o povo estivesse sempre certo, Hitler não teria se tornado chanceler da Alemanha. E ele se tornou. Se o povo estivesse sempre certo, Dilma não teria conseguido se reeleger. E ela conseguiu. Ainda assim, o próprio ex-primeiro-ministro do Reino Unido foi definitivo sobre a participação popular na escolha dos governantes: a democracia é o pior sistema que há, exceção feita a todos os outros. Assim, por mais que você considere, como considero, que a população pode fazer escolhas insensatas, qualquer outro sistema que se lhe oponha seria pior. Então, deixemos que o povo erre, o que não quer dizer que nós precisemos endossar seus desatinos.
Temer duelará contra ninguém na primeira batalha parlamentar pelo seu pescoço Ian Cheibub/Folhapress Presidente Michel Temer faz pronunciamento sobre o uso das Forcas Armadas no Estado do Rio Presidente Michel Temer faz pronunciamento sobre o uso das For
Abriu-se o ciclo da última prova de resistência de Michel Temer. Caso ele sobreviva até o final de setembro, é provável que as energias para destituir o presidente se dissipem de vez no cálculo de custos e benefícios da política.

