Exposto, Maia decide recolher armas no momento em que Temer age para mostrar força política
Hora de calar Exposto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu recolher as armas. O democrata avisou a aliados que falará menos. Quer evitar “interpretações equivocadas”. Tomou a decisão depois que relatos de suas previsões sobre o fim do governo foram noticiados. Faz o gesto no mesmo momento em que Michel Temer age para dar mostras de força política. A aprovação da reforma trabalhista será apresentada como prova de que ele tem condições de tocar uma agenda para o país.
Senado às escuras - Bernardo Melo Franco
BRASÍLIA - Antes de se consagrar como escritor, Machado de Assis deu expediente como jornalista no Senado. Repórter do "Diário do Rio de Janeiro", ele cobria os debates de barões e marqueses sobre os rumos do Império. Suas excelências tinham mandato vitalício e não costumavam perder a fleuma na tribuna. "O público assistia, admirado e silencioso", anotou o bruxo, na crônica "O Velho Senado". "Nenhum tumulto nas sessões. A atenção era grande e constante", prosseguiu.
Espasmos acusatórios
O Estado de S.Paulo
11 Julho 2017 | 03h05
Nada caracteriza de modo tão claro a plena vigência da democracia como a igualdade de todos os cidadãos perante a lei. Não a igualdade inscrita em diplomas legais como um mero princípio norteador, desprovido da experiência cotidiana, mas sim a isonomia que pode ser percebida por toda a sociedade como um verdadeiro traço distintivo da atuação do Estado, um modo de agir de seus representantes capaz de formar a consciência da nação acerca da confiabilidade de suas instituições.
Dívida piora com a Previdência
O Estado de S.Paulo
11 Julho 2017 | 03h17
Toda a produção brasileira de um ano mal dará para cobrir a dívida pública dentro de quatro ou cinco anos, se a pauta de reformas já em tramitação no Congresso for negligenciada. Deputados e senadores deveriam levar muito a sério essa advertência, formulada por um serviço de assessoria do Senado, a Instituição Fiscal Independente (IFI). Com baixo crescimento econômico e sem reformas, a dívida bruta chegará ao patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2021 e 2022, segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal publicado pela entidade.
Em dúvida sobre Temer, tucanos brigam entre si
O PSDB discute há 55 dias a hipótese de desligar o governo de Michel Temer da tomada. A distância entre a ameaça e sua concretização vinha impondo ao debate uma certa ponderabilidade humorística. Mas a coisa evoluiu do cômico para o trágico. Ainda em dúvida quanto à conveniência de quebrar o pau com o governo, os tucanos resolveram brigar entre si.
Aliados de Temer e Maia atuam para minimizar tensão entre o peemedebista e o democrata
Ponte para o futuro Aliados de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entraram em campo para tentar amenizar o clima de tensão que agora permeia as relações do Planalto com o democrata. Temer ouviu de um de seus ministros que não seria bom, neste momento, alimentar um “ambiente de desconfiança”. Heráclito Fortes (PSB-PI), próximo a Temer e a Maia, diz que “não há nada pior do que dois amigos que brigam”. “Vou continuar trabalhando para que não haja divisão.”



