Quando os iguais não são sempre iguais
ALOÍSIO DE TOLEDO CÉSAR*, O Estado de S.Paulo
21 Julho 2017 | 03h00
Por muito tempo se discutirá a gravação feita por Joesley Batista durante a conversa privada que manteve com o presidente da República. Nós todos percebemos que sua divulgação, sem o consentimento do interlocutor, teve consequências dramáticas, tanto para o País como para os dois protagonistas daquele infame episódio.
Mas restou um ensinamento que merece ser destacado: a forma desigual como o Ministério Público (MP), em especial o procurador-chefe Rodrigo Janot, trata criminosos da mesma espécie. Veja-se que Marcelo Odebrecht e Joesley Batista são iguais (farinha do mesmo saco, como diriam nossos avós) e cometeram os mesmos e reprováveis crimes, daqueles que fazem virar o estômago de cada um de nós. Porém, incompreensivelmente, receberam tratamentos completamente diversos. Eles têm em comum a prática dos mesmos delitos, sempre envolvendo pessoas públicas, e por isso choca que um deles continue preso, ao mesmo tempo que o outro permanece em liberdade, até com autorização expressa para sumir no mundo, se assim quiser.
Brasil é país da América Latina que menos gasta com presídios, diz BID
O Brasil é o país da América Latina que tem menor gasto de custeio com seu sistema prisional, o equivalente a 0,06% do Produto Interno Bruto, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que trata do custo financeiro da violência em 17 países da região e no Caribe. Para especialistas do BID, no entanto, as atuais políticas do Conselho Nacional de Justiça contribuem para a análise da realidade prisional e melhoria da situação dos presídios nacionais.
PT na Paulista: ninguém vai ao enterro da última quimera do lulismo; ato foi um baita fiasco

O diabo citador me provoca: “Vai, Reinaldo, lasca um trecho de “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos, em Luiz Inácio Lula da Silva, vai… Ao que pondera o anjo da sobriedade: “Não faça isso! Fica com cheiro de clichê”. O coisa-ruim rebate cheio de ironia: “Só mesmo no mundo de um coxinha com asas, aquele soneto, que era “dos Anjos”, porém Augusto, é citado a ponto de ser clichê.” E ainda acrescentou: “Tem mais, né, Reinaldo? Quem gosta de clichê é o bonzinho aqui do lado. Por ele, o mundo seria uma novela rural das 19h. Você sabe que eu gosto é de aventura, de filme tarja preta…”
Ato de apoio a Lula tem pouca adesão em São Paulo
SÃO PAULO - O ato de apoio ao ex-presidente Lula, convocado pelo PT e por movimentos sociais, reúne um público pequeno na noite desta quinta-feira na Avenida Paulista, em São Paulo. Vestidos de camisa vermelha e portando bandeiras do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os simpatizantes de Lula ocupam menos de um quarteirão da avenida. Na última vez em que o ex-presidente participou de um ato poĺítico no local, na greve geral do dia 15 de março, o público que acompanhou o discurso do líder petista ocupou cerca de cinco quarteirões da Paulista.
A arte da negociação
Um guerreiro da luz não fica repetindo sempre a mesma luta - principalmente quando nota que não há avanços ou recuos.
Se o combate, depois de algum tempo, não tem avanços nem recuos, ele entende que é preciso sentar-se com o inimigo e discutir uma trégua.
Ambos já praticaram a arte da espada, e agora precisam se entender. É um gesto de dignidade e não de covardia. É um equilíbrio de forças, e uma mudança de estratégia.
Traçados os planos de paz, os guerreiros voltam para suas casas. Não precisam provar nada a ninguém; combateram o bom Combate, e mantiveram a fé. Cada um cedeu um pouco, aprendendo com isto a arte da negociação. (RIVALCI LIBERATO) BOA NOITE
Não conseguem me derrotar e querem ganhar na Justiça, diz Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta feira de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a sua condenação na Operação Lava Jato. Sentenciado pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e meio de prisãopelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula reafirmou o discurso de que a condenação se deu sem provas e é parte de uma perseguição política para evitar sua candidatura à Presidência em 2018.

