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Capitão Wagner aponta incoerência de discursos e ações de políticos

Deputado Capitão WagnerDeputado Capitão WagnerFoto: Bia Medeiros

 
O deputado Capitão Wagner (Pros) apontou, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (29/05), a incoerência no discurso e ações dos políticos, como uma das causas da greve dos caminhoneiros.

Para o parlamentar, o manifesto serve de alerta para a classe política, que, em campanha promete reformas tributárias e enxugamento da máquina, mas, quando chega ao poder, só aumenta impostos. “O povo já está mostrando que não aguenta mais a incoerência do discurso e ação de alguns. Extinguir ministérios e enxugar folha, ninguém quer. Ou seja, seguimos na contramão dos anseios da população”, avaliou.

Capitão Wagner disse ainda que concorda com a criação do imposto sobre fortunas, seja qual partido esteja no poder. “O que não acho justo é um partido ter passado 13 anos e meio e não ter criado o imposto e querer cobrar de outro que está há dois anos”, salientou.

O parlamentar também comentou a entrevista concedida nesta segunda-feira (29/05) pelo pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes, ao programa Roda Viva da TV Cultura. Segundo ele, Ciro pode ser chamado de “Tiro Gomes”, pois atira para todo lado, com dados que não procedem.

 Conforme relatou o Capitão Wagner, após a entrevista os telespectadores usaram as redes sociais para questionar os dados citados. “O povo está atento e viu que não correspondia à realidade. E ele é assim. Um dia desses era do PSDB, defendia os neoliberais, agora é progressista, Lula de corpo e alma. É isso que acaba com a política. Uma pessoa que chama policial de bandido fardado, que não respeita professor nem médico, quer defender um trabalhador? Quer vender para o País uma solução que não deu ao próprio Estado”, classificou.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (Pros) concordou que a causa das crises que o País vem enfrentando é a incoerência, por parte de seus governantes. “Querem mais uma vez sacrificar a população, quando os três poderes contam com regalias. Os caminhoneiros soltaram o grito que está preso em todos nós. Não suportamos mais”, desabafou.

O deputado Ely Aguiar (PSDC), por sua vez, informou que o governo do Rio de Janeiro está enviando para o legislativo do estado uma mensagem que reduz o ICMS do diesel de 16% para 12%, enquanto no Ceará chega a quase 30%. “Pensando nisso, estou propondo em um projeto de indicação a  redução em 10% da alíquota do diesel, que passaria de 29% para 19%. Esperamos que o governador nos ouça”, adiantou.

Já o deputado Carlos Matos (PSDB), disse que Ciro Gomes afirmou que  os trabalhadores cearenses vêm tendo salário corrigido pela inflação, o que não condiz com a realidade.

LA/AT

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