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Fernando Hugo defende o fim da paralisação dos caminhoneiros

Deputado Fernando HugoDeputado Fernando HugoFoto: Bia Medeiros

 
O deputado Fernando Hugo (PDT) criticou, durante o primeiro expediente, desta terça-feira (29/05), o movimento paredista dos caminhoneiros que segundo ele está agravando a situação econômica. Ele assinalou que a causa dos trabalhadores é justa, em face dos aumentos sucessivos do preços dos combustíveis no país, mas admitiu que as reivindicações da categoria já foram atendidas pelo Governo Federal.

 “A Situação caótica. E não foi a greve que gerou a desgraça. Foi  a desgraça que gerou a greve”, frisou o parlamentar. Para ele, a responsabilidade do “caos” recai sobre  o “delinquente Michel Temer e o arcabouço bandítico que o cerca”. O parlamentar admitiu que hoje é um dia dos mais importantes do Brasil, por conta das votações que irão acontecer no Senado, que poderão por fim ao movimento dos caminhoneiros.

“Há uma grande preocupação da população com a reunião extraordinária do Senado”, frisou. De acordo com Fernando Hugo, a sociedade que que os benefícios somente direcionado ao preço diesel seja também extensivo aos demais combustíveis e ao gás de cozinha. “Não se pode aceitar que o gás butano chegue a R$ 130,00. Por conta do livre comércio, a anarquia se implanta”, frisou.

Na avaliação do deputado, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, está “mais que certo”, já que ele foi nomeado para “salvar” a Petrobras. “Só que, ao mesmo tempo, está matando a população sob o silêncio ou a conivência criminosa do Governo Federal”. Fernando Hugo revelou que que já são 229 aumentos nos preços de combustíveis em dois anos. “Não poderia ser desse jeito. Enquanto, isso Senado e Câmara Federal fazem sintonia com o nada, e se chegou ao caos de hoje”.

Para Fernando Hugo, O movimento dos caminhoneiros é justo porque, como exemplo, citou que o frete de Teresina pra Fortaleza é cobrado a R$1.700,00, enquanto o valor do combustível utilizado chega a R$ 1.500,00.  “É óbvio que o preço não dar sequer para comer na estrada”, avaliou.

O deputado considerou descabido que o Governo Federal agora comece a falar que o movimento é de megaempresários do setor, proprietários de até mil caminhões. Diante da sucessão de aumentos de preço,  “o povo pobre voltou a cozinhar a lenha e  a carvão. “A gasolina está estapafurdiamente cara. Pelo que vi no Senado, vão querer que todo benefício concedido ao diesel seja também assegurado para o gás e a gasolina”.

Fernando Hugo salientou que o movimento paredista usou faixas pedindo “intervenção militar”. Ele disse não concordar com essa posição. Para o deputado, é estranho que as faixas clamando por uma ação dos quartéis sejam grafadas em vermelho.

O deputado criticou também a possibilidade de os Petroleiros também promoverem paralisação, alegando o trancamento de 25 por cento do potencial de refino do país, para não refinar aqui o petróleo aqui e comprar refinados que vem dos Estados Unidos. “Os petroleiros não fizeram nenhuma manifestação quando viram a Petrobras sendo saqueada. Essa seria uma greve em que o momento brasileiro é de tragédia”.

Em aparte, o deputado Dedé Teixeira disse que os caminhoneiros têm direito de fazer greve, só que o movimento chega ao nono dia, causando complicações a todos os brasileiros. O deputado João Jaime (DEM) também considerou oportunismo a greve dos petroleiros.

JS

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