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Capitão Wagner aponta falta de controle do Estado no combate à violência

Deputado Capitão WagnerDeputado Capitão WagnerFoto: Paulo Rocha

 
O deputado Capitão Wagner (Pros) considerou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (15/05), insuficiente o combate ao crime organizado no Estado e apontou a falta de controle do Poder Executivo nos presídios cearenses. Para o parlamentar, “é lamentável que facções e bandidos sigam mandando no Estado sem nenhuma providência efetiva tomada pelas autoridades”.

De acordo com o deputado, se o Estado sinaliza com a retirada de alguma regalia dos presos do sistema penal, estes se reúnem, utilizam aparelhos celulares dentro dos presídios e comandam a realização de atos criminosos nas ruas. “Quem manda nos presídios cearenses são as facções, porque o Estado perdeu o controle total da situação prisional e passa a negociar com os líderes destes grupos, que não merecem o respeito de ninguém”, avaliou Capitão Wagner.

Segundo ele, quando o Governo do Estado decide agir, as ações são frágeis e improdutivas. “Um Estado que negocia com facções não é um Estado forte, pois ele deve impor regras e o cidadão tem que se adaptar a elas, ainda mais se for um criminoso”, salientou.

O deputado também questionou dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na última sexta-feira (11/05), que mostram redução de homicídios em Fortaleza durante o mês de abril, se comparado com o mesmo período de 2017.

“Acho engraçado ver veículos da imprensa aplaudindo esta redução sem buscar os motivos pelos quais houve esta queda. A verdade é que houve uma coincidência com um período recorde de chuvas no Estado, especialmente em Fortaleza, e sabemos que a chuva faz com que menos pessoas estejam nas ruas, o que influencia a diminuição de atos criminosos”, ressaltou Capitão Wagner.

Em aparte, o deputado Carlos Matos (PSDB) relatou que esteve recentemente na cidade de Medellín, na Colômbia, que já foi uma das cidades mais violentas da América Latina e que hoje serve como uma referência de projeto de segurança pública.

“É uma prova e um excelente exemplo para Fortaleza e para o Ceará de que quando há um trabalho unificado entre governos e sociedade, e vontade política, pode se reverter um quadro grave de insegurança”, pontuou o deputado.

O deputado Roberto Mesquita (Pros) lamentou que a sociedade cearense esteja "doente" e com medo. “A hegemonia e a força política que perduram no Ceará nos últimos governos transformou causou essa doença da violência no Estado e a sociedade acha que tudo está no caminho certo, pois a verdade é encoberta por este poder dominante”, assinalou.

Já o deputado Odilon Aguiar (PSD) cobrou altivez e coragem do governador Camilo Santana no combate à violência. “Os liderados sempre se espelham na figura do líder, mas o nosso governante é frouxo e não tem a coragem necessária para tratar do assunto”, criticou.

RG/PN

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