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Heitor Férrer lamenta perda do poder aquisitivo dos cearenses

Deputado Heitor FérrerDeputado Heitor FérrerFoto: Máximo Moura

 
O deputado Heitor Férrer (PSB) criticou, nesta quarta-feira (28/02), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, a perda do poder aquisitivo do trabalhador cearense. O parlamentar fez um comparativos dos serviços que a sociedade paga com os reajustes dados pelo Governo do Estado.

“Peguei aquilo que mexe no seu cotidiano todo mês e fiz um comparativo com aquilo que os governos e os próprios empresários e comerciantes ofertam e o que, na verdade, os serviços nos cobram”, explicou.

Conforme ele, a inflação de 2015 a 2017 foi em torno de 21%, e o reajuste dado pelo Governo do Estado ao servidor público foi mínimo durante o período. Conforme relatou, em 2015, não foi dado nenhum aumento; em 2016, 2%, e vai dar 3% em 2018. “O governador vai nos dar, ao longo desse período (três anos), 5,06% no total, diante de 21% de inflação. O poder de compra do trabalhador do Ceará perde aí 15%. Ou seja, se ele ganhava 100 reais, passou a ganhar o equivalente a 85 reais”, comparou.

O parlamentar destacou alguns serviços públicos e particulares, os quais, nesses três anos, tiraram a capacidade contributiva do cidadão. Ele citou a energia elétrica, informando que, em 2015, o reajuste foi de 11,69%; em 2016, 12,97%, e de 13,7% em 2017/2018. “Sabe quanto é o aumento de energia? De 42,41%. E aí não tem conversa, não: ou paga ou fica no escuro”, disse, reiterando o reajuste de 5,6% do servidor público.

O fornecimento de água também foi outro serviço mencionado pelo parlamentar. Segundo ele, nesses três anos, o reajuste no serviço foi de 58%. “O Governo do Estado vai dar 5,06%, porque não é nem aumento e nem reajuste, é uma esmola que ele vai dar, alegando que as condições do Estado não permitem.

O combustível foi outro dado levantado pelo parlamentar. “O combustível, que aí interfere em tudo, na comida que chega no Ceará, interfere na comida que é transportada lá da Ceasa (Central de Abastecimento do Ceará) para o Mercado Central, aumentou em 90%.

Na avaliação dele, a economia está intrinsecamente ligada à política, à corrupção, o que causaria o descrédito da classe política. “A sociedade tem uma certa abominação pela classe política porque mês a mês ela sente a dureza de pagar os serviços essenciais e que o poder de pagar está piorando. O empobrecimento é real, e isso se deve às políticas públicas desenvolvidas por homens públicos”, acrescentou.

Em parte, o deputado Joaquim Noronha (PRP) fez ponderação sobre os números. “Até acredito na inflação em vários setores, mas alguém está errado, ou o Governo ou sistema de comunicação do País todo. Em 2017, a inflação é a menor dos últimos 20 anos do País e proporcionou trazer as taxas de juros a menores patamares”, observou.

LS/PN

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