Capitão Wagner comenta situação dos policiais civis e da segurança pública
Dep. Capitâo Wagner ( PR )foto: Maximo Moura
De acordo com o deputado, o Estatuto da Polícia Civil, aprovado pela Assembleia Legislativa, diz que devem ser convocados para o Curso de Formação “o triplo do número de vagas disponibilizadas”. Isso acontece porque, conforme observou, a nota final do concurso é uma média entre a nota da prova e a prova final do curso de formação.
“Os concursados só estão reivindicando seu direito de participar do curso de formação garantido por lei formulada pelo Estado e que ele próprio atropelou”, acrescentou.
Capitão Wagner apontou também compromissos de campanha feitos pelo governador Camilo Santana e que, ainda de acordo com ele, não foram cumpridos após três anos de governo.
Ele lembrou as seguintes propostas: instalar sistemas de alarmes para que comerciantes entrem em contato direto com a polícia; implantar 33 delegacias no Interior e na Capital; contratar 1500 policiais civis; requalificar o Ronda do Quarteirão; triplicar o número de equipes do Raio e expandi-lo para o Interior; implantar sistema de promoções de praças e oficiais e implantar câmeras para cobrir 100% das áreas com maiores indicadores de violência.
Destas, conforme observou, apenas a promoção dos policiais e a expansão do Raio foram garantidas pelo governador. “A falta de planejamento permanece com o governador apostando suas fichas no Raio. O Raio sozinho não irá resolver o problema da violência”, afirmou. Para ele, é preciso “organizar todas as ações em segurança pública, senão continuaremos enxugando gelo”.
Em aparte, o deputado Evandro Leitão (PDT) afirmou que o governador cumpriu outros compromissos de campanha. Ele disse que o Ceará, agora, possui 27 delegacias 24h e anunciou prorrogação do concurso de policiais civis “justamente porque quer chamar mais policiais”.
De acordo com o pedetista, o efetivo da Polícia Civil foi ampliado com 650 nomeações, o que, segundo ele, equivale a um acréscimo de 26% no efetivo. “Não é o ideal, mas precisamos ir com calma, porque temos que respeitar nossa Lei de Responsabilidade Fiscal, no sentido de não tornar o Ceará inadimplente”, frisou.
PE/PN
Informações adicionais
- Fonte:Agência de Notícias da Assembleia Legislativa / ILO SANTIAGO JR
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