DEPUTADA Dra. Silvana elogia ação no Rio de Janeiro e cobra medidas contra avanço das facções
Por Narla Lopes / ALECE
- Foto: Paulo Rocha
A deputada Dra. Silvana (PL) afirmou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), desta quarta-feira (29/10), que a atual ofensiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), representa “coragem” para enfrentar um problema que ela classificou como “um câncer que metastizou para todo o País”.
Durante o pronunciamento, Dra. Silvana lamentou a morte dos policiais. “Servindo a população do Rio de Janeiro, foram sacrificados pelo crime organizado. Suas famílias estão chorando, os policiais estão chorando, o Rio de Janeiro está chorando”, pontuou.
A parlamentar citou dados e números para sustentar o argumento de que a violência cresce de forma assustadora. Segundo ela, houve aumento de homicídios dolosos no Rio. Na contagem citada pela deputada, são 2.215 mortes em 2025 e um salto de 23% em relação a períodos anteriores. Dra. Silvana também trouxe números do Ceará: “Em 2024, foram registrados 3.178 homicídios dolosos. No primeiro trimestre de 2025, o Estado registrou 729”, assinalou.
A parlamentar criticou ainda a PEC do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) apresentada pelo Governo Federal, afirmando incredulidade diante de declarações do presidente Lula. “Traficante é vítima do usuário? Onde é que tem isso?”, perguntou. Dra. Silvana disse que não pode silenciar diante das mortes, lembrando que entre as vítimas há filhos e filhas de cidadãos que apenas querem viver com segurança e dignidade.
Dra. Silvana defendeu ainda uma postura repressiva e a busca por resultados imediatos contra as facções, ressaltando, contudo, que não comemora mortes.
Em apartes, Sargento Reginaldo (União) criticou o autor da PEC do Sistema Único de Segurança, afirmando que entidades das forças policiais rejeitam a proposta. Queiroz Filho (PDT) apontou o aumento de homicídios no Ceará, denunciou expulsões de moradores por facções e cobrou ações mais firmes do governo estadual.
Já David Vasconcelos (PL) demonstrou preocupação com a possibilidade de a PEC concentrar a responsabilidade da segurança pública no presidente da República. Júlio César Filho (PT) declarou apoio às operações policiais em comunidades, mas defendeu planejamento adequado, auxílio federal e o aprimoramento da PEC.
Edição: Vandecy Dourado

