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Ações não seriam do mesmo grupo

Antena da operadora Oi foi incendiada, anteontem, no bairro Granja Portugal, em Fortaleza ( FOTO: NAVAL SARMENTO )

Os ataques de quarta-feira e de ontem não têm características de terem partido da mesma organização criminosa ou de fazerem parte de um plano maior, de acordo com uma fonte da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Para o investigador, os criminosos podem estar unidos com o mesmo fim, que seria pressionar o Governo contra a instalação de bloqueadores de sinal de celulares nas penitenciárias de Itaitinga, mas não são da mesma facção, nem participam de ações orquestradas pelo mesmo grupo.

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"São ataques que não têm nada de organizados, são precários, na verdade. A princípio, o que nós acreditamos é que estão sendo cometidos por pessoas que aproveitam a oportunidade para tentar se promover. Nunca vi o Primeiro Comando da Capital (PCC) atacando com coquetel molotov. Eles têm outros métodos, outras maneiras de agir", afirmou a fonte.

Conforme o investigador está havendo um reforço na segurança de várias Instituições do Estado e o efetivo das Polícias está cumprindo um regime de escala diferenciado para que permaneça sempre com um contingente maior que o normal. "Muitas informações são compartilhadas nas redes sociais e muitas delas não têm fundamento, mas estamos checando todas e claro nos preparando para o caso de algum ataque. Não temos indicativos de alvos definidos".

Na última quarta-feira (13), duas antenas de telefonia foram depredadas. A primeira, foi destruída na localidade de Boqueirão do Arara, no município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Um prédio da operadora, onde estavam os equipamentos para manutenção da antena, foi pichado com insinuações de que o fato pode ter ocorrido em represália ao projeto de Lei, aprovado na AL há um mês, que prevê o bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais de todo o Estado.

Já a segunda antena, pertencente à mesma operadora, foi incendiada no bairro Granja Portugal, em Fortaleza. Naquela tarde, a Polícia havia ainda registrado uma ameaça de bomba à central da operadora proprietária das antenas, localizado na Avenida Borges de Melo, no bairro Parreão. Após varredura no local e evacuação do prédio, nenhum tipo de artefato explosivo foi encontrado.

Antes dela, no dia 5, um Volkswagen Fox foi abandonado na esquina da Rua Francisco Holanda com Avenida Desembargador Moreira, nos arredores da AL, com 13,3 kg de material explosivo. Nas redes sociais, um perfil falso informou que aquilo era um aviso do crime para o Estado suspender a ideia de bloqueio de celular nas unidades carcerárias.

Especialista

O sociólogo Geovani Jacó de Freitas, do Laboratório de Estudos sobre Conflitualidade e Violência (Covio), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), diz que ainda faltam provas concretas da atuação de facções como o PCC e o CV no Ceará.

Entretanto, o especialista admite que a questão do projeto de Lei da instalação dos bloqueadores de sinal nos presídios pode acirrar dos ânimos dentro das unidades. Segundo Jacó, supostamente, essa é a questão, pois a gestão dos negócios do crime organizado, tem sede muitas vezes dentro dos próprios presídios. DIARIONORDESTE

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