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A salvação pela política

A política pode ter várias definições. Uma delas é a que a descreve como o exercício do poder para a resolução de conflitos no interesse de uma coletividade. Sem um fim, a política como conceito não se justifica. Como processo, serve para tudo, até para derrubar o poder constituído. Não é o caso abordado neste texto. Voltando um passo atrás, o que se espera da política é que ela seja não somente a expressão de um ordenamento constitucional posto em vigor pela vontade da maioria do povo, mas também o instrumento para a resolução de crises, dos impasses que afligem uma dada sociedade. No caso, a nossa, a brasileira. O Brasil, por sua pouca relevância geopolítica, foi poupado dos grandes conflitos mundiais. Em contrapartida, não deixamos de criar problemas para nós mesmos. A crise que nos assola não tem raízes externas, é um produto majoritariamente nacional. O conteúdo local de nossa crise ultrapassa os 90% do total. Nossas decisões nos levaram à presente situação, e isso está claro para todos. Mas poucos em Brasília querem aceitar tal realidade.

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2016 e o projeto de energia verde do País

Milton Friedman, ganhador do Nobel de Economia de 1976, cunhou a frase “se puserem o governo federal para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltará areia”. No caso do Brasil, diria que o prazo pode ser até inferior. Em relação ao segmento sucroalcooleiro, por exemplo, a brincadeira do economista americano ganhou ares de realidade, pois, apesar da recente alta nos preços da commodity e também no câmbio, a situação dos produtores brasileiros de etanol ficou bem crítica desde que o atual governo impôs restrições ao alinhamento de preços para segurar a inflação, exacerbar o populismo e conseguir a reeleição.

A manutenção da política de preços do governo, voltada para subsidiar o consumo de gasolina, além dos prejuízos causados à Petrobrás, também desorganizou a indústria de etanol como um todo. Conseguiram quebrar dois ícones nacionais: a Petrobrás e o etanol, nosso pioneirismo que encantou o mundo. Os preços congelados dos combustíveis fósseis em período de elevadíssimos preços do petróleo no mercado interno desestimularam a produção e o consumo do etanol, aumentando a demanda por gasolina, e o País não tem refinaria para aumentar a oferta. Basta notar que a importação de gasolina cresceu, de 2010 para cá, mais de 300%.

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O povo não é bobo - O Estado de SP

O fiasco dos 13 anos de PT no poder, em especial dos últimos 5 sob Dilma Rousseff, pode ser resumido num dado: 82% dos brasileiros acham que o País está no rumo errado. Esta é a conclusão da pesquisa feita pelo Ibope com exclusividade para a coluna de José Roberto de Toledo no Estado. O índice deixa claro que o governo eleito por apertada maioria há 14 meses e empossado há pouco mais de um ano está “na contramão” das expectativas e necessidades, como escreveu Toledo, de muitas dezenas de milhões de brasileiros. É o maior índice de frustração da população desde o início da era petista.

Tal avalanche de decepções torna inócuo o marketing oficial, que continua apostando na credulidade de uma população que o governo do PT supõe contentar-se com mensagens de otimismo e fé. Se tivesse capacidade de percepção e autocrítica, a presidente da República já teria entendido que promessas genéricas, ainda que embaladas por boas intenções, só servem para alimentar seu descrédito. E, à medida que se repetem sem que tenham correspondência com a realidade, tendem a irritar e até a indignar cidadãos vitimados pela inércia, pelos desmandos e pela incompetência da chefe de um governo que, pelo que fez e pelo que deixou de fazer, entrará para a História como tão inepta como “nunca antes na história deste País”.

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O sítio sem nome / VEJA

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O sítio Santa Bárbara, em Atibaia: com a Lava Jato mais perto, a placa sumiu(Joel Silva/Folhapress e Jefferson Copolla/VEJA)

Em abril de 2015, quando VEJA revelou a existência do sítio usado pelo ex-presidente Lula em Atibaia, no interior de São Paulo, os visitantes que chegavam ao portão da propriedade se deparavam com o pórtico onde estava exposto o nome do "Sítio Santa Bárbara" em uma placa de madeira ao melhor estilo rústico das estâncias.

Lula ainda esforçava-se para manter a propriedade em sigilo (quem passa na rua não consegue ver a porteira, escondida em uma estrada particular do sítio), mas dava-se ao luxo de manter o letreiro rústico. Com o avanço das investigações da Operação Lava-Jato sobre a reforma do sítio, revelada por VEJA, o ex-presidente adotou algumas medidas de segurança. A mais visível delas foi o sumiço da placa do sítio.

Representante das vítimas da Bancoop aponta a “mentira” dos Lula da Silva

Marcos Sergio Migliaccio, conselheiro da Associação das Vítimas da Bancoop, afirma com todas as letras que Lula mente quando diz que tinha apenas uma cota do condomínio Solaris, no Guarujá. Palavra a palavra, diz à Folha: “Não existe esse papo de cota. Isso é mentira. A Bancoop vendia apartamentos, com o andar e a unidade especificados”.

É o que se depreende da declaração de Imposto de Renda de Lula de 2005. Lá está o valor da cota-apartamento: R$ R$ 47.695,38, com esta especificação: “Participação em Cooperativa Habitacional (apartamento em construção no Guarujá, São Paulo)”. E consta a informação de que o valor já estava quitado.

Pois é… De saída, que coisa, não? Um tríplex de 292 metros quadrados por pouco mais de R$ 45 mil, mesmo em 2005? Isso não é uma galinha morta, como se diz no jargão imobiliário. É uma granja inteira. O imóvel está avaliado hoje em R$ 1,8 milhão.

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Aécio: ‘Governo está perdido em meio a crises’ 87

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (28), o senador Aécio Neves desqualificou a agenda econômica apresentada pelo governo aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômica e Social (CDES). Presidente do PSDB, principal partido de oposição, Aécio referiu-se à reunião do ‘Conselhão’ como uma mera jogada publicitária de Dilma. Aécio anotou: “Infelizmente, ao invés de mostrar concretamente suas propostas de reformas, o governo federal mais uma vez faz uso de manobras midiáticas para tentar artificialmente criar uma agenda positiva. No final, essas medidas de marketing apenas agravarão a crise de credibilidade deste governo e dificultarão ainda mais o ajuste macroeconômico a ser feito. Infelizmente, o governo está perdido em meio a crises de naturezas diversas que vêm empobrecendo os brasileiros e tirando deles a esperança de um futuro melhor. E mais uma vez faltou a coragem necessária para fazer o que precisa ser feito.”

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