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Os sabotadores - ISTOÉ

Alijado da Esplanada dos Ministérios e da Presidência da República, o Partido dos Trabalhadores (PT) voltou ao seu habitat natural: a trincheira da oposição. Todas as vezes em que esteve longe das benesses oficiais, o partido não economizou energia na hora de boicotar o governo da ocasião. Foi assim em 1988, ao votar contra a Constituição, em 1992, quando o partido não só ficou de fora da aliança construída em torno de Itamar Franco, como atuou para sabotar o novo governo e o Plano Real, conjunto de medidas que proporcionou a estabilidade econômica do País, e em 2000, ao se opor à Lei de Responsabilidade Fiscal – para ficar apenas em três casos emblemáticos. Agora a história se repete, como diria Karl Marx em 18 brumário de Luís Bonaparte. A ordem é reprisar a surrada estratégia do quanto pior, melhor. Não importa se o projeto é bom ou não para o País, “si hay gobierno”, e ele não é comandado por um petista, o PT é contra.

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E agora, Lula? - iISTOÉ

Nos próximos dias, o ex-presidente Lula terá de enfrentar uma tempestade perfeita – expressão inglesa usada para designar uma combinação desfavorável de fatores que se agravam até constituir o pior cenário possível. Vão prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro o publicitário Marcos Valério, na segunda-feira 12, o ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro, na terça-feira 13, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira que leva seu nome, na quinta-feira 15 de setembro. Todos têm potencial explosivo para detonar o petista: Léo Pinheiro cuidou da reforma do tríplex de Lula e é conhecedor dos segredos mais recônditos do ex-presidente. Marcos Valério operou a compra de parlamentares no esquema conhecido como mensalão e já se dispôs a detalhar a chamada Operação Portugal Telecom, um acordo endossado por Lula, em encontro no Palácio do Planalto, que teria rendido a ele, a José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares a soma de R$ 7 milhões. E a empresa de Marcelo Odebrecht não só fez reformas no sítio frequentado por Lula, como pode desnudar as nebulosas negociações envolvendo a construção do estádio do Itaquerão, em São Paulo – que atingiria Lula em cheio, podendo levá-lo à prisão.

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As várias faces da nova temporada de manifestações

Logo depois de confirmado o impeachment de Dilma, políticos experientes que participaram da transição feita por Itamar Franco após o afastamento de Fernando Collor procuraram o presidente Michel Temer e o alertaram. Disseram que os brasileiros iriam torcer para que seu governo desse certo, porque isso serviria aos interesses do Brasil. Mas afirmaram também que os petistas tentariam inviabilizar o governo – porque isso interessa ao PT. Nos últimos dias, essa previsão foi confirmada. Uma nova temporada de protestos organizados por movimentos ligados ao PT tomou as ruas de diversas capitais brasileiras, sobretudo São Paulo. Em sociedades democráticas como a brasileira, o direito à manifestação deve ser respeitado e cabe aos governantes dialogar com as forças políticas. No entanto, o que se vê agora é algo diferente. Os protestos são movidos por grupos que têm o objetivo de inviabilizar o governo, como foi dito textualmente por vários líderes após o afastamento de Dilma Rousseff. Buscam apenas tumultar e defender os interesses privados do grupo que foi defenestrado do poder e que erigiu, nos últimos 13 anos, a maior rede de corrupção da história do País.

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TSE flagra 21.072 pessoas que, em situação aparente de pobreza, doaram R$ 168 milhões

POR PAINEL

Até onde não tem Ao cruzar informações, a Justiça Eleitoral vem desnudando o que suspeita ser uma nova frente de fraudes: doações milionárias de quem, aparentemente, nada tem. O TSE identificou 21.072 pessoas que, mesmo em situação de pobreza, transferiram juntas mais de R$ 168 milhões a campanhas municipais. Uma delas, cuja última renda conhecida é de 2010, doou R$ 93 mil. Outras dez desembolsaram mais de R$ 1 milhão, mas não têm renda compatível com tamanha generosidade.

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O ocaso do PT -ISTOÉ

A saída de Dilma Rousseff do Palácio da Alvorada pelas portas dos fundos da história simboliza mais do que o desfecho de 13 anos do Partido dos Trabalhadores à frente do País. Marca o sepultamento petista. Aquele PT, fundado sob a insígnia da ética, não existe mais. A legenda da estrela vermelha será lembrada com o carimbo de corrupção estampado nas suas cinco pontas. Três de seus tesoureiros, entre eles Delubio Soares e João Vaccari Neto, foram ou estão presos. Convivem atrás das grades com dirigentes, como José Dirceu. Nem a biografia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobreviveu às manchas do Petrolão. Ele mesmo tem a cadeia como horizonte (mais na pág.88). Uma decepção que engrossa a diáspora do PT. Um quarto dos 650 prefeitos, um sexto dos 12 senadores e um quinto dos 80 deputados federais saíram desde 2012. Os que ficaram escondem a filiação e torcem para não entrar na estatística do ocaso. Desde 2004, o número de prefeitos petistas cai nas capitais. Foram de nove para três e, ao depender das pesquisas, não serão mais de dois em janeiro. Isto, claro, se o PT ainda existir. Um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode levar à cassação do partido por receber recursos desviados da Petrobras.

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O inexorável caminho da cadeia - ISTOÉ

Se Lula já andava um caco, com o ânimo em frangalhos e o medo da cadeia colado à sua insônia, agora a coisa piorou ainda mais na quarta-feira 31, quando Dilma Rousseff foi definitivamente derrotada no processo do impeachment. Enquanto foi possível, ela tentou dar-lhe guarida, a ponto de nomeá-lo ministro com a intenção de retirar seus inquéritos das mãos do juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e dar-lhe a prerrogativa de foro privilegiado. Tudo em vão. O ex-presidente Lula, nesse momento em que ele não pode mais contar com a proteção e a cobertura de sua pupila, é sabedor de que seu caminho inexorável é a cadeia. Amargo, muito amargo presente, que às vezes o passado distante parecia insinuar e o passado recente, recheado de crimes e ilicitudes, só fez confirmar. Voltemos então um pouco no tempo…

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