Para jornalista, País ‘nunca mais vai ser igual’
“O Brasil nunca mais será o mesmo”, diz autor de livro sobre a Lava Jato. “Vou meter bala”, avisou o vice-almirante Othon Pinheiro da Silva, apavorado, para os policiais que ameaçavam arrombar a porta do quarto em que se trancara. “Isso pode ser feito com um senador no exercício do mandato?”, perguntou um estupefato Delcídio Amaral aos policiais federais que foram prendê-lo na porta do quarto do hotel em que se hospedava. “(O celular) está lá em cima, eu posso ir lá pegar e o senhor espera aqui”, disse o empresário Marcelo Odebrecht para um dos agentes que foram prendê-lo em sua casa.
Momentos tensos abundam, bem contados, no livro-reportagem Lava Jato – O juiz Sérgio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil (Ed. Sextante), há 11 semanas em primeiro lugar em listas dos mais vendidos do gênero não ficção. “Eu não esperava tanto”, diz o jornalista Vladimir Netto, comemorando três edições, lançamentos concorridos aqui e acolá e estimados 90 mil exemplares vendidos até aqui. “Só confirma que as pessoas querem se informar melhor sobre a operação mais importante da história recente do País”, complementou, na manhã da sexta-feira passada, às voltas com os maus humores do gato Mussum, já velhinho, numa clínica veterinária de Brasília, onde mora, com a mulher e as filhas Manuela, de 5 anos, e Isabel, de 3 anos.
A esquerda em crise - JOÃO DOMINGOS
Em primeiro lugar, porque o PT, alcançado pelo escândalos do mensalão e do petrolão, apurado pela Operação Lava Jato, não tem mais a bandeira da ética para levantar. Foi com ela que o partido se enraizou na sociedade brasileira, tornou-se conhecido, conquistou parte do eleitorado e chegou ao poder. Por lá permaneceu por 13 anos, até sofrer o processo de impeachment.
Climatempo detecta 'condição favorável' para chuvas em 2017 no CE
As condições presentes atualmente no oceano Pacífico equatorial apontam para uma boa estação chuvosa em 2017 no Ceará e no Nordeste, com chuvas na média ou até acima dela. A previsão é do metorologista Alexandre Nascimento, do Climatempo, que prevê também chuvas irregulares nos meses de outubro, novembro e dezembro. "Nos próximos meses a expectativa é de que chova bem mais que nos últimos anos”, diz.
"A condição para que ocorram chuvas acima da média histórica é infinitamente melhor que a dos últimos anos. Nós já vínhamos com chuvas irregulares desde 2012. No último ano, com o super El Niño que se formou, foi o último prego para fechar o caixão. Para o próximo ano, mesmo que a La niña não se forme – oficialmente, [existe] uma condição mais fria do que o normal no Pacífico equatorial, que se desenha favorável ao Nordeste".
O El Niño é o aquecimento anormal do oceano Pacífico equatorial que provoca mudanças na circulação da atmosfera, causando fenômeno como secas e enchentes em várias partes do globo. O La Niña, por sua vez, é o oposto. O fenômeno é responsável pelo esfriamento das águas do oceano Pacífico e, como consequência, as águas do Atlântico sofrem um aquecimento para que haja um equilíbrio na temperatura atmosférica.
“Acredito que [as chuvas] não sejam suficientes para recompor de vez os reservatórios, que estão abaixo da normalidade, mas já começa a sair do abismo hidrológico que entrou nos últimos anos. Praticamente em todo o período [outubro, novembro e dezembro] , a gente deve ter aí grande parte da região com chuvas acima da média”, diz.
Recém-nascidos dormem em caixas de papelão em hospital na Venezuela

RIO — Diante de uma grave crise econômica, um hospital se viu obrigado a acomodar seus bebês recém-nascidos dentro de caixas de papelão na Venezuela. Apertados em condições impróprias, eles dormem nos recipientes que são colocados sobre o chão porque não há berços. A imagem foi divulgada por um funcionário do hospital da cidade de Barcelona, no estado de Anzoátegui, em mais um retrato da escassez de itens médicos que atinge o país.
Abrir um partido no Brasil tornou-se um bom negócio, diz cientista político
O cientista político Sérgio Abranches, autor do conceito de presidencialismo de coalizão, usado para definir o sistema brasileiro, atribui à fragmentação partidária a instabilidade que levou o país a dois impeachments em menos de 30 anos de democracia. "Se não tiver habilidade com o Congresso, como [a ex-presidente] Dilma Rousseff não tinha, não tem a menor chance", diz.
Os 14 contêineres de Lula - O ESTADO DE SP
De acordo com os cálculos feitos pelo Ministério Público Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ao menos R$ 3,7 milhões a título de propina da OAS. Segundo a denúncia apresentada, está incluído nesse valor, além das benesses referentes ao triplex do Guarujá, o montante de R$ 1,3 milhão que a empreiteira teria pago pela armazenagem, entre 2011 e 2016, de 14 contêineres de Lula.



