A fala absurda de Lula: petista quer que eleitor seja o seu juiz
Luiz Inácio Lula da Silva, o “sr. ex-presidente”, nunca foi um bobo. E é um erro estúpido, como tem sido, partir dessa premissa. A direita xucra estrila. Se entendesse o que escrevo e estudasse um pouco, não estrilaria — mas aí deixaria de ser xucra. Vamos ver. Logo depois do depoimento, Lula fez um pronunciamento público que foi, de verdade, um comício. Tratou de sua candidatura à Presidência da República — aliás, ele a anunciou durante o depoimento. E aí disse algumas maravilhas. Afirmou que está “vivo e preparado para ser candidato”. Falando a uma plateia de aproximadamente 5 mil pessoas, de acordo com estimativa da PM, o ex-presidente disse que, “se, um dia, tiver cometido um erro, quero ser julgado apenas pela Justiça, mas antes pelo povo brasileiro”.
É difícil para Dilma manter a pose de flor do lodo
Entre todas as revelações contidas na delação premiada de João Santana e Monica Moura, uma das mais assustadoras envolve o vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal. Acomodada na poltrona de presidente da República, Dilma Rousseff abastecia o casal do marketing petista de informações sobre o andamento da Lava Jato, contou Monica aos investigadores.
Isso é que é impunidade - O ESTADO DE SP
Em seu perfil no Twitter, Paulo Maluf aparece sorridente. Não é apenas o sorriso de quem vive de sorrir para conquistar o eleitor. É o sorriso de quem parece ter certeza de que, aconteça o que acontecer, a Justiça brasileira dificilmente o alcançará. Tanto é assim que, nessa mesma rede social, o deputado escreveu: “Não só não estou na Lava Jato e na lista do Janot, como não estou no mensalão”. Aquele cujo nome um dia entrou para o léxico popular como sinônimo de ladravaz sente-se muito à vontade para pilheriar dos políticos enrolados nos diversos escândalos de corrupção da era lulopetista, pois não figura em nenhum deles. E também não parece preocupado com os muitos processos que contra ele correm nos tribunais. Mas, pensando bem, por que deveria?
Entre a tecnicalidade e a informalidade - Davi Tangerino*, O Estado de S.Paulo
Uma análise preliminar do interrogatório do ex-presidente Lula já permite alguns comentários. Primeiramente, chama atenção os minutos dedicados por Moro em declarar-se neutro em relação a Lula, bem como nas palavras tranquilizadoras quanto à sua (não) prisão naquela audiência. Em segundo lugar, a defesa insistiu fortemente que perguntas estranhas à acusação (por exemplo, relativas ao sítio de Atibaia) fossem deixadas de fora do interrogatório, já que o acusado se defende apenas dos fatos descritos na denúncia.
Mulher emerge como ‘investidora’ - Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo
Mais uma vez, Luiz Inácio Lula da Silva não sabia de nada. Antes foram Delúbio Soares, Silvio Pereira, José Dirceu e os “malfeitos” do mensalão. Depois, os “aloprados” do dossiê contra os tucanos em 2006. Agora, o triplex: sua mulher, Marisa Letícia, a despeito de “odiar” praia, visitou o apartamento no Guarujá mais de uma vez, desejava adquiri-lo para “investimento”, mas não conversava com o marido sobre isso, nem sobre a eventual troca de uma cota de unidade simples pelo triplex.
A culpa foi de Marisa - Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
Como estava escrito nas estrelas, o ex-presidente Lula disse que não pagou pelo triplex, não estava interessado nele, não poderia nem ir à praia (“só às segundas-feiras e nas Quartas-feiras de Cinzas”), “Dona Marisa” não gostava mesmo de praia e, afinal, o apartamento era pequeno e cheio de defeitos. Ah! E Lula não sabia de nada do que ocorria na Petrobrás nem no PT.

