Águas de janeiro
O primeiro mês de 2017 termina como o quarto janeiro mais chuvoso em 75 anos. Uma boa notícia para o abastecimento de água na Grande São Paulo, após a crise aguda vivida em 2014 e 2015. A recuperação dos reservatórios é notável. No sistema Cantareira, o maior deles, chegou-se ao nível de 69,1% de preenchimento, algo que não se via desde maio de 2013.
Hipocrisia marca abertura do ano no Congresso
No Brasil, a hipocrisia tornou-se uma forma de patriotismo. Nesta quinta-feira, os delatados Eunício Oliveira e Michel Temer se encontram com a homologadora de delações Cármen Lúcia. Vestidos com suas melhores roupas e munidos de suas maiores virtudes, os chefes dos três Poderes da República farão suas mais convincentes poses na sessão de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional. Cada gesto, cada cumprimento, cada sorriso, cada frase dos seus discursos será uma pose. A sucessão de poses comporá um quadro plástico que ilustra, da forma mais paradigmática possível, o ponto a que chegou a política brasileira.
Consórcio será responsável por último trecho
O pregão da concorrência para conclusão das obras de transposição do Rio São Francisco teve como vencedor o consórcio composto por PB Construções (CE), Passareli (SP) e Construcap (SP). Saiu ganhador com o menor preço ofertado: R$ 442 milhões. O desconto foi de aproximadamente 23% em relação ao preço base. Ele será responsável pelo último trecho que irá viabilizar a chegada de água do Velho Chico no Ceará, entre Salgueiro (PE) e Jati (CE).
Crise no Fies é monumento ao populismo
A mistura de voluntarismo com demagogia é infalível. Quando aplicada à economia, sempre produz dois efeitos: no início, euforia; depois, crise e ruína. A virtual quebra da Petrobras, em meio ao assalto do petrolão e a delírios estatistas, seguiu este roteiro. Entre bravatas nacionalistas e bilhões investidos na base da “vontade política”, sempre em nome do povo brasileiro, a estatal foi empurrada para o precipício. Não desabou por ter ligação umbilical com o Tesouro.
Ponto para a governabilidade
O funesto legado dos 13 anos de lulopetismo ressalta a importância da renovação das Mesas do Senado Federal, decidida ontem, e da Câmara dos Deputados, que se concluirá hoje. Disso depende, em boa parte, a governabilidade do País. No decorrer deste ano precisam ser decididas e levadas a efeito importantes medidas, muitas delas impopulares, imprescindíveis ao saneamento das contas públicas e à criação de condições para a retomada do crescimento econômico, de modo especial aquelas que produzam efeitos tão imediatos quanto possível para reverter o alarmante índice de desemprego, que acaba de superar 12%.



