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A hora da virada - LUIZ FERNANDO JANOT

Se o desenvolvimento sustentável possui relevância pelo mundo afora, no Brasil ele é visto com desinteresse pelo governo e por alguns setores empresariais. Ao reagirem negativamente a essa tendência global, quem perde são a sociedade e as gerações futuras.

 

Enquanto o mercado se apropria de certas expressões sofisticadas para distinguir as cidades — inteligentes, compactas, vigiadas, polifônicas, genéricas, entre outras —, os aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos são colocados de lado, sem a menor cerimônia.

Atenta a essa questão e preocupada com o fato de menosprezarem os problemas ambientais, a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, definiu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os incluiu na Agenda 2030 dos países que participaram dessa iniciativa. O Brasil fez parte desse grupo.

São eles: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ação contra a mudança global do clima; vida na água; vida terrestre; paz, justiça e instituições eficazes; parcerias e meios de implementação.

O maior desafio será a erradicação da pobreza. Se não forem incorporados alguns princípios do Estado do Bem-Estar Social ao modelo de desenvolvimento econômico de cada país, esse objetivo dificilmente será alcançado. Caso a desigualdade social se perpetue, assistiremos, em breve, à ruptura do tecido urbano e social das grandes cidades. O GLOBO

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