Roberto Mesquita defende retirada de ações judiciais contra transposição
Deputado Roberto MesquitaFoto: Máximo Moura
“Se não conseguirmos fazer com que a Justiça resolva logo esse problema, vou fazer esse requerimento responsabilizando tanto a PB Construções quanto a Marquise pela catástrofe hídrica que vamos enfrentar”, alertou o parlamentar.
Na avaliação do deputado, as empresas até podem estar no direito de entrar na Justiça se consideram ter sido prejudicadas no certame licitatório, mas as atitudes delas não podem colocar em risco a segurança hídrica da população cearense.
“A Região Metropolitana de Fortaleza corre o risco de não ter água nas torneiras a partir de janeiro de 2018, e existe uma possibilidade de vermos milhões de cearenses sem água no ano que vem, por conta da irresponsabilidade dessas empresas”, criticou o parlamentar.
Roberto Mesquita lembrou ainda que, quando o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) era governador do Ceará, a empreiteira Odebrecht entrou com um recurso na Justiça para impedir a continuidade das obras do aeroporto Pinto Martins. Naquele tempo, Tasso mobilizou a Assembleia para apresentar uma moção de repúdio à empresa.
“Naquela oportunidade, a pressão conduzida por Tasso Jereissati fez com que a Odebrecht retirasse o recurso pelo medo da força do povo. Se for necessário, esperamos adotar a mesma postura”, defendeu o deputado.
Em aparte, o deputado Agenor Neto (PMDB) ressaltou a história do senador Tasso Jereissati. “(A eleição dele) Foi um fato que engrandeceu ainda mais a trajetória desse grande homem, que está há mais de 30 anos na vida pública e nunca sofreu um único arranhão em sua biografia com possível envolvimento em corrupção”, exaltou.
O deputado Carlos Matos (PSDB) também considerou o senador um homem que orgulha todos os cearenses. Para o parlamentar, o gesto feito por ele naquela época poderia ser repetido agora.
“Nesse caso, precisamos ir além da lei e ter um elevado espírito público para não prejudicar o povo cearense. Seria um gesto de grandeza dessas empresas se elas renunciassem a esse direito jurídico”, comentou Carlos Matos.
RG/GS
Informações adicionais
- Fonte:Agência de Notícias da Assembleia Legislativa / COORDENADOR JOSÉ ILO SANTIAGO

