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Felipe Mota aborda cobrança de taxa em cartões do Ceará sem Fome

Por Giovanna Munhoz / ALECE

 

Deputado Felipe Mota (União) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Felipe Mota (União) comentou, durante a sessão plenária presencial e remota da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (29/06), que a empresa ganhadora da licitação para gerenciar os cartões do Programa Ceará sem Fome, do Governo do Estado, cobra adesão para os comerciantes de mais de 6%.

O parlamentar explicou que a empresa baiana Nutricash Ltda, para credenciar os pequenos, médios e grandes empresários a fim de movimentar os recursos do cartão do Ceará sem Fome, cobra uma taxa acima da normalmente aplicada em cartões de crédito. “Existe uma taxa legal de 3% cobrada pelos cartões de crédito e todos os comerciantes sabem. A empresa cobra mais de 6%, juntando tudo dá quase 10% de taxa. Isso vai repercutir nas prateleiras”, apontou.

O programa, segundo Felipe Mota, visa tirar pessoas da miséria, fomentar o pequeno comércio e minimizar a insegurança alimentar. “Votei a favor do Programa Ceará sem Fome e entendo que os comércios não podem quebrar. Se estão cobrando uma taxa de adesão, o arroz que seria R$ 1 passa a ser R$ 1,10. Os R$ 300 disponibilizados no cartão passam a ser R$ 270”, frisou.

O deputado salientou ainda que o Governo do Estado deve entrar em contato com a Secretaria da Proteção Social (SPS) para que esta notifique a empresa e providencias sejam tomadas. “Não sou contra o programa, pelo contrário, sou a favor e falo isso pensando nas milhões de pessoas que vivem na insegurança alimentar e precisam desse cartão para auxiliar na alimentação. Precisamos ter cuidado com esse tipo de artimanha que a empresa está fazendo porque quebra nas costas de alguém”, disse. 

Edição: Adriana Thomasi

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