Moro diz que Janja faltou com respeito ao declarar apoio a Gleisi para ocupar sua vaga no Senado
o globo
O senador Sergio Moro usou as redes sociais nesta quinta-feira para criticar a primeira-dama Janja por ter se referido à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, como 'futura senadora'. A manifestação da mulher do presidente Lula (PT), noticiada pela coluna de Malu Gaspar, aposta na sua cassação, o que o ex-juiz classificou como "falta de respeito aos 1,9 milhão de eleitores paranaenses" que o elegeram para o Senado Federal.
"A fala da esposa de Lula foi uma falta de respeito aos 1,9 milhão de eleitores paranaenses que me escolheram para o Senado e igualmente à Justiça eleitoral. Mas já percebemos - e os franceses também- que o respeito à democracia e à lei não é o forte do casal Lula", disse o senador.
O ex-juiz também agradeceu ao ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) que também veio à público questionar Janja. Em publicação, Mourão simulou uma questão objetiva:
"Quando a 1ª dama do País se manifesta antecipando possíveis resultados de uma questão judicial, o que de muito errado pode estar acontecendo?", questionou.
Nas alternativas colocou as seguintes hipóteses: "Ela está extrapolando, e muito, o seu papel", "Ela está pressionando e buscando interferir em decisão judicial", "o Judiciário está atuando em prol do Executivo e "todas as alternativas anteriores estão corretas!".
Na quarta-feira, a primeira-dama publicou uma foto em que aparece entre Gleisi e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. "E o dia começou com uma excelente conversa com essas duas mulheres maravilhosas!! Ministra Anielle Franco e a futura Senadora Gleisi", disse.
A declaração ocorreu em meio à expectativa do PT de que Moro perca seu mandato. O ex-juiz é alvo de uma ação na Justiça Eleitoral por gastos na disputa do ano passado. Na ação que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, PL e PT alegam que o agora senador e os demais integrantes da chapa ao Senado teriam se beneficiado da verba para disputa presidencial para concorrer a um cargo "de menor visibilidade".

